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Conceito de conservação ambiental se relaciona com uso racional e sustentável dos recursos naturais

Imagem editada e redimensionada de Juarez de Andrade Junior, está disponível no Wikimedia e licenciada sob CC by 4.0

A conservação ambiental é uma das correntes ideológicas mais discutidas na esfera científica. Ela pode ser caracterizada como um conjunto de ações que buscam o uso racional e sustentável dos recursos naturais, de maneira a obter alta qualidade de vida humana causando o menor impacto possível ao meio ambiente. Vale ressaltar que embora o conceito de “conservação ambiental” seja utilizado como sinônimo de “preservação ambiental”, esses termos possuem significados distintos.

Preservação ou conservação ambiental?

Os termos “preservação” e “conservação” ambiental possuem significados diferentes, embora sejam frequentemente utilizados como sinônimos. Preservação do meio ambiente é a ação de proteger um ecossistema ou um recurso natural de dano ou degradação, ou seja, não utilizá-lo, mesmo que racionalmente e de modo planejado.

Já a conservação ambiental está relacionada com o uso racional e sustentável dos recursos naturais, garantindo sua existência para as gerações futuras. Na prática, esse conceito prevê a relação harmônica entre os seres humanos e a natureza.

As Áreas de Proteção Permanente (APP’s) podem ser entendidas como um exemplo de preservação do meio ambiente, uma vez que são áreas criadas com a finalidade de preservar os recursos naturais. Por isso, a exploração humana é estritamente proibida. Já as Unidades de Conservação (UC’s) podem ser consideradas como um exemplo de conservação, pois estabelecem o uso sustentável ou indireto de áreas naturais.

Conservacionismo

A preocupação com o meio ambiente surgiu na metade do século XIX, sobretudo por causa das mudanças provocadas pela Revolução Industrial. Nesse cenário, pensadores criam uma corrente ideológica chamada de conservacionismo, que contempla o amor à natureza, mas aliado ao seu uso racional e manejo criterioso pela espécie humana.

O pensamento conservacionista caracteriza a maioria dos movimentos ambientalistas, e pode ser identificado como o meio-termo entre o preservacionismo e o desenvolvimentismo, Ele também se fundamenta nas políticas de desenvolvimento sustentável, que são aquelas que buscam um modelo de desenvolvimento que garanta a qualidade de vida, mas que não destrua os recursos necessários às gerações futuras.

Alguns princípios dessa corrente são a redução do uso de matérias-primas, uso de energias renováveis, redução do crescimento populacional, combate à fome, mudanças nos padrões de consumo, equidade social, respeito à biodiversidade e inclusão de políticas ambientais no processo de tomada de decisões econômicas. Além disso, ela propõe a criação de unidades de conservação em ecossistemas frágeis e com um grande número de espécies endêmicas ou em extinção.

Unidades de Conservação

As Unidades de Conservação podem ser definidas como “espaços territoriais e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção da lei”, de acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), estabelecido pela Lei n° 9.985, de 18 de julho de 2000.

Elas possuem a função de assegurar a representatividade de porções significativas e ecologicamente viáveis das diferentes populações, habitats e ecossistemas do território nacional e das águas jurisdicionais, preservando o patrimônio biológico existente. Além disso, garantem às populações tradicionais o uso racional e sustentável dos recursos naturais, e ainda propiciam às comunidades do entorno o desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis.

Para saber mais sobre esse tema, acesse a matéria “O que são unidades de conservação?”.

Importância da conservação ambiental

Como o próprio conceito de sustentabilidade indica, a conservação ambiental é importante para que as próximas gerações contem com recursos para a sua manutenção e subsistência. Além disso, é uma maneira eficaz de cuidar do habitat das espécies da nossa fauna e flora, impedindo que animais ou plantas entrem em extinção.

No entanto, a conservação ambiental tem que ser feita de forma inteligente para ser efetiva, já que mesmo áreas conservadas podem sofrer efeito de borda e serem eliminadas.

Conservação gera mais lucro do que exploração

Um estudo realizado por acadêmicos da Universidade de Cambridge mostrou que os benefícios econômicos de conservar locais ricos em recursos naturais superam os lucros que poderiam ser obtidos com o uso da terra para a exploração dos mesmos. Ao analisar 24 áreas em seis continentes diferentes, os pesquisadores concluíram que modificar ainda mais a natureza para uso humano pode custar mais à sociedade do que beneficiá-la.

Sendo assim, pode-se concluir que mesmo que as pessoas estejam interessadas apenas em dinheiro – e não na natureza – a conservação desses habitats ainda faz mais sentido financeiramente.



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