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Pau-brasil, Ipê-peroba e Cedro-rosa são exemplos de árvores em extinção

A exploração madeireira, o garimpo, o desmatamento, a expansão das fronteiras agropecuárias e as mudanças climáticas têm eliminado, quase por completo, a presença de diversas espécies de árvores, principalmente aquelas cuja madeira tem alto valor comercial. No Brasil, várias delas encontram-se em extinção. Confira:

Benefícios das árvores

A natureza disponibiliza o capital natural do planeta. As florestas, por exemplo, concedem diversos bens e serviços ecossistêmicos, como fornecimento de oxigênio, diminuição da poluição atmosférica, água de qualidade, solo fértil, matérias primas, entre outros.

Um dos grandes benefícios das árvores é sua capacidade de sequestrar dióxido de carbono (CO2) e armazenar carbono. O processo de sequestro de CO2 da atmosfera ocorre pela fotossíntese e parte é armazenada na biomassa da árvore (carbono acumulado ou estoque de carbono). O carbono sequestrado usado para o crescimento da árvore se acumula nos troncos, galhos e folhas e outra parte é transferido para as raízes e solo. Espécies distintas conseguem sequestrar diferentes quantidades de carbono, dependendo das suas características.

O Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC) possui uma metodologia para o cálculo de sequestro de carbono que não considera o crescimento da árvore linear, pois nos primeiros anos de vida seu crescimento é mais rápido e, teoricamente, a árvore captura mais carbono. Assim, o cálculo é dividido por período, para áreas vegetadas com até 20 anos de idade e depois para áreas com mais de 20 anos, o que torna os resultados mais precisos.

Essa metodologia oficial estima que em seus primeiros 20 anos de vida um hectare de floresta tropical da América do Sul pode captar quase 26 toneladas de CO2 por ano e, depois desse período, 7,3 toneladas de CO2 por ano. Portanto, uma árvore pode capturar cerca de 15,6 quilos de CO2 por ano nos primeiros 20 anos e 4,4 quilos após esse período. Estimando que a árvore tenha uma vida de 40 anos, ela conseguirá sequestrar 667 quilos durante sua vida.

Brasil lidera ranking global de espécies de árvores ameaçadas de extinção

Um terço das espécies de árvores do mundo está em risco de extinção e centenas estão à beira da extinção, segundo um relatório histórico do ano de 2021 publicado pela Botanic Gardens Conservation International. 

Milhares de variedades de árvores nos seis principais países do mundo para a diversidade de espécies estão em risco. O maior número absoluto ocorre no Brasil, onde 1.788 espécies estão em risco de extinção. Os outros cinco países são Indonésia, Malásia, China, Colômbia e Venezuela, respectivamente.

De acordo com o relatório “State of the World ‘s Trees”, 17.500 espécies de árvores – cerca de 30% do total – estão em risco de extinção. De modo geral, o número de espécies de árvores ameaçadas é o dobro do número de mamíferos, aves, anfíbios e répteis ameaçados em conjunto.

Entre as árvores de maior risco estão espécies que incluem magnólias e dipterocarpos – que são encontradas nas florestas tropicais do sudeste da Ásia. Além disso, carvalhos, áceres e ébanos enfrentam ameaças.

As árvores ajudam a apoiar o ecossistema natural e são consideradas essenciais para combater o aquecimento global e as mudanças climáticas. A extinção de uma única espécie de árvore poderia causar a perda de muitas outras. 

38 espécies de árvore em perigo de extinção são comercializadas de forma legal no Brasil

De acordo com uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Federal Fluminense e do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 38 espécies da lista oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção foram comercializadas de forma legal entre 2012 e 2016. As espécies presentes na lista do Ministério do Meio Ambiente (MMA) possuem sua exploração proibida, exceto em casos raros, como para pesquisa científica.

Das 38 espécies de árvores ameaçadas, o MMA classifica 17 como vulneráveis, 18 como em perigo e três como criticamente em perigo. A araucária, considerada criticamente em perigo, é revelada como a mais explorada comercialmente.

Exemplos de árvores em extinção

Árvores em extinção
Imagem de Csaba Nagy por Pixabay 

Garapeira

  • Bioma: Amazônia, Caatinga ou Cerrado;
  • Nomes comuns: Amarelinho, barajuba, garapeira, gema-de-ovo, grapia, jataí, muirajuba, muiratuá, cumararana e sapucajuba.

Mogno

  • Bioma: Amazônia;
  • Nomes comuns: Acaju, aguano, araputanga, caoba, cedro-aguano, cedro-mogno, cedrorana e Mara.

Cedro-rosa

  • Bioma: Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica;
  • Nomes comuns: Capiúva, cedrilho, cedrinho, cedro-amargoso, cedro-aromático, cedro-batata, cedro-bordado, cedro-cheiroso, cedro-fêmea, cedro-manso, cedro-pardo, cedro-urana e cedro-verdadeiro.

Castanheira

  • Bioma: Amazônia;
  • Nomes comuns: Amendoeira-da-américa, castanha-do-brasil, coz-do-Brasil e tucari.

Jequitibá-branco

  • Bioma: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica;
  • Nomes comuns: Estopa, cachimbeiro, pau-de-cachimbo, pau-estopa, mussambê e coatinga.

Pau-brasil

  • Bioma: Mata Atlântica;
  • Nomes comuns: Arabutã, ibirapiranga, ibirapitá, orabutã, pau-de-pernambuco, pau-de-tinta e pau-pernambuco.

Araucária

  • Bioma: Mata Atlântica;
  • Nomes comuns: Pinheiro-do-paraná, pinheiro-brasileiro e curi.

Ipê-peroba

  • Bioma: Mata Atlântica;
  • Nomes comuns: Ipê-claro, ipê-peroba, ipê-rajado, peroba-branca e perobinha.

Pau-amarelo

  • Bioma: Amazônia;
  • Nomes comuns: Amarelão, amarelinho, amarelo-cetim, cetim, limãorana, muiratana; pau-cetim e piquiá-cetim.