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Agricultura é uma atividade econômica pautada no sistema de cultivo e produção de alimentos

A palavra agricultura deriva do latim e significa “arte de cultivar”. Em geral, ela pode ser definida como uma atividade econômica pautada no sistema de cultivo e produção de alimentos, voltada principalmente para o consumo humano. No entanto, a agricultura pode ser praticada de diversos tipos diferentes.

Os tipos de agricultura correspondem às inúmeras maneiras de produzir e cultivar alimentos. Eles variam de acordo com as características do ambiente escolhido para se realizar essa atividade, como condições climáticas, relevo, topografia, composição do solo e demanda de produção existente na região.

Sistemas agrícolas

Sistemas agrícolas são classificações utilizadas para a produção agrícola e pecuária. Pode-se dizer que existem sistemas intensivos e extensivos, que se distinguem a partir do tamanho da área cultivada e do índice de extração alcançado.

A agricultura intensiva corresponde à prática agrícola com altos índices de extração e capital investido. Ela caracteriza-se pelo uso de diversas tecnologias nos meios produtivos como maquinários, tratores e arados mecanizados. Além disso, a agricultura intensiva utiliza grandes quantidades de fertilizantes e agrotóxicos para ampliar o uso da área. Técnicas agrícolas como rotação de cultura também são empregadas.

A agricultura extensiva, por sua vez, caracteriza-se pelo emprego de técnicas rudimentares e tradicionais para o manuseio da área cultivada. Dessa maneira, não ocorre a utilização de mão de obra mecanizada e produtos químicos que modifiquem as condições naturais do solo. Devido ao pequeno uso de ferramentas modernas para o cultivo, a extração da agricultura extensiva é baixa, o que faz com que apresente desvantagens no mercado.

Agricultura
Imagem de Dan Meyers em Unsplash

Principais tipos de agricultura

Agricultura de subsistência ou agricultura familiar

A agricultura de subsistência, também chamada de agricultura familiar, corresponde à produção agrícola desenvolvida por famílias, cujo rendimento é todo voltado para as suas próprias subsistências. Geralmente, essas famílias moram nas mesmas terras em que desenvolvem a atividade agrícola.

Nesse tipo de cultivo, não ocorre uso de fertilizantes e técnicas para adaptação do solo. De modo geral, os terrenos voltados para a agricultura de subsistência são pequenas propriedades rurais. Vale ressaltar que ela representa cerca de 80% da produção mundial de alimentos, sendo de extrema importância para a economia.

Agricultura comercial ou agricultura moderna

A agricultura comercial, também chamada de agricultura moderna ou agronegócio, caracteriza-se por desenvolver sua atividade agrícola através da monocultura produzida em larga escala e em grandes propriedades. Além disso, ela utiliza técnicas modernas de cultivo, tais como adubos, fertilizantes químicos, agrotóxicos, inseticidas, sementes transgênicas, máquinas e mão de obra especializada.

A agricultura comercial utiliza a tecnologia a favor da maior produtividade no campo e elimina grande parte do trabalho humano, o que leva ao êxodo rural e consequente urbanização.

Agricultura orgânica

A Associação de Agricultura Orgânica define a produção orgânica como um processo produtivo comprometido com a organicidade e sanidade da produção de alimentos vivos, para garantir a saúde dos seres humanos, utilizando tecnologias apropriadas à realidade do local de produção. O processo de produção orgânica não utiliza agrotóxicos e promove a restauração e manutenção da biodiversidade.

Além disso, a agricultura orgânica utiliza fertilizantes naturais, como adubação por meio de leguminosas fixadoras de nitrogênio, adubo orgânico proveniente de compostagem, minhocultura, manejo de vegetação nativa e rotatividade de culturas, uso racional de água e outras técnicas que sejam adaptáveis à realidade local.

Agricultura biodinâmica

A agricultura biodinâmica é um modelo de produção agrícola que não utiliza adubos químicos, herbicidas, sementes transgênicas, antibióticos ou hormônios. Por isso, é muito relacionada e confundida com a agricultura orgânica. O método, criado por Rudolf Steiner em 1924, pode ser entendido como um ramo da antroposofia que pretende entender de maneira mais profunda quais são as relações entre o ser humano, a terra e o cosmos.

A agricultura em si é uma atividade sempre impactante, em maior ou menor grau. Assim, Steiner propôs meios de restabelecer os equilíbrios rompidos por meio da utilização de preparados biodinâmicos, de maneira que as atividades agrícolas não comprometam todo o sistema. Nesse modelo de agricultura, a propriedade agrícola é vista como um organismo vivo, cuja saúde depende das interações entre os seus elementos dentro e fora da propriedade. Dessa maneira, a biodinâmica procura manter um ciclo de produção que seja condizente com a sua área, as espécies utilizadas e seus ciclos naturais.

Agricultura regenerativa

O termo “agricultura regenerativa” foi cunhado pelo americano Robert Rodale, que utilizou teorias de hierarquia ecológica para estudar os processos de regeneração nos sistemas agrícolas ao longo do tempo. É um conceito ligado à possibilidade de produzir recuperando os solos. Sua proposta visa a regeneração e manutenção de todo o sistema de produção alimentar, incluindo as comunidades rurais e os consumidores. Essa regeneração da agricultura deve levar em conta, além dos aspectos econômicos, as questões ecológicas, éticas e de igualdade social.

O cuidado com o solo é um aspecto importante da agricultura regenerativa. Graças à suas práticas, é possível recuperar solos empobrecidos e garantir o bom uso deles. Nesse contexto, a agricultura regenerativa valoriza os micro-organismos presentes no solo, já que eles são fundamentais para a manutenção da terra. Por isso, um dos mecanismos desse tipo de agricultura é o desenvolvimento e a utilização de biofertilizantes preparados com uma matéria prima natural, que são posteriormente disponibilizados para o agricultor. Esses biofertilizantes enriquecem o solo e beneficiam a cultura com micro-organismos.

Agricultura sintrópica

Agricultura sintrópica é o termo designado a um sistema de cultivo agroflorestal baseado no conceito de sintropia. Ele é caracterizado pela organização, integração, equilíbrio e preservação de energia no ambiente. Essa vertente agrícola busca inspiração na dinâmica natural dos ecossistemas que não sofreram interferência humana para um manejo sustentável.

A ideia geral da agricultura sintrópica é acelerar o processo de sucessão natural utilizando duas técnicas: a capina seletiva, removendo plantas pioneiras nativas quando maduras, e a poda de árvores e arbustos, distribuindo em seguida sobre o solo como adubo, proporcionando maior disponibilidade de nutrientes a ele.

Produtos químicos ou orgânicos que não sejam originários da própria área cultivada também não são utilizados na agricultura sintrópica. Os insetos e organismos vivos que povoam as áreas de cultivo são vistos como sinalizadores de deficiências no sistema e ajudam o produtor a compreender as necessidades ou falhas daquele cultivo.

Agricultura biológica

Agricultura biológica pode ser definida como “um sistema de produção holístico, que promove e melhora a saúde do ecossistema agrícola, ao fomentar a biodiversidade, os ciclos biológicos e a atividade biológica do solo. Ela privilegia o uso de boas práticas de gestão da exploração agrícola, em lugar do recurso a fatores de produção externos, tendo em conta que os sistemas de produção devem ser adaptados às condições regionais. Isto é conseguido, sempre que possível, através do uso de métodos culturais, biológicos e mecânicos em detrimento da utilização de materiais sintéticos”, de acordo com Organização dos Alimentos e Agricultura das Nações Unidas.

Os sistemas de agricultura biológica buscam otimizar a saúde e o bem-estar dos animais, culturas agrícolas e seres humanos e manter e melhorar o meio ambiente dentro e ao redor da exploração. Para isso, essa prática de cultivo não utiliza fertilizantes, pesticidas e inseticidas sintéticos e aplica técnicas de produção que aumentam a fertilidade natural do solo e reduzem a incidência de pragas, doenças e infestantes nas plantações.

Permacultura

Permacultura é um método e uma filosofia de vida. Os princípios da permacultura afirmam que as necessidades humanas estão ligadas a soluções sustentáveis, sempre levando em consideração o equilíbrio entre os ecossistemas e o respeito ao próximo.

Essa é uma metodologia de trabalho que, de acordo com os idealizadores, estimula o desenvolvimento sustentável aliado a um ambiente produtivo nas áreas rural e urbana. Trata-se de um sistema em que o habitante, a moradia e o meio ambiente estão integrados em um mesmo organismo vivo.