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Descubra por que estabelecer uma definição e até mesmo um valor para a natureza e o que faz parte da natureza pode ajudar na sua preservação

A ideia de “natureza” está no cerne da ciência, considerada como seu carro-chefe e elo mais profundo com as sociedades humanas. No entanto, embora a preservação da natureza tenha se tornado uma grande preocupação social, o conceito permanece indefinido.

Aparentemente, a palavra “natureza” na língua portuguesa agregou significados sucessivamente diferentes e às vezes conflitantes ao longo de sua história. Ela deriva do latim natura, que significa nascimento.

Um dos principais significados ocidentais do termo “natureza” difere um pouco das visões mais antigas. Pois designa o que se opõe aos humanos e abarcando meio ambiente, fauna, flora, ecossistemas, planeta e seus recursos naturais. Por isso, sua preservação deve levar em conta essa diversidade semântica na hora de propor políticas. Sempre integrando a relatividade e a imprecisão potencial da definição ocidental atualmente dominante.

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A natureza, no sentido mais amplo, diz respeito ao mundo natural, mundo físico ou mundo material. “Natureza” se refere aos fenômenos do mundo físico e também à vida em geral. Ele varia em escala do subatômico ao cósmico e pode se referir a plantas, animais e todos os seres vivos, processos geológicos, clima, matéria e energia.

O termo geralmente se refere ao “ambiente natural” ou à selva. Como animais selvagens, rochas, florestas, praias e, em geral, áreas que não foram alteradas pelos humanos ou que persistem apesar da intervenção. Por exemplo, objetos manufaturados e interação humana geralmente não são considerados parte da natureza. A menos que sejam qualificados como “natureza humana” ou “toda a natureza”.

Esse conceito mais tradicional implica uma distinção entre os elementos naturais e artificiais da Terra. Sendo o artificial aquilo que foi trazido à existência por uma consciência humana ou uma mente humana.

Natureza
Imagem de Wil Stewart em Unsplash

O conceito na história

Desde pelo menos os anos 1970, emergiu um amplo consenso científico, político e público sobre a necessidade crucial de “proteger a natureza”. Avanços científicos destacados têm feito desse campo um dos mais importantes socialmente na ciência contemporânea, com forte influência na política nacional e internacional. No entanto, o atraente conceito de “natureza” nunca foi realmente teorizado durante todo esse tempo. Ele tem sido usado para nomear coisas cada vez mais diversas.

Como o conhecimento científico da natureza é incompleto, os cientistas têm que confiar em representações mentais e conceitos teóricos. Mas estes devem ser identificados como tal e claramente definidos.

Muitas palavras técnicas próximas e bem-sucedidas nasceram no mesmo campo lexical, como “ecossistema”, “biodiversidade”, “biosfera” e até “Gaia”. Porém, nenhuma delas jamais suplantou realmente a “natureza”. Mesmo na área científica literária, ainda é o título de uma das mais importantes revistas científicas.

Portanto, estudar a “natureza” e sua relação com objetos práticos e projetos sociais é crucial para as ciências da conservação e políticas derivadas. Muitos linguistas, filósofos e historiadores já mostraram que seu significado está longe de ser unificado ou evidente. Mas uma coisa é inegável: ela é essencial para qualquer tipo de vida no planeta. Por isso, entender as nuances e atribuir uma definição acurada é importante para a formulação de políticas e programas de preservação.

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Quanto vale a natureza?

Para entender qual o valor da natureza, as pessoas estão tentando estabelecer um valor para diferentes fatores de sua existência. Como para o ar puro, para a água limpa e para outros bens que são “serviços do ecossistema”. O pesquisador Kai Chan e sua equipe iniciaram em 2006, na Universidade de Columbia, uma série de estudos. Eles entrevistaram moradores das redondezas e realizaram pesquisas sobre o assunto buscando estipular o preço do que compõe o meio ambiente.

Os cientistas esperavam entender por que algumas áreas são mais prósperas que as outras. Porém, definir essa quantia, poderá influenciar na política e nas análises de custo-benefício. Assim, seria possível aferir os prejuízos ou benefícios. Isso, caso haja a possibilidade de construção de casas, de hidrelétricas ou de zonas agrícolas extensas no local.

Já existem áreas em que essa política está em andamento, como na China, na costa oeste dos Estados Unidos e na Tanzânia. Além dos pesquisadores Universidade de Columbia, estão envolvidas as organizações Word Wildlife Fund e Nature Conservancy. E cientistas da Universidade de Stanford, na Califórnia.

Chan afirma que planos de desenvolvimento de determinadas áreas costumam ser feitos com pouquíssimo conhecimento sobre as questões ambientais. Além de pouco conhecimento sobre os problemas futuros que a degradação e as mudanças climáticas poderiam causar.

Por meio de uma revisão sistemática do IPBES, cientistas avaliam como a perda da biodiversidade afeta o bem estar-humano. Eles ressaltam como a natureza contribui para a saúde de modo que seu declínio arrisca a qualidade de vida. O próprio Kai Chan também afirma que o preço da natureza é infinito, afinal, sem ela, todas as pessoas morreriam.


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