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Posicionamentos divergentes são comuns entre as esferas da sociedade quando o assunto é a sacolinha

As sacolinhas de plástico, essas que usamos para transportar compras em supermercados, são um grande problema ambiental. Distribuídas diariamente nos grandes varejistas, elas se tornam os sacos de lixo da maior parte da população, o que impede sua reciclagem. Estamos enterrando sacolinhas que demoram 500 anos para se decompor. Em 2009, cerca de 15 bilhões delas foram consumidas no Brasil. Quais as alternativas para quem não quer participar dessa degradação?

Enquanto o projeto de lei que cria o marco regulatório sobre os resíduos sólidos, que tramita em instâncias federais há 19 anos não entrar em vigor, pouco poderá ser feito. O Governo Federal admite que é inviável substituir as sacolinhas plásticas sem uma política de reciclagem efetiva (o que evita o uso de embalagens para lixo). Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), apenas 10% dos municípios brasileiros dispõem de serviço de coleta seletiva. No dia 17 de julho, o projeto de lei foi aprovado no Senado e aguarda a sanção do presidente.

Na discussão mais específica sobre as sacolinhas, há grupos que classificam o problema em outro nível. Se as sacolas forem feitas com uma espessura maior, capazes de carregar cerca de seis quilos cada, poderão ser reutilizadas (retendo carbono) e o descarte desnecessário diminuirá, pois a produção delas seguirá a mesma tendência, sem contar que se trata de um produto 100% reciclável.

Alternativas

Outras iniciativas, como a campanha “Saco é um saco”, do MMA, incentivam a abolição e proibição de sacolas plásticas, promovendo uma discussão sobre alternativas aos plásticos. As principais opções se dividem entre as sacolas de pano, as oxi-degradáveis e as de papel.

Empresas como Carrefour, Pão de Açúcar e Wallmart incentivam seus consumidores a usarem as bolsas de pano durante as compras. As três redes reduziram o consumo em 16,6% nos últimos três anos. O Wallmart até concedeu descontos em produtos para quem não as utilizasse e o Carrefour anunciou que irá interromper a produção de sacolas em quatro anos. Aproveitando o filão, certas companhias começaram a investir pesado na confecção de bolsas, como a Gatto de Rua, de Santos, que exporta seus produtos para Angola, Estados Unidos, Portugal e Espanha.

Sacola reutilizável

Já as sacolas oxi-degradáveis, que são usadas por muitas redes de supermercado do Paraná, geram polêmica. Representantes do Instituto Nacional do Plástico (INP) afirmam que o material se decompõe rapidamente, mas polui do mesmo jeito, pois os resíduos se mantêm invisíveis no meio ambiente. Já a Fundação Verde, do Paraná, afirma que o uso do material tem respaldo em estudos científicos.

Há também grupos de empresários que pensam em seguir a ideia de países europeus e distribuir sacolas de papel mais resistentes e que possuem espaço para anunciantes. Na Espanha, o projeto já contou com 100 milhões de sacolas distribuídas.

Por fim, os trituradores de alimentos são outra possibilidade polêmica. Instalando um desses equipamentos na pia da sua cozinha, todo o resíduo orgânico é triturado e empurrado, com a ajuda da água, para o esgoto comum, diminuindo a quantidade de lixo úmido e evitando o uso de sacolas plásticas para fazer o embalo e enviá-lo para aterros. O lixo seco pode ser destinado à coleta seletiva. O problema reside no desperdício de água limpa e no possível entupimento que o triturador, que tem seu preço orçado a partir de R$ 650, pode causar.

Com tantas possibilidades, o mais certo é: evite os saquinhos. Se precisar usá-los, prefira os que contêm o selo do INP.


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