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A má qualidade do ar em casa pode gerar problemas de saúde, como rinites

A qualidade do ar em casa costuma ser inferior à qualidade do ar externo e em ambientes de trabalho. Isso acontece devido à presença de poluentes no ambiente doméstico e à pouca circulação de ar. Confira quais fatores interferem na qualidade do ar em casa e o que pode ser feito para melhorá-la.

O que provoca a poluição de ambientes internos?

Qualidade do ar em casa. Imagem de StockSnap em Pixabay

De acordo com estudos, a qualidade do ar em casa costuma ser até cinco vezes pior do que em ambientes externos, inclusive em regiões industrializadas. A poluição externa contribui para a poluição interna, locais com grande circulação de veículos ou a presença de indústrias se tornam fontes de poluição.

Outros fatores contribuem para reduzir a qualidade do ar em casa, como o uso de produtos de limpeza, tintas, gases e presença de microrganismos. Os principais agentes que levam à poluição do ar são os microrganismos, compostos orgânicos voláteis, materiais particulados e fumaça de cigarro. Os materiais de construção e queima de combustíveis, como a lenha e o gás de cozinha, também provocam a redução da qualidade do ar em casa.

Quanto maior o tempo em que os moradores permanecem em suas casas, maior a contaminação do organismo por esses poluentes. Com isso, são desenvolvidas doenças respiratórias, como rinite e bronquite. Outro estudo ainda apontou que a qualidade do ar em casa é pior do que em escritórios. 

Algumas causas de mortes têm relação com a qualidade do ar em casa. De acordo com uma pesquisa, cerca de 34% dos acidentes vasculares cerebrais têm relação com a poluição de ambientes internos, sendo a principal causa de morte relacionada com essa condição.

Microrganismos

Os microrganismos que afetam negativamente a qualidade do ar em casa podem ser fungos, bactérias, esporos e ácaros. Alguns deles se desenvolvem em sistemas de ventilação, fazendo com que o contato humano com os organismos seja facilitado. Eles podem provocar doenças alérgicas, como rinite e asma, e doenças infecciosas. 

Materiais particulados

No caso de materiais particulados, quanto menor o tamanho da partícula, mais fácil a sua introdução em organismos vivos pela ingestão ou inalação. Em ambientes internos, os materiais particulados predominantes são os mais finos, como o MP2.5

O MP2.5 é um material particulado fino que está presente em alguns aerossóis (partículas sólidas ou líquidas suspensas em um meio gasoso). Esse tipo de partícula possui tamanho microscópico, entrando com facilidade nas vias respiratórias. 

Ele pode causar doenças respiratórias, problemas cardiovasculares, câncer de pulmão e disfunções no sistema reprodutivo, diminuindo a expectativa de vida, principalmente em países em desenvolvimento. 

Fumaça de cigarro

A fumaça de cigarro é a principal fonte poluente de ambientes internos, já que carrega uma série de substâncias tóxicas. Ela é considerada um aerossol composto por partículas sólidas, gases e vapores. Essa fumaça contém substâncias cancerígenas que, em alguns casos, contaminam os fumantes passivos de forma mais intensa do que os fumantes ativos. Esse é o caso da substância N-nitrosodimetilamina.

Compostos orgânicos voláteis

Os Compostos Orgânicos Voláteis (VOC’s) são substâncias químicas que estão presentes em diversos materiais, como móveis, carpetes, repelentes, cosméticos, produtos de limpeza e tintas. Além disso, estão presentes em fumaças de cigarro e aerossóis. Eles podem ser de origem natural ou sintética, oferecendo risco à saúde.

Os riscos que esses compostos podem oferecer são falta de memória, falta de ar, irritação na garganta, nariz e olhos, tontura e fadiga. Além disso, o contato contínuo com essas substâncias pode levar a problemas de saúde no fígado e no sistema nervoso.

Indicadores da qualidade do ar

Os principais indicadores para medir a qualidade do ar em casa são a quantidade de pessoas que habitam o local, a razão entre a concentração de poluentes em ambientes internos e externos, emissões, ventilação, odores e concentração de contaminantes no ar.

A partir desses indicadores, é possível identificar a qualidade e a quantidade de substâncias presentes no ar. Os contaminantes que devem receber maior atenção são o ozônio, radônio, endotoxinas, compostos orgânicos voláteis, NO2, e microrganismos, como ácaros.

Alternativas para melhorar a qualidade do ar em casa

Algumas medidas podem ser tomadas para aumentar a qualidade do ar em casa, como manter a higienização dos cômodos com frequência, substituir os produtos de limpeza por opções naturais e incluir plantas purificadoras em sua casa. Algumas plantas podem ser usadas para a purificação da sua casa, como o crisântemo, a dracena, a samambaia e a babosa.

Além disso, você pode fazer os seus próprios produtos de limpeza, utilizando ingredientes naturais, sem a presença de substâncias nocivas. Ingredientes como o vinagre, limão e bicarbonato de sódio contribuem para a limpeza do ambiente sem prejudicar a qualidade do ar.

Você pode substituir carpetes, cortinas, tapetes e estofados por tecidos antialérgicos. Em geral, tapetes e carpetes costumam acumular muitas partículas, prejudicando a limpeza do ambiente e contribuindo para a proliferação de ácaros.