O que é gás natural?

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Gás natural é um combustível de origem fóssil explorado para usos industriais e domésticos

Gás natural
Imagem de Anita starzycka por Pixabay

Gás natural é um combustível fóssil oriundo da degradação de matéria orgânica ao longo de milhares de anos e sob condições ideais de pressão e temperatura. Composto de hidrocarbonetos leves, como metano, etano, propano e butano, ele pode ser originalmente encontrado em acumulações de rochas porosas no subsolo terrestre ou marinho em sua forma gasosa. Apesar de ser considerado um recurso não renovável, o gás natural é mais limpo e eficiente do que as fontes de energia dessa mesma classe, como o petróleo.

O gás natural pode ser associado ou não associado. O gás associado é aquele que se encontra dissolvido no petróleo ou sob a forma de uma capa de gás. Neste caso, privilegia-se a produção inicial do óleo, utilizando o gás para manter a pressão do reservatório. Já o gás não associado é aquele que está livre do petróleo e da água no reservatório. Ele se encontra na camada rochosa e permite a produção basicamente de gás natural.

Onde é utilizado

Comparado ao petróleo, o consumo comercial de gás natural é um fenômeno ainda recente. Apenas a partir da década de 40, impulsionado principalmente pelos avanços nas tecnologias de condicionamento e transporte, ele começou a ser progressivamente incorporado à matriz energética dos países. Devido às suas propriedades físico-químicas e à contínua evolução científica, o gás natural pode ser utilizado em diversos setores da atividade econômica, como produção de eletricidade, processos industriais, comércio, residências e setor de transportes.

Gás natural no Brasil

A porcentagem de utilização de gás natural na matriz energética mundial é de cerca de 24%, segundo pesquisa da Agência Internacional de Energia (AIE) realizada em 2013. No Brasil, sua participação atingiu 20% da matriz, especialmente após a descoberta do pré-sal, camada ultramarina de exploração de petróleo e gás natural, e a implantação dos gasodutos Brasil-Bolívia e Urucu-Coari.

Vantagens

O gás natural tem aumentado seu papel estratégico como fonte de energia para o mundo, principalmente em razão de seu menor impacto ambiental em comparação com as demais fontes fósseis. A utilização do gás natural em equipamentos adequados tende a ser menos poluente, por exemplo, que a queima de óleo diesel. A combustão de gases combustíveis adequadamente processados e em equipamentos corretos é praticamente isenta de poluentes como óxidos de enxofre, partículas sólidas e outros produtos tóxicos, permitindo que o consumidor utilize o gás de forma direta.

A queima do gás natural também apresenta outras vantagens. Por exemplo, o gás possibilita uma combustão com elevado rendimento térmico, bem como controle e regulagem simples da chama. Assim, podem-se obter reduções na intensidade de consumo de energia na indústria, no comércio ou em residências. Além disso, ao permitir que a chama ou os gases de combustão entrem em contato direto com os produtos produzidos, a utilização do gás em várias indústrias contribui para o aumento da qualidade e da competitividade desses produtos.

O gás ainda pode proporcionar economias e vantagens ambientais quando utilizado na área de transporte, substituindo a gasolina ou o óleo diesel. No Brasil, especialmente em razão de uma política de preços e de diferenças tributárias entre os combustíveis, o gás natural apresentou um grande aumento de consumo para fins automotivos, em especial junto às frotas de táxis, substituindo a gasolina.

Desvantagens

Apesar de apresentar algumas vantagens em relação ao uso de outros combustíveis fósseis, como petróleo e carvão mineral, o gás natural também possui desvantagens. A combustão desse recurso está relacionada à intensificação do efeito estufa e, consequentemente do aquecimento global. Isso acontece devido às emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, como dióxido de carbono durante sua queima. Além dos poluentes primários, o consumo desses recursos pode dar origem a poluentes secundários, que se formam a partir de reações dos poluentes primários.

Um exemplo de poluente secundário é o ozônio. Ele ocorre naturalmente na estratosfera, camada da atmosfera localizada entre 15 e 50 km de altitude, onde a camada de ozônio desempenha a função de impedir a passagem de parte da radiação ultravioleta. Além disso, o gás natural oferece maior risco de incêndios, explosões e acidentes por asfixia. Em locais com baixa concentração de oxigênio, a queima desse recurso pode gerar monóxido de carbono, um gás extremamente tóxico para os seres humanos.

Por fim, o gás natural é uma fonte de energia não renovável. Dessa maneira, a sua extração e utilização devem ser feitas com cuidado. Nesse cenário, o biogás pode ser uma alternativa viável para substituir esse combustível fóssil na matriz energética mundial.



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