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A estratosfera é uma camada da atmosfera que se estende do limite superior da tropopausa até cerca de 50 quilômetros acima da superfície da Terra

A estratosfera, segunda camada da atmosfera, apresenta grande importância para os seres vivos, já que engloba a camada de ozônio, que serve de proteção natural contra raios solares nocivos. Ela se estende do limite superior da tropopausa até cerca de 50 quilômetros acima da superfície da Terra e retém somente 19% dos gases atmosféricos. Além disso, a estratosfera possui pouco vapor d’água, que se revela pela menor concentração de nuvens na região.

O que é atmosfera?

Atmosfera é um conjunto de partículas microscópicas em movimento constante. Composta por gases, vapor d’água e compostos sólidos, ela desempenha funções extremamente importantes para a manutenção e sobrevivência dos seres vivos. Verticalmente, a atmosfera é dividida em quatro camadas distintas, que variam de acordo com a sua composição e temperatura.

Vale ressaltar que a atmosfera possui 480 quilômetros de espessura e que cerca de 90% da massa total da atmosfera estão confinados nos primeiros 20 quilômetros e 99,9% nos primeiros 50 quilômetros. Acima de 100 quilômetros de altitude, existe apenas um milionésimo da massa total da atmosfera.

Características

Na estratosfera, há um aumento de temperatura à medida que a altitude aumenta. Isso ocorre porque as moléculas de oxigênio presentes nessa camada absorvem radiação ultravioleta emitida pelo Sol, levando à formação de ozônio e, consequentemente, da camada de ozônio.  

Nessa camada, há uma baixa concentração de vapor d’água e o ar se movimenta horizontalmente. Por isso, aviões supersônicos e balões meteorológicos conseguem voar no espaço da estratosfera. 

Camada de ozônio

Estratosfera
Imagem de NASA no Unsplash

A camada de ozônio é uma região da estratosfera que possui uma alta concentração de ozônio O₃. Ela funciona como uma espécie de “escudo” protetor para os seres vivos do planeta Terra, já que absorve cerca de 98% da radiação ultravioleta emitida pelo Sol. Porém, a liberação de clorofluorcarbono na atmosfera, decorrente da grande utilização de produtos contendo esse gás no último século, foi responsável por originar buracos na camada de ozônio.

Os seres humanos têm contribuído para a destruição da camada de ozônio desde a Revolução Industrial. A liberação de clorofluorcarbonetos, óxidos nítricos e nitrosos e halogênios na atmosfera impossibilita a renovação de ozônio, permitindo que os raios ultravioleta penetrem com maior intensidade na superfície terrestre. Isso ocorre porque as moléculas de ozônio ligam-se aos átomos dessas substâncias, dando origem a outro elemento, o que provoca a redução da concentração desse gás.

Em 1997, pesquisadores observaram pela primeira vez a existência de um enorme buraco na camada de ozônio sobre a Antártida. A partir disso, vários estudos concluíram que o nível de ozônio também tem diminuído em outros locais do planeta, principalmente nos Polos Norte e Sul. De acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a cada 1% de destruição da camada de ozônio, aproximadamente 50 mil novos casos de câncer de pele e 100 mil novos casos de cegueira surgem no mundo.

Impactos da destruição do ozônio

A diminuição da concentração de ozônio na estratosfera faz com que uma maior quantidade de raios ultravioleta atinja a superfície terrestre, o que provoca diversos impactos ambientais e aos seres vivos, como:

  • Seres humanos: os raios ultravioleta podem provocar envelhecimento precoce, danos no sistema imunológico e câncer de pele;
  • Plantas: os raios ultravioleta podem afetar o processo de fotossíntese e prejudicar o sistema nutritivo e o crescimento;
  • Animais: os raios ultravioleta podem atrapalhar o desenvolvimento de diversas espécies aquáticas, como peixes, caranguejos e fitoplânctons e causar mutações genéticas que alteram o DNA;
  • Meio ambiente: os raios ultravioleta podem contribuir para a intensificação do aquecimento global.