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Entenda o que é ansiedade, quando o problema se transforma em um transtorno e como lidar com os sintomas físicos e psicológicos envolvidos

A ansiedade é uma resposta normal a eventos estressantes da vida, como mudança de emprego, problemas financeiros ou ambientais. Ela serve para antecipar perigos e proteger o organismo de eventuais ameaças. No entanto, quando os sintomas se tornam mais incômodos do que os eventos que os desencadearam, pode ser que você tenha desenvolvido um transtorno de ansiedade

Os transtornos de ansiedade – fobia social, transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e transtorno do pânico – podem causar sintomas físicos, além dos sintomas psicológicos. Eles constituem um problema de saúde mental sério, que pode levar à incapacidade. Por isso, é fundamental tratar a ansiedade com profissionais especializados, como psiquiatras e psicólogos, e práticas alternativas que promovam seu bem-estar, como meditação, acupuntura e Ayurveda, entre outras.

Sintomas de transtorno de ansiedade

Preocupação exagerada 

Um dos sintomas mais comuns dos transtornos de ansiedade é a preocupação exagerada. A preocupação de quem sofre com o problema é desproporcional aos eventos que desencadeiam preocupação e normalmente ocorre em resposta a situações normais do dia a dia.

De acordo com estudos, para ser considerada um sinal de transtorno de ansiedade generalizada (TAG), a preocupação deve ocorrer na maioria dos dias por pelo menos seis meses e ser difícil de controlar. Além disso, a preocupação deve ser severa e intrusiva, dificultando a concentração e a realização das tarefas diárias.

Pessoas com menos de 65 anos correm o maior risco de desenvolver TAG, especialmente os solteiros e quem tem um status socioeconômico mais baixo, segundo pesquisas

Pulso acelerado, tremores e suor

A ansiedade também sobrecarrega o sistema nervoso simpático. Segundo estudos, isso desencadeia uma cascata de efeitos por todo o organismo, como pulso acelerado, suor nas palmas das mãos, mãos trêmulas e boca seca. Esses sintomas ocorrem porque o cérebro acredita em um perigo e está preparando o corpo para reagir à ameaça. 

Então, o corpo desvia o sangue do sistema digestivo para os músculos, caso a pessoa precise correr ou lutar. O processo também causa aumento da frequência cardíaca e intensificação dos sentidos.

Embora esses efeitos sejam úteis no caso de uma ameaça real, eles podem ser debilitantes se o medo for desproporcional ao perigo. Pesquisas sugerem que as pessoas com transtornos de ansiedade não são capazes de reduzir a agitação tão rapidamente quanto as pessoas sem os mesmos transtornos. Isso leva à persistência dos efeitos por um período muito maior do que seria considerado normal.

Inquietação e dificuldade de concentração

Em um estudo com 128 crianças diagnosticadas com algum tipo de transtorno de ansiedade, 74% delas relataram a inquietação como um dos principais sintomas. Embora ela não ocorra em todas as pessoas que sofrem com o problema, a inquietação é um dos sinais de alerta que os médicos frequentemente procuram ao fazer um diagnóstico.

Muitas pessoas ansiosas relatam ter dificuldade de concentração. Um estudo realizado com 157 crianças e adolescentes com TAG descobriu que mais de dois terços tinham dificuldade de concentração. 

Outro estudo, realizado com 175 adultos, descobriu que quase 90% relataram ter dificuldade de concentração. Quanto pior era sua ansiedade, mais problemas eles tinham.

Alguns estudos também revelaram que a ansiedade pode afetar a memória de curto prazo, o que pode ajudar a explicar a redução no desempenho cognitivo. No entanto, a dificuldade de concentração também pode ser um sintoma de outras condições médicas, como um transtorno de déficit de atenção ou depressão.

Distúrbios do sono e cansaço

Os distúrbios do sono também estão fortemente associados aos distúrbios de ansiedade. Acordar no meio da noite ou ter problemas para dormir são os dois problemas mais comumente relatados, segundo um estudo. Algumas pesquisas sugerem que ter insônia durante a infância pode estar ligado ao desenvolvimento de ansiedade na vida adulta.

Ficar facilmente cansado é outro sintoma potencial de TAG. Esse sintoma pode ser surpreendente, já que a ansiedade é comumente associada à hiperatividade ou à excitação. Mas, para algumas pessoas, a fadiga pode ocorrer após uma crise; para outras, pode ser crônica.

Não está claro se essa fadiga se deve a outros sintomas comuns de ansiedade, como insônia ou tensão muscular, ou se pode estar relacionada aos efeitos hormonais da ansiedade crônica.

No entanto, é importante observar que a fadiga também pode ser um sinal de depressão ou outras condições médicas, e, portanto, não é suficiente para diagnosticar um transtorno de ansiedade.

Irritabilidade

A maioria das pessoas com transtornos de ansiedade também apresenta irritabilidade excessiva. De acordo com um estudo, mais de 90% das pessoas com transtorno de ansiedade generalizada relataram sentir-se altamente irritadas durante os períodos em que o problema se agravava.

Em comparação com as pessoas que apresentam preocupação no geral, os jovens adultos de meia-idade com TAG relataram mais do que o dobro de irritabilidade em sua vida diária.

Uma vez que a ansiedade está associada a uma grande agitação e preocupação excessiva, não é de surpreender que a irritabilidade seja um sintoma comum.

Curiosamente, o tratamento da tensão muscular com terapia de relaxamento muscular demonstrou reduzir a preocupação em pessoas com transtorno de ansiedade generalizada. Alguns estudos até mostram que ele é tão eficaz quanto a terapia cognitivo-comportamental.

Sinais de transtorno de ansiedade

  • Pessoas com ansiedade social podem parecer extremamente tímidas e quietas em grupos ou ao conhecer novas pessoas. Embora possam não aparentar estar angustiadas, elas sentem medo e ansiedade extremos. Para elas, eventos sociais geralmente causam ansiedade.
  • Esse distanciamento às vezes pode fazer com que as pessoas com ansiedade social pareçam esnobes ou distantes, mas o transtorno está associado a baixa autoestima, alta autocrítica e depressão.
  • Medos extremos sobre coisas específicas, como aranhas, espaços fechados ou alturas, podem ser um sinal de fobia.
  • Uma fobia é definida como extrema ansiedade ou medo de um objeto ou situação específica. A sensação é forte o suficiente para interferir em sua capacidade de funcionar normalmente.

Algumas fobias comuns incluem:

  • Animais: medo de animais ou insetos específicos
  • Ambiente natural: medo de eventos naturais, como furacões ou inundações
  • Lesão por injeção: medo de sangue, injeções, agulhas ou ferimentos
  • Situacionais: medo de certas situações, como estar em um avião ou andar de elevador

Agorafobia é outra fobia que pode envolver:

  • Uso de transporte público
  • Estar em espaços abertos
  • Estar em espaços fechados
  • Ficar em uma fila ou no meio de uma multidão
  • Estar fora de casa sozinho

Transtorno do pânico

Existe um tipo de transtorno de ansiedade que está associado a ataques de pânico recorrentes: o transtorno do pânico (TP). Os ataques de pânico produzem uma sensação intensa de medo que pode ser debilitante. É um medo extremo normalmente acompanhado por taquicardia, suor, tremores, falta de ar, aperto no peito, náuseas e medo de morrer ou perder o controle. Alguns sintomas incluem:

  • Sentir-se ansioso ou com medo das próximas situações sociais e apresentar pensamentos negativos
  • Ficar preocupado com o julgamento dos outros
  • Sentir medo ou vergonha de ser humilhado na frente dos outros
  • Evitar certos eventos sociais por causa desses medos

De acordo com o Ministério da Saúde, medicamentos receitados, psicoterapia ou a combinação de ambos podem melhorar os sintomas da ansiedade em algumas semanas, melhorando o bem-estar e a qualidade de vida.

Você também pode encontrar auxílio na atividade física, na yoga, na alimentação adequada e em outras práticas alternativas. Para saber mais, confira as matérias 16 opções de remédio natural para ansiedade, 18 tipos de óleo essencial para ansiedade e Como controlar a ansiedade com 15 dicas.