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Degelo é o processo de derretimento de geleiras e calotas polares causado, principalmente, pela intensificação do efeito estufa e do aquecimento global

Degelo é o nome dado ao processo de derretimento de geleiras e calotas polares causado, principalmente, pela intensificação do efeito estufa e do aquecimento global. As geleiras e as calotas polares são extremamente importantes para a manutenção da vida na Terra, já que elas armazenam cerca de 70% da água doce existente no planeta. O degelo é responsável pelo aumento do nível do mar e pela liberação de gases do efeito estufa armazenados nessas estruturas geológicas. 

De acordo com especialistas, a Groenlândia está sendo a região mais afetada pelas mudanças climáticas. A  eliminação total da cobertura de gelo da região pode contribuir para um aumento de cerca de sete metros do nível do mar, embora possa demorar vários séculos para que este derretimento venha a ocorrer. 

As principais cordilheiras do mundo também estão perdendo massa de gelo. Segundo o Worldwatch Institute, desde 1850 as geleiras dos Alpes recuaram de 30% a 40%. 

Mudanças climáticas e degelo

O aquecimento global é o processo de mudança da temperatura média global da atmosfera e dos oceanos. O acúmulo de altas concentrações de gases do efeito estufa na atmosfera bloqueia o calor emitido pelo Sol, que fica preso na superfície e aumenta a temperatura média da Terra. Esse fenômeno pode trazer consequências diversificadas e complexas para o planeta, além de danos irreversíveis para a humanidade. Alguns efeitos das mudanças climáticas já podem ser percebidos, como degelo de geleiras e calotas polares, ondas de calor intensas e elevação do nível dos oceanos.

O Ártico já perdeu cerca de 7% de sua superfície de gelo desde 1900, sendo que na primavera esta redução chega a 15% de sua área. Nos próximos anos, poderá haver uma diminuição ainda maior na cobertura de gelo da Terra tanto no Ártico quanto na Antártica.

Algumas projeções indicam ainda o desaparecimento quase total do gelo marinho ártico no final do verão. Os processos de derretimento deste gelo são lentos. A eliminação completa da cobertura de gelo da Groenlândia, por exemplo, contribuiria para um aumento de cerca de sete metros do nível do mar, embora possa demorar vários séculos para que este derretimento venha a ocorrer.

Outra consequência do aquecimento global diz respeito às mudanças no regime das chuvas, onde regiões áridas poderão se tornar ainda mais secas. Na Amazônia, as chuvas poderão diminuir em 20% até o final deste século. Poderá ocorrer também o avanço de água salgada nas áreas de foz de rios, além de escassez de água potável em regiões críticas, que já enfrentam estresse hídrico.

Além disso, as previsões alertam para os riscos de diminuição dos estoques de água armazenados nas geleiras e na cobertura de neve, ao longo deste século. Áreas que dependem do derretimento da neve armazenada no inverno, como os Andes e o Himalaia, podem sofrer impactos significativos na disponibilidade de água.

A Groenlândia está derretendo mais rápido do que se esperava

É possível que já seja tarde demais para reverter o derretimento do gelo na Groenlândia. De acordo com um estudo, o aquecimento contínuo e acelerado da atmosfera terrestre está fazendo com que as camadas de gelo na ilha derretam mais rápido do que os cientistas imaginavam, o que provavelmente levará a uma elevação mais rápida do nível do mar.

Os cientistas já sabiam há muito tempo sobre o derretimento do gelo nas regiões sudeste e noroeste da Groenlândia, onde grandes geleiras têm perdido pedaços de gelo do tamanho de icebergs para o Oceano Atlântico. Esses pedaços flutuam pelo oceano e eventualmente acabam derretendo. No novo estudo, porém, os cientistas descobriram que a maior perda de gelo do início de 2003 a meados de 2013 veio da região sudoeste da Groenlândia, que é desprovida de grandes geleiras.

“O que quer que fosse não poderia ser explicado pelas geleiras, porque não há muitas lá. Tinha que ser a massa da superfície – o gelo estava derretendo para o interior da costa”, diz Michael Bevis, principal autor do estudo, professor de geodinâmica na Universidade Estadual de Ohio, nos EUA.

Esse derretimento significa que, na parte sudoeste da Groenlândia, rios de gelo derretido estão fluindo para o oceano durante o verão. Esta região, que anteriormente não era considerada uma ameaça, provavelmente se tornará um importante contribuinte futuro para o aumento do nível do mar. “Sabíamos que tínhamos um grande problema com o aumento das taxas de descarga de gelo através da saída de algumas grandes geleiras. Mas agora reconhecemos um segundo problema sério: cada vez mais, grandes quantidades de massa de gelo vão sair como água de degelo, como rios que correm para o mar”.

Medidas mitigadoras do degelo

De acordo com o projeto Drawdown (uma iniciativa que busca soluções climáticas e ambientais para enfrentar a emergência ecológica atual), as principais soluções para combater as mudanças climáticas e, consequentemente, os derretimentos das geleiras, são:

Reflorestamento.