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Erosão é a remoção de materiais por agentes naturais em movimento na superfície terrestre

Imagem editada e redimensionada de Jose Reynaldo da Fonseca, está disponível no Wikimedia e licenciada sob CC by 3.0

Erosão” é um termo utilizado para descrever a remoção de materiais por agentes naturais em movimento na superfície terrestre. Esses materiais podem ser naturais ou construídos pelo ser humano. A água corrente, o gelo e o vento são alguns exemplos de agentes erosivos. Vale ressaltar que a erosão é um dos processos responsáveis por esculpir o relevo e modificar continuamente a superfície terrestre.

A erosão é um fenômeno muito complexo. Isso porque envolve a ação direta e indireta de diversos fatores, como clima, vegetação, tipos de solo e características geológicas e geomorfológicas do local envolvido.

Tipos de erosão

Existem vários tipos de erosão, que variam de acordo com a sua velocidade, esfera de influência, agente causador ou localidade geográfica. Inicialmente, especialistas classificam as erosões em geológicas e aceleradas. A erosão geológica se manifesta como uma ocorrência normal dos processos de modificação da crosta terrestre, sendo perceptível apenas no decorrer de longos períodos. Nesse quadro de transformação, o equilíbrio é mantido, uma vez que a velocidade de remoção de partículas é a mesma da de formação de novos solos.

A erosão acelerada, por sua vez, ocorre quando o processo erosivo suplanta o de formação de novos solos. Nesse caso, os agentes erosivos podem remover em poucos meses uma quantidade de material que a natureza levou séculos para formar. Especialistas expõem que esse tipo de erosão costuma ser desencadeado pelo uso inadequado do solo por seres humanos.

As erosões também são classificadas conforme a sua intensidade, sendo segmentadas em erosão laminar, sulcos erosivos, ravinas e voçorocas. A erosão laminar diz respeito a lavagem dos solos (retirada da camada superficial de sedimentos) pela água das chuvas ou pelos ventos; os sulcos erosivos são as estratificações ou “caminhos” deixados pela água nos solos; as ravinas são buracos ou danificações mais severos; e as voçorocas manifestam-se quando a erosão é profunda a ponto de atingir o lençol freático.

Por fim, os tipos de erosão podem ser classificados em função dos agentes erosivos envolvidos no processo:

Erosão marinha

A erosão marinha, também chamada de erosão marítima, é definida como “o processo de desgaste, transporte e sedimentação de rochas e solos litorâneos por agentes erosivos”. Fundamentalmente, ela pode ser causada pela ação de três fatores: ondas, correntes e marés.

A erosão marinha está presente em todo o litoral brasileiro e vem se tornando mais intensa em decorrência da ocupação desordenada de regiões costeiras, das mudanças climáticas (e consequente elevação do nível do mar) e da retirada de areia para uso em pavimentação e aterros sanitários. Saiba mais sobre esse tema na matéria “O que é erosão marinha e quais são suas consequências?”.

Erosão fluvial

A erosão fluvial ocorre quando a ação dos rios proporciona um desgaste na margem e no fundo do canal e carrega os materiais removidos ao longo do leito. O local onde esse fenômeno ocorre depende do tipo de canal: canais “jovens” (menores) geralmente apresentam erosão no fundo; canais “maduros” (maiores) sofrem basicamente erosão das margens. Os materiais erodidos e depositados em um trecho específico do canal costumam apresentar-se balanceados.

Erosão eólica

Comum em regiões áridas e semiáridas, a erosão eólica é um desgaste provocado pela ação dos eventos. Esse agente erosivo possui a capacidade de levar fragmentos mais finos, como areia e silte, deixando o solo pedregoso e com pouca permeabilidade. Nos locais de intensa atuação dos ventos, podem-se formar zonas rebaixadas que se assemelham a lagos, mas que ficam secos durante longos períodos. As dunas de areia dos lençóis maranhenses, por exemplo, foram feitas por erosões eólicas.

Erosão antrópica

De acordo com estudos, atividades desenvolvidas pelo ser humano contribuem para a aceleração do processo de erosão do solo, destacando-se:

  • Desmatamento de áreas extensas, terrenos de encostas, mata ciliar, locais de solos erodíveis, entre outros;
  • Práticas agrícolas: monoculturas; culturas não perenes; plantio em encostas; cultivo intensivo; uso de máquinas e implementos agrícolas;
  • Queimadas;
  • Agropecuária: criação de animais em áreas de pastagem (sobre pastoreio);
  • Movimentos de terra: escavações e aterros;
  • Alterações no escoamento natural das águas: barragens; aterros; alterações nos trajetos de cursos d’água; drenagem artificial;
  • Impermeabilização do solo: construções, pavimentações, compactação;
  • Atividades de mineração;
  • Execução de obras: desmatamentos; movimentos de terra; áreas de empréstimo; impermeabilização; alterações no escoamento das águas.

Consequências da erosão

Apesar de ser um processo natural, a erosão vem sendo intensificada pela ação humana e uso inadequado dos solos. As principais consequências desse fenômeno são lixiviação, assoreamento, deslizamento de terra e desertificação, processos que causam graves prejuízos para diversos ecossistemas. Saiba mais sobre esses temas nas matérias “Entenda o que é lixiviação”, “O que é assoreamento?”, “O que causa um deslizamento de terra?” e “O que é desertificação do solo?”.


Fontes: Processos erosivos: dinâmica, agentes causadores e fatores condicionantes e Erosão do solo


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