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A queima de gasolina causa diversos impactos ambientais e à saúde humana

A gasolina é o combustível mais utilizado nos motores de combustão interna, sendo uma mistura de hidrocarbonetos – compostos orgânicos que contêm átomos de carbono e hidrogênio – obtidos do petróleo bruto a partir de vários processos, como o “cracking” e a destilação. Os hidrocarbonetos que compõem a gasolina são formados por moléculas de menor cadeia carbônica, normalmente cadeias de seis a dez átomos de carbono.

Petróleo

O petróleo é uma mistura de moléculas de carbono e hidrogênio que tem origem na decomposição de matéria orgânica, formada por meio da ação de bactérias em ambientes com pouco oxigênio. Ao longo de milhões de anos, esse material se acumulou no fundo de oceanos, mares e lagos e, ao ser pressionado pelos movimentos da crosta terrestre, deu origem à substância que chamamos de petróleo.

Esse material é encontrado em bacias sedimentares específicas, formadas por camadas ou lençóis porosos de areia, arenitos ou calcários. O petróleo é o combustível fóssil mais utilizado porque o seu refinamento origina várias frações ou misturas de compostos orgânicos com quantidades próximas de carbono, compondo os derivados do petróleo.

Petróleo e gasolina

Depois de extraído, o petróleo vai para as refinarias de petróleo, onde sofre a separação e a purificação de seus componentes. Nas refinarias, o petróleo bruto entra em uma fornalha, onde é aquecido. Em seguida, ele passa pela torre de destilação à pressão atmosférica, em que são separadas várias frações.

A gasolina é uma delas. Ela é obtida entre temperaturas de 35 e 140 °C e composta por seis a dez carbonos. 

Cracking

O refino do petróleo gera óleos “mais pesados” que a gasolina. Nesse cenário, surgiu o cracking, um processo de quebra de frações mais pesadas do petróleo em frações mais leves por meio de dois métodos: aquecimento ou aquecimento com a utilização de catalisadores, o que pode aumentar a produção de gasolina.

A gasolina é muito utilizada como combustível para carros e aviões. No entanto, sua queima causa diversos impactos ambientais e à saúde humana.

Queima de gasolina

A queima de gasolina pode provocar graves danos ao meio ambiente e à saúde humana. Ela está relacionada a diversos problemas respiratórios causados pela emissão de poluentes atmosféricos, como o monóxido de carbono. Além disso, o processo de combustão de gasolina também leva à emissão de dióxido de enxofre e de óxidos de nitrogênio, contribuintes da chuva ácida.

Outro impacto negativo do uso de gasolina para o meio ambiente é a intensificação do efeito estufa e, consequentemente, do aquecimento global. Isso acontece devido à emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, como dióxido de carbono. Além dos poluentes primários, o consumo desse recurso pode dar origem a poluentes secundários, que se formam a partir de reações dos poluentes primários.

Um exemplo de poluente secundário é o ozônio. Ele ocorre naturalmente na estratosfera, camada da atmosfera localizada entre 15 e 50 km de altitude, onde a camada de ozônio desempenha a função de impedir a passagem de parte da radiação ultravioleta. O ozônio também pode surgir na troposfera, a camada mais baixa da atmosfera, através de reações químicas entre o dióxido de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis sob a ação de radiação solar. Uma das origens dos poluentes que formam o ozônio troposférico é a queima de gasolina. O ozônio troposférico pode causar problemas respiratórios e cardiovasculares.

Nanopartículas

Pesquisa feita no Brasil por professores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Singapura e da Universidade Northwestern (EUA) revelou que o grande problema do uso de combustíveis fósseis como a gasolina está nas nanopartículas, também conhecidas como material particulado ultrafino (menor que 50 nanômetros).

Essas nanopartículas de poluição são tão pequenas que se comportam como moléculas de gás. Ao serem inaladas, conseguem atravessar todas as barreiras de defesa do sistema respiratório e alcançar os alvéolos pulmonares, levando diretamente para o sangue substâncias potencialmente tóxicas, podendo aumentar a incidência de problemas respiratórios e cardiovasculares.

Alternativas

Biocombustíveis

O incentivo aos biocombustíveis permite resolver vários problemas de uma vez. Eles ajudam a combater as mudanças climáticas, reduzem os danos à saúde e promovem avanços na tecnologia automotiva, pois a indústria terá estímulo para desenvolver carros mais econômicos e eficientes movidos a etanol. No entanto, o etanol também é um poluente, pois sua produção envolve a queima da palha de cana-de-açúcar e o uso de agrotóxicos

Controle de emissões

Há algumas medidas realizadas pelo setor público que visam diminuir a emissão desses poluentes na atmosfera. Entre elas, podemos citar a Inspeção Veicular Ambiental e o Programa de Controle da Poluição do Ar.

Como um cidadão consciente, você pode reduzir a emissão de gases poluentes dando preferência ao uso de transportes públicos, bicicleta, patins ou skate, por exemplo. Além disso, incluir mais caminhadas na sua rotina também é uma opção válida e que traz diversos benefícios para o meio ambiente e a saúde. Mas, de acordo com estudo, aderir a uma dieta baseada em vegetais é a forma mais eficiente – no nível individual – de combater as mudanças climáticas.