Apoio: Roche

Saiba onde descartar seus resíduos

Verifique o campo
Inserir um CEP válido
Verifique o campo
Lightbulb

Entenda como ajudar o meio ambiente fazendo escolhas socioambientalmente mais harmoniosas

Imagem de Callum Shaw no Unsplash

Saber como ajudar o meio ambiente, com suas limitações, é uma postura que pode ser adotada tanto por empresas, governos e organizações quanto por pessoas, em várias situações. Entenda:

1. Alimentação

Todo alimento, antes de ser consumido, percorreu um longo caminho e, dependendo de sua origem, causou mais ou menos impactos socioambientais. Mas como ajudar o meio ambiente por meio da alimentação?

Para isso, reduza o máximo possível de produtos de origem animal como carne, ovos e leite; dê prioridade a alimentos de origem vegetal produzidos localmente e de modo orgânico; e com desperdício zero.

Dessa forma, seja na hora de escolher almoçar na segunda-feira, ou planejar o cardápio de reunião da empresa, que tal levar esses aspectos em consideração? Para saber sobre esse tema com mais profundidade, dê uma olhada nas matérias:

2. Certificação B

Uma empresa B é aquela que possui certificação B. Essa categoria de empreendimentos visa como modelo de negócios o desenvolvimento social e ambiental. O sistema B é um movimento que pretende disseminar um desenvolvimento sustentável e equitativo por meio da certificação de empresas no âmbito global.

Toda empresa do sistema B possui como objetivo solucionar problemas socioambientais. Dessa forma, por que não aderir à certificação B (se você tiver um empresa) e incentivar empreendimentos com sistema B?

O Portal eCycle é um deles. Para saber mais sobre esse tema, dê uma olhada na matéria: “Empresa B: um sistema de negócio sustentável“.

3. Lixo zero

Para reduzir o lixo orgânico doméstico é necessário evitar o consumo desnecessário e o desperdício – e praticar compostagem. Da mesma forma, para ajudar o meio ambiente e reduzir a quantidade de outros tipos de lixo, como o de plástico, o primeiro passo é evitar o consumo.

Você precisa mesmo utilizar canudos de plástico? E copos, pratos e talheres descartáveis? Uma opção é carregar com você um kit de alimentação para evitar os descartáveis quando estiver na rua.

Prefira materiais menos danosos. Ao fazer suas compras, prefira embalagens de vidro, papel e papelão. Tome cuidado com algumas embalagens de molho e itens longa vida, que, apesar de parecerem ser apenas papelão, possuem finas camadas de BOPP, um plástico que dificulta a reciclagem.

Preste atenção em rótulos das embalagens e, se não for possível evitar o consumo de embalagens plásticas, procure embalagens recicláveis.

Troque sua escova de dentes de plástico por uma de bambu. Em vez de comprar lâminas de barbear descartáveis, use um barbeador de metal – o produto é durável, compensa financeiramente e em bem pouco tempo de uso e você evita o descarte de produtos feitos por plástico e metal, cuja separação para reciclagem dificilmente ocorre.

Dê prioridade aos bioplásticos. Conheça o plástico verde, o plástico PLA e o plástico de amido. Mas evite alguns biodegradáveis como os plásticos oxibiodegradáveis, que não chegam a se biodegradar completamente e acabam provocando danos ambientais. Saiba mais sobre o tema na matéria: “Plástico oxibiodegradável: problema ou solução ambiental?

Existem outros itens muito comuns em nosso dia a dia que causam um grande impacto ambiental, como é o caso de absorventes e fraldas descartáveis. Mas já existem soluções para esses produtos, como o coletor menstrual, o absorvente de pano, a calcinha absorvente e os absorventes descartáveis biodegradáveis.

Para evitar os descartáveis que costumam vir com os lanches na rua e junk food, que tal fazer suas compras a granel e cozinhar em casa, evitando a geração de tanto lixo? De quebra, sua saúde também agradece.

Procure lojas em que seja possível levar seus próprios recipientes e saquinhos de pano para comprar grãos e frutas secas, por exemplo. Tome cuidado também na hora de comprar seus utensílios domésticos, preferindo produtos de vidro ou metal aos itens de plástico, que podem liberar bisfenol e outros disruptores endócrinos na sua comida durante o preparo e/ou armazenamento e depois ir parar no meio ambiente.

Se você não puder cozinhar, opte por um restaurante com comida de verdade, servida em pratos de louças, talheres de aço e copos de vidro.

Para os lanches rápidos, leve seus próprios utensílios duráveis. Na hora de embalar sua comida, evite também o filme plástico e os saquinhos de plástico, que podem ser substituídos por sacos de pano para pão, potes reutilizáveis ou opções como uma cobertura semelhante ao filme plástico, mas reutilizável e feita de cera de carnaúba.

Zere o consumo de cosméticos com esfoliantes sintéticos, pratique upcycle, troque a esponja de louça de poliuretano pela bucha vegetal, pratique plogging e, se não for possível evitar o consumo ou reutilizar, encaminhe seus descartes para a reciclagem. Confira no mecanismo de busca do Portal eCycle quais são os postos de coleta mais próximos de você.

Se você tem uma empresa, é ainda mais importante ter uma postura eco-friendly com os resíduos gerados pelo empreendimento. Mas cada em empresa é um caso a ser analisado. Para implementar a coleta seletiva na sua empresa, dê uma olhada na matéria: “Instituto Muda: coleta seletiva nas empresas e condomínios“.

Achou que é muita coisa? Não se assuste! Comece pelo o que você pode fazer, aos poucos.

4. Lar e empresa

Com a urbanização das cidades, cada vez mais, a população se adensou em condomínios, sejam verticais (prédios) ou horizontais. Isso faz parecer mais difícil morar ou trabalhar em um lugar em que seja possível viver e ajuda o meio ambiente. Mas é possível realizar algumas mudanças no local onde você já vive. Criar abelhas sem ferrão; reutilizar água com cisternas, compartilhar espaços e bens; praticar compostagem e implementar a coleta seletiva no condomínio ou na empresa são algumas práticas possíveis de serem implementadas, seja dentro da sua casa, empresa ou no condomínio como um todo; nesse último caso, depois de uma conversa com o síndico e os outros moradores.

Se você vive em uma casa térrea, também é possível transformá-la em um lar capaz de ajudar o meio ambiente. Você já pensou em ter uma composteira, cisternas e painéis solares? E que tal plantar o alimento das abelhas (manjericão, goiaba, orégano, girassol, hortelã e alecrim) e criar abelhas sem ferrão?

Quando um móvel quebrar, que tal consertar ou reutilizar algo que seria descartado para uma nova função? Os paletes são exemplos de upcycle para a mobília que estão bastante na moda. Com o tempo, quem sabe você não estará até usando banheiro seco e praticando peecycling?

Para saber mais sobre esses temas e como dar os primeiros passos, dê uma olhada nas matérias:

5. Slow fashion

Slow fashion” é um termo em inglês que significa “moda lenta”. Ele surgiu como uma contraposição ao fast fashion – sistema de produção de moda atual que prioriza a fabricação em massa, a globalização, o apelo visual, o novo, a dependência, a ocultação dos impactos ambientais do ciclo de vida do produto e o custo baseado em mão de obra e materiais baratos sem levar em conta aspectos sociais da produção.

Adotar o slow fashion é uma postura que pode ajudar o meio ambiente e as pessoas, pois esse movimento preza pela diversidade; prioriza o local em relação ao global; promove a consciência socioambiental; contribui para a confiança entre produtores e consumidores; pratica preços reais que incorporam custos sociais e ecológicos; e mantém sua produção entre pequena e média escalas.

Existem várias formas de aderir ao slow fashion que vão da adoção do hábito de remendar roupas; valorizar trabalhadores e culturas locais; optar por peças que não saem de moda; consumir de brechós; apoiar pequenas cooperativas e costureiras; a dar preferência a fibras têxteis com impacto reduzido, como o algodão orgânico. Para entender melhor esse tema, dê uma olhada na matéria: “O que é slow fashion e por que adotar essa moda?“.

6. Cosméticos e saúde

Qualquer tipo de consumo pode trazer prejuízos para o meio ambiente, incluindo o consumo de produtos cosméticos e medicamentos. Você já parou para pensar que o autocuidado é uma forma de prevenir doenças e evitar o consumo de remédios, muitas vezes testados em animais de modo cruel e que, após o consumo, ainda causarão impactos, como a geração de resíduos e superbactérias? Isso ocorre principalmente se forem descartados de modo incorreto.

O autocuidado pode ser praticado por meio da redução no uso de cosméticos, produtos de limpeza e hábitos nocivos. Além de fazer bem para você, pode ajudar o meio ambiente. Mas quando não for possível prevenir uma doença e for necessário o uso de medicamentos, lembre-se de fazer o descarte correto. Saiba como na matéria: “Descarte de medicamentos vencidos: como e onde descartar“.

Saiba mais sobre esse tema nas matérias:

7. Transporte

Já se sabe que reduzir o consumo de carne vermelha é mais efetivo contra os gases do efeito estufa do que parar de andar de carro. Entretanto, quando uma prática (reduzir o consumo de carne vermelha) se une a outra (deixar de andar de carro), os benefícios aumentam.

A poluição do ar é responsável por danos significativos e muitas vezes irreversíveis, incluindo danos ao meio ambiente e à saúde humana. Ela é responsável, por exemplo, por um em cada sete novos casos de diabetes. Então por que não incluir mais caminhadas ao seu dia a dia? Ou até mesmo usar mais transporte público, bicicleta, patins, skate e patinete?

8. Viva no modo consciente

Tudo o que você consome é realmente necessário? Toda vez que for comprar algo, repense se vale a pena e o que você financia quanto adquire determinado produto ou serviço. Ele usou trabalho análogo a escravidão? Desvalorizou os trabalhadores da cadeia de produção? Incluiu crueldade animal? Desmatou?

Algum item do produto gera resíduos industriais que poluem o ambiente de modo significativo? A empresa que lucra com a venda do produto se preocupa em oferecer logística reversa? A empresa da qual você consome pratica obsolescência programada? Quanto menos consumo, menor a pegada ambiental. O consumo consciente é uma premissa para uma atitude eco-friendly. Além disso, é importante estender essa ideia para o coletivo, de modo que a cultura de ajudar o meio ambiente se institucionalize e seja uma prática acessível a todos, e não um nicho de mercado de poucos indivíduos.

9. Seja um ativista ambiental

Um ativista ambiental é uma pessoa que se identifica com a luta pela proteção do meio ambiente e das pessoas e animais que ali vivem. O ativista ambiental pode atuar em redes de interações informais que não têm afiliação organizacional, bem como em organizações de graus variados de formalidade que estão envolvidas em ações coletivas motivadas por identidade compartilhada de preocupação com questões socioambientais.

Para ajudar o meio ambiente, atue em rede e de forma engajada em ações coletivas a fim de promover mudanças que afetem as qualidades socioambientais de determinado evento, lugar, ideia, objeto ou cenário político.

10. Não compre animais silvestres, e denuncie quem o faz

O tráfico de animais é a terceira maior atividade ilegal do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. Ele consiste no ato de retirar animais silvestres de seus habitats naturais e comercializá-los ilegalmente. Além de causar maus tratos, essa prática é considerada um grande risco à biodiversidade e ao equilíbrio ecológico dos ecossistemas.

No Brasil, o controle e a fiscalização de animais silvestres é feita pelo IBAMA e pela Polícia Militar Ambiental. Ao identificar uma situação irregular relacionada a animais silvestres, é possível fazer a denúncia – que pode ser anônima ou não. Ela pode ser feita das seguintes maneiras:

  1. Em caso de suspeita de tráfico de animais, entre em contato com a Linha Verde do IBAMA (0800 61 8080), passe as informações e solicite auxílio sobre as atitudes que podem ser tomadas;
  2. Caso você presencie o tráfico de animais, registre o máximo de informações possíveis, como local da ação, placa dos veículos envolvidos, características das pessoas que estão comprando e vendendo, quais animais, dentre outras informações;
  3. Caso seja avistado algum animal silvestre perdido ou correndo riscos, entre em contato com os órgãos competentes para que o resgate e captura sejam feitos da maneira correta. É importante nunca tentar resgatar o animal sozinho.

Veja também: