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Conheça os tipos de analgésicos, os riscos que esses medicamentos podem oferecer à saúde e alternativas naturais

Analgésicos são medicamentos específicos para o alívio das dores. Existem diversos tipos de analgésicos, que podem ser vendidos com ou sem a necessidade de receita médica.

Entre eles estão os opioides (como morfina, codeína e metadona), o acetaminofeno (Tylenol) e os anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno (Advil) e o ácido acetilsalicílico, a famosa aspirina. Medicamentos analgésicos, além de combater a dor, também têm ação anti-inflamatória.

Os analgésicos comuns (paracetamol e dipirona, por exemplo) são comercializados livremente nas farmácias, sem prescrição médica. Eles são recomendados para dores moderadas ou leves, como dor de cabeça e cólicas menstruais, dores pós-cirúrgicas, lesões comuns, dor de dente, dores musculares e outras.

No entanto, por serem de livre venda e considerados inofensivos pelas pessoas, os analgésicos podem se tornar uma preocupação de saúde.

Se consumidos todos os dias por mais de uma semana, esses medicamentos podem causar efeitos colaterais, como perda de apetite, náusea e vômitos, dor de estômago, diarreia, azia e até úlceras gástricas. Em longo prazo, os analgésicos podem causar dependência.

Como os analgésicos funcionam?

Diferentes analgésicos atuam de maneiras diferentes. Os opioides reduzem os sinais de dor enviados pelo sistema nervoso e a reação do cérebro a esses sinais. Já o Tylenol age mudando a maneira como o corpo sente a dor.

Por sua vez, os anti-inflamatórios não esteroides bloqueiam os efeitos das prostaglandinas (substâncias químicas no corpo com qualidades semelhantes às dos hormônios), reduzindo a dor e o inchaço.

A aspirina, mais popular entre esses medicamentos, é usada para reduzir a febre e aliviar a dor leve a moderada de condições como dores musculares, dores de dente, resfriado comum e dores de cabeça.

Ela também pode ser usada para reduzir a dor e o inchaço em condições como a artrite. A aspirina atua bloqueando uma determinada substância natural em seu corpo para reduzir a dor e o inchaço.

Efeitos colaterais dos analgésicos

O risco de sofrer efeitos colaterais depende do tipo de analgésico e da duração do uso. Se ingeridos continuamente, os analgésicos podem causar:

  • Constipação
  • Sonolência
  • Tontura
  • Sensação de estômago revirado
  • Zumbido nos ouvidos
  • Coceiras ou erupções na pele
  • Boca seca

O álcool pode piorar alguns efeitos colaterais dos analgésicos. Por isso, o ideal é evitar o consumo enquanto estiver tomando esses medicamentos, especialmente os que contêm paracetamol.

Tomar grandes quantidades de Tylenol pode prejudicar o fígado. Não tome mais do que três gramas (cerca de seis comprimidos de força extra ou nove comprimidos regulares) por dia.

Os anti-inflamatórios não esteroides podem aumentar o risco de sangramento no estômago, ataque cardíaco ou derrame. As crianças não devem tomar aspirina, porque pode ocorrer uma condição séria conhecida como síndrome de Reye.

Além disso, tomar um medicamento opioide por muito tempo aumenta as chances de desenvolver dependência, à medida que seu corpo se acostuma com a droga.

Algumas pessoas também se tornam dependentes de outros analgésicos. O ideal é sempre consultar orientação profissional antes de fazer uso de um medicamento. Somente o médico é capaz de indicar o tratamento adequado para você.

Cuidados

Analgésicos não devem ser usados sob certas condições médicas. Consulte orientação médica se você tiver distúrbios hemorrágicos ou de coagulação do sangue (como hemofilia, deficiência de vitamina K, baixa contagem de plaquetas).

Caso você apresente doença renal, doença hepática, diabetes, problemas de estômago, asma, gota ou alergia a qualquer medicamento, informe ao farmacêutico ou ao profissional de saúde. Grávidas devem evitar qualquer tipo de medicamento sem orientação médica.

Os analgésicos podem passar para o leite materno. Quando ingeridos em grandes quantidades (como para tratar a dor ou febre), podem prejudicar o lactente. Por isso, a amamentação durante o uso deste medicamento não é recomendada. Em caso de dúvidas, procure orientação profissional.

Sete analgésicos naturais surpreendentes

1. Casca de salgueiro

As pessoas usam casca de salgueiro para aliviar a inflamação, a principal causa da maioria das dores, há séculos. A casca do salgueiro branco contém a salicina química, que é semelhante ao ingrediente principal da aspirina.

Originalmente, as pessoas mastigavam a casca para aliviar dores e febres. Mas hoje em dia, ela é vendida como uma erva que você pode preparar como chá.

Ela também pode ser adquirida na forma de suplemento líquido ou em forma de cápsula. Você pode usar a casca de salgueiro para ajudar a aliviar o desconforto causado por dores de cabeça, lombalgia, osteoartrite (OA) e muitas outras condições.

2. Açafrão-da-terra

O açafrão-da-terra, ou cúrcuma, é o tempero que confere ao curry sua cor amarela e sabor único. Ele contém curcumina, um composto antioxidante que ajuda a proteger o corpo dos radicais livres, que podem danificar células e tecidos. Ele também pode ser usado para o tratamento de muitas condições, incluindo:

  • Indigestão
  • Úlceras
  • Dor de estômago
  • Psoríase
  • Câncer

3. Cravo-da-índia

Os suplementos de cravo ajudam a aliviar náuseas, tratar resfriados, aliviar a dor associada a dores de cabeça, inflamação artrítica e dor de dente. O cravo-da-índia também pode ser usado como um dos analgésicos naturais.

Esfregar uma pequena quantidade de óleo essencial de cravo diluído em óleo carreador nas gengivas pode aliviar temporariamente a dor de dente até que você possa ir ao dentista. Mas excesso de óleo de cravo-da-índia não diluído pode realmente prejudicar suas gengivas, portanto, discuta essa abordagem com seu dentista antes de tentar em casa.

4. Acupuntura

Esta prática médica chinesa antiga procura aliviar a dor, equilibrando as vias de energia natural do corpo. O fluxo de energia é conhecido como qi (pronuncia-se “xi”).

Para esta prática, os acupunturistas colocam pequenas agulhas finas na pele. A localização da inserção está relacionada à fonte da dor. Com base no qi, uma agulha pode ser inserida longe da parte do corpo com dor.

A acupuntura pode aliviar a dor, fazendo com que o corpo libere serotonina, uma substância química que facilita a dor.

5. Calor e gelo

Entre os analgésicos naturais está a aplicação de calor e gelo diretamente nos locais da dor. Embora esse tratamento possa parecer óbvio, nem todo mundo sabe exatamente quando usar gelo versus calor.

A aplicação de uma bolsa de gelo para reduzir o inchaço e a inflamação logo após sentir um músculo, tendão ou ligamento tenso pode trazer alívio. Curiosamente, depois que a inflamação desapareceu, o calor pode ajudar a reduzir a rigidez que vem com entorses e distensões.

Uma bolsa de gelo usada na cabeça também pode ajudar a aliviar a dor de uma dor de cabeça.

Se o seu problema for artrite, o calor úmido aplicado à articulação afetada ajudará mais do que o gelo. As bolsa de água quente podem ser aquecidas no micro-ondas e usadas muitas vezes, tornando-as eficazes e fáceis de usar.

6. Chá de canela

Em um estudo publicado pela plataforma PubMed, adolescentes que tomaram cápsulas contendo 420 mg de canela três vezes ao dia, durante o período menstrual, apresentaram significativa redução de cólica, náusea, vômito e sangramento durante as primeiras 72 horas do ciclo em comparação ao grupo que tomou um placebo.

Esses benefícios não vieram acompanhados de nenhum efeito colateral e, segundo o estudo, esse pode ser considerado um tratamento seguro e eficaz para a dismenorreia em mulheres jovens.

7. Meditação

A percepção da dor pode ser elevada em condições estressantes. Um estudo usou técnicas funcionais de ressonância magnética para observar a atividade cerebral enquanto os participantes experimentavam um estímulo doloroso. Alguns passaram por quatro dias de treinamento em meditação de atenção plena, enquanto outros não.

Os pacientes que meditaram mostraram maior atividade nos centros cerebrais conhecidos por controlar a dor. Eles também relataram maior tolerância à dor.

Um estudo maior, que analisou os efeitos da meditação em 3.500 participantes, descobriu que a prática estava associada à diminuição das queixas de dor crônica ou intermitente.