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O que são e quais os perigos dos poluentes orgânicos persistentes?

Existem diferentes tipos de poluentes, classificados de acordo com a sua composição ou origem. Também existem aqueles classificados de acordo com o efeito provocado ao meio ambiente e à saúde humana. Esse é o caso dos POPs, os poluentes orgânicos persistentes.

O nome foi designado pelo United States Environmental Programme para listar compostos e classes de compostos químicos orgânicos, ou seja, moléculas à base de carbono. Eles se caracterizam por serem altamente tóxicos, permanecerem no ambiente por muito tempo e serem bioacumulativos e biomagnificados (termos que explicaremos no decorrer do texto).

Características

POPs. Imagem de 3D Animation Production Company por Pixabay 

Para serem classificados como poluentes orgânicos persistentes, os contaminantes devem:

  • Persistir no meio ambiente, por possuir meia-vida longa;
  • Ter a habilidade de se mover rapidamente na água e no ar;
  • Acumular-se na gordura do corpo, no sangue e outros fluidos corporais (bioacumulação);
  • Ser muito tóxico, mesmo sem entrar em contato com outros produtos químicos;
  • Estar diretamente ligado a disfunções hormonais, imunológicas, neurológicas e reprodutivas.

Quais são listados?

Os POPs podem ser prejudiciais à saúde, e é por isso que o seu combate é abordado mundialmente em conferências ambientais.

Em 1995, surgiu o Programa das Nações Unidas (PNUMA), que definiu 12 poluentes nocivos à saúde. Em 2001, esses poluentes foram proibidos pela Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes. Posteriormente, em 2009, mais nove compostos foram incluídos na lista. Os compostos foram divididos em três anexos:

Anexo A: Neste anexo, estão listados os compostos que devem ser totalmente eliminados da cadeia produtiva e do uso, a não ser em casos de exceção. Esses compostos podem estar presentes em:

  • Pesticidas: Aldrina, Clordano, Kepone, Dieldrin, Endrin, Heptacloro, Alfa-Hexaclorociclohexano, Beta-Hexaclorociclohexano, Lindano, Mirex, Endosulfan e seus isômeros e Toxafeno;
  • Químicos industriais: Hexabromobifenil, Hexabromociclododecano (HBCD), Éter-hexabromobifenil, Éter-heptabromobifenil, Bifenilpoliclorado (PCB), Éter-Tetrabromobifenil e Éter-Pentabromobifenil, ou
  • Pesticidas e químicos industriais: Hexaclorobenzeno (HCB) e Pentaclorobenzeno.

Anexo B: Classifica os compostos que devem ter restrições de produção e uso. Como por exemplo:

  • O pesticida pole DDT; e
  • Químicos industriais: Ácido perfluoro-octanossulfônico, seus sais e e Fluoreto de perfluoro-octanossulfonilo.

Anexo C: Por último, este anexo classifica os compostos produzidos de forma não intencional, e que devem ser reduzidos ou eliminados.

Os compostos deste anexo são: Hexaclorobenzeno (HCB), Pentaclorobenzeno, Bifenilpoliclorado (PCB), Dibenzodioxinas policloradas (PCDD) e Dibenzofuranos policlorados (PCDF).

Onde eles estão?

Apesar do esforço para proibir o uso desses produtos, eles continuam em circulação, e são encontrados com facilidade no cotidiano. Entre os mais comuns estão o PBDE (Éteres de difenila polibromados), utilizado em móveis, carpetes, plásticos, travesseiros e estofados. Além disso, também é usado em outros produtos que utilizam espuma em sua composição, como os compostos químicos usados para contenção de incêndios. 

O ácido e o sulfonato de perfluoroctano também são POPs, usados são usados para a produção de panelas antiaderentes, roupas e materiais inoxidáveis. Outros comumente utilizados são as dioxinas polibromadas e de bromo-cloro, encontradas em subprodutos industriais gerados pela combustão de retardantes de chamas, e o PCN (naftaleno policlorado), utilizado em isolantes de cabos, na transferência de calor entre produtos, em retardantes de chamas, aditivos de óleo para motores, entre outros.

Florestas podem regular a dispersão de poluentes orgânicos persistentes

Uma revisão de estudos publicada na Nature Reviews Earth & Environment mostrou que as florestas podem atuar como “sumidouros”, atrasando o transporte de poluentes orgânicos persistentes para regiões remotas.

Os pesquisadores enfatizaram que os poluentes são absorvidos pela folhagem e transportados para o solo da floresta, o que acelera a migração dos poluentes passando do ar para o solo. Ao examinarem os estudos sobre os POPs, os pesquisadores se propuseram a fortalecer a pesquisa e se aprofundar em áreas-chave que possam trazer mais dados.

 Mudanças de hábitos

Ainda que a eliminação dos poluentes orgânicos persistentes seja um movimento global e governamental, é possível adotar algumas mudanças de hábitos para contribuir com a redução de POPs no meio ambiente, como:

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