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Diante do contínuo crescimento das cidades, natureza urbana é primordial para a saúde humana e a biodiversidade

Imagem de Neil Dodhia em Pixabay

A natureza urbana tem sido cada vez mais encarada como uma necessidade para manter a saúde mental e o bem-estar das pessoas. Diante do crescimento acelerado das cidades, onde há o predomínio de espaços construídos e escassez de áreas verdes, cientistas, ambientalistas e pesquisadores reafirmam a importância de doses diárias de natureza urbana no espaço público.

Em um dos principais estudos sobre o assunto, uma equipe de pesquisadores ressalta que as experiências com a natureza urbana são uma das maneiras mais efetivas de fortalecer o apoio dos moradores da cidade à conservação ambiental. Segundo eles, a convivência com a natureza urbana pode proporcionar benefícios ambientais mais amplos do que outras medidas, porque incentiva as pessoas a adotarem comportamentos mais ambientalmente responsáveis.

Em outros países, o foco na natureza urbana está começando a aparecer nas políticas ambientais. O Reino Unido, por exemplo, lançou em 2018 o relatório 25 Years Environment Plan, que destaca a conexão entre cidadãos e natureza entre suas seis medidas principais para melhorar e proteger o meio ambiente. O pensamento por trás desses esforços é simples: pessoas que mantêm uma conexão elevada com a natureza tendem a exibir atitudes e comportamentos pró-ambientais.

A percepção da importância da natureza urbana tem aumentado, à medida que se nota o crescimento dramático nas áreas urbanizadas e a correspondente perda de vida selvagem. Enquanto a população nas cidades aumenta, 17% das 800 espécies de pássaros norte-americanos estão ameaçadas, e todas as 20 espécies na lista da Audubon Society de “pássaros comuns em declínio” perderam pelo menos metade de sua população desde 1970.

Esses números revelam que, além da presença de árvores, arbustos e flores nas cidades, também é necessário beneficiar pássaros, borboletas e outros animais. Eles precisam fornecer habitat para reprodução, abrigo e alimento. Sempre que possível, o habitat precisa ser organizado em corredores onde a vida selvagem possa viajar com segurança.

Os benefícios de experimentar a natureza urbana

O mundo está vivenciando um expressivo crescimento da população urbana, ano após ano. Mais da metade das pessoas em todo o mundo já vive em cidades. E, embora a natureza possa parecer distante do ambiente urbano, mostram cada vez mais que ela desempenha um papel crítico na vida dos moradores das cidades, auxiliando no enfrentamento de desafios ambientais urbanos, como gestão de águas pluviais, redução da poluição e resiliência climática.

Além de aumentar o senso de conexão das pessoas com a natureza, doses diárias de natureza urbana proporcionam os benefícios de um melhor bem-estar físico, mental e social. Uma crescente série de estudos revela que a exposição à natureza, especialmente em ambientes urbanos, pode levar a moradores mais saudáveis ​​e felizes.

Um estudo publicado na revista Nature em 2019 mostra como a presença de espaços verdes pode beneficiar a saúde mental das pessoas. Segundo os pesquisadores, duas horas por semana de contato com a natureza são o suficiente para promover um significativo aumento na sensação de bem-estar, melhorar o humor e aliviar os sintomas de depressão, ansiedade e estresse.

Além da poluição visual presente nos espaços urbanos, a má qualidade do ar e os ruídos frequentes, oriundos do tráfego de veículos e da movimentação do comércio, por exemplo, são estressores ambientais que podem prejudicar muito a saúde mental das pessoas.

Segundo uma pesquisa da organização ISGlobal, existe uma associação protetora entre a quantidade e o acesso a espaços verdes e ansiedade e depressão. Observou-se que essa associação pode ser explicada, em parte, pela redução da exposição à poluição do ar e ao ruído e, em menor proporção, pelo aumento da atividade física e do suporte social. Até mesmo o simples acesso visual a elementos da natureza pode beneficiar o bem-estar mental.

Outro estudo revelou um dado impressionante: aparentemente, ter mais árvores próximas de casa reduz o número de antidepressivos prescritos. Os pesquisadores analisaram dados de quase 10 mil habitantes de Leipzig, uma cidade de tamanho médio na Alemanha, que participaram do estudo LIFE-Adult Health, realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de Leipzig.

Combinando as informações com dados sobre a quantidade e as espécies de árvores presentes nas ruas de Leipzig, os pesquisadores foram capazes de identificar a associação entre as prescrições de antidepressivos e o número de árvores nas ruas a diferentes distâncias das casas das pessoas. Os resultados foram controlados por outros fatores conhecidos por estarem associados à depressão, como emprego, sexo, idade e peso corporal.

Mais árvores imediatamente ao redor da casa (menos de 100 metros) foram associadas a uma menor ocorrência de prescrição de medicamentos antidepressivos. Essa associação foi particularmente significativa para grupos carentes.


Fontes: The Conversation, The Nature Conservacy, Yale Environmental e Tree Hugger


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