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Radiação ultravioleta é um tipo de radiação eletromagnética que pode ser nociva para a saúde

Imagem de Matt Brett em Unsplash

A radiação ultravioleta (UV) pode ser entendida como toda a radiação eletromagnética com comprimento de onda entre 200 e 400 nanômetros (nm) e de frequência maior que a luz visível. Ela possui essa denominação porque violeta é a cor de maior frequência que a visão humana consegue enxergar. De toda a energia do Sol que chega à superfície terrestre, cerca de 9% corresponde à radiação ultravioleta.

A radiação ultravioleta é a mais energética entre as emitidas pelo Sol, e por isso apresenta diversos perigos aos seres vivos. No entanto, a camada de ozônio existente na Terra tem a função de proteger todas as formas de vida contra os malefícios provocados pela incidência desses raios. Ela se forma na atmosfera terrestre, entre 12 e 32 km de altitude aproximadamente, e atua como um escudo, impedindo que a maior parte da radiação ultravioleta alcance a superfície do planeta.

Com a destruição da camada de ozônio e o consequente aumento da incidência da radiação ultravioleta na superfície terrestre, os danos acontecem a uma velocidade maior do que podem ser reparados pelos seres vivos, causando diversos prejuízos à saúde de plantas, animais e seres humanos.

Tipos de radiação ultravioleta

A radiação ultravioleta pode ser classificada em três tipos: UVA, UVB e UVC. Os raios UVA possuem um comprimento de onda de 320 a 400 nm e são os de maior incidência na superfície da Terra, uma vez que não são absorvidos pela camada de ozônio. Eles correspondem à maior porção do espectro ultravioleta e incidem uniformemente durante todo o dia e em todas as estações do ano, incluindo dias nublados e com baixa luminosidade.

Os raios UVB, com comprimento de onda na faixa de 280 a 320 nm, são parcialmente absorvidos pela camada de ozônio. Por isso, apresentam maior incidência durante o verão, principalmente no período das 10h às 16h, em regiões de altitudes elevadas e próximas à linha do Equador.

Os raios UVC, por sua vez, apresentam um comprimento de onda menor que 280 nm, sendo a radiação que menos se aproxima da luz visível. São muito nocivos à biosfera, mas não acometem a Terra porque são completamente absorvidos pela camada de ozônio. Vale ressaltar que esse tipo de radiação pode ser aplicado na esterilização de materiais cirúrgicos e em processos de tratamento de água, graças à sua propriedade bactericida.

Efeitos da radiação ultravioleta

As reações da pele humana à exposição à radiação ultravioleta podem ser classificadas como agudas ou crônicas. As reações agudas, como queimaduras, bronzeamento e produção de vitamina D, se desenvolvem e desaparecem rapidamente; enquanto as crônicas, como fotoenvelhecimento e câncer de pele, têm aparecimento gradual e de longa duração.

A diferença entre ambas as reações se deve, principalmente, ao histórico de exposição da pessoa e a diferentes comprimentos de onda da radiação, uma vez que a R-UVB é cerca de mil vezes mais “agressiva” do que a R-UVA. Essa diferença faz com que a R-UVA tenha uma contribuição de somente 15 a 20% na quantidade de energia responsável pela queimadura.

Uma pesquisa financiada pela Cancer Research UK concluiu que a radiação ultravioleta também pode causar um tipo raro de câncer ocular, chamado de melanoma conjuntival. Os pesquisadores encontraram alterações genéticas semelhantes em amostras de tecido de pessoas com melanoma conjuntival às alterações genéticas que ocorrem no melanoma da pele atribuídas a essa mesma radiação.

Radiação ultravioleta e a Covid-19

A radiação ultravioleta possui ação germicida, sendo amplamente utilizada na descontaminação de superfícies e materiais em laboratório. Ela provoca alterações fotobioquímicas que promovem a inviabilidade ou morte dos micro-organismos atingidos. Nesse cenário, a disseminação do novo coronavírus colocou a radiação ultravioleta em destaque como uma alternativa para a esterilização de ambientes e objetos.

Ao interagir com o material genético de um vírus ou uma bactéria, a radiação causa um dano que impede o micro-organismo de se reproduzir – ou se multiplicar, no caso de vírus, que dependem das células de um hospedeiro para fazer a replicação de seu DNA ou RNA. Assim, ele fica inativo e não consegue dar início ao processo de infecção. De acordo com pesquisadores, o nível de inativação depende da dose de radiação. Quanto maior for a dose, maior é a probabilidade de inativar mais micro-organismos. Mas não é possível uma inativação total. A radiação mais eficiente nesses casos é a ultravioleta C.

Diversas entidades já foram capazes de validar o uso de lâmpadas que emitem radiação ultravioleta para eliminar o Sars-cov-2, como o Centro de Pesquisa Radiológica da Universidade de Columbia e a Universidade de Boston. No Brasil, algumas empresas começaram a vender máquinas de radiação ultravioleta voltadas para a esterilização de superfícies e salas.

Vale ressaltar que o uso de equipamentos que emitem radiação ultravioleta deve ser feito sem a presença de pessoas, animais ou plantas no mesmo ambiente. Os danos às células que essa luz pode causar vão de queimaduras a câncer, no caso de uma exposição prolongada. Por isso, essa radiação deve ser utilizada com cautela.

Como se proteger da radiação ultravioleta

A incidência da radiação ultravioleta está cada vez mais agressiva. Assim, as pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol ou à lâmpadas que emitem esse tipo de radiação.

Os grupos de maior risco são os do fototipo I e II, ou seja, pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que possuem antecedentes familiares com histórico de tumores cutâneos, queimaduras solares e pintas também devem ter atenção e cuidados redobrados.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que as seguintes medidas de proteção sejam adotadas:

  • Use óculos escuros;
  • Use chapéus, camisetas e protetores solares;
  • Evite a exposição solar e permaneça na sombra entre 10h e 16h;
  • Use filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer e diversão;
  • Observe regularmente a própria pele à procura de pintas ou manchas suspeitas;
  • Consulte um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para realizar exames completos;
  • Mantenha bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses;
  • Na praia ou na piscina, use barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.

Fotoproteção

Como ressaltado anteriormente, a exposição à radiação ultravioleta tem efeito cumulativo e penetra profundamente na pele, sendo capaz de causar diversas modificações, como o bronzeamento e o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e outros problemas. A exposição solar em excesso também pode provocar tumores não cancerosos ou cancerosos, como o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma.

A maioria dos problemas de pele estão relacionados à exposição ao sol, por isso todo cuidado é pouco. Ao sair ao ar livre, procure ficar na sombra, principalmente entre 10h e 16h, quando a radiação UVB é mais intensa. Use protetor solar com fator de proteção solar (FPS) de 30 ou maior todos os dias. Cubra as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu. Óculos escuros também complementam as estratégias de proteção.



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