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Entenda como identificar o estresse canino, as possíveis causas e como cuidar da saúde mental do seu cão

O estresse canino é mais comum do que parece – e ter um cão estressado em casa pode refletir o seu próprio estresse.

O estresse canino é mais comum do que parece – e ter um cão estressado em casa pode refletir o seu próprio estresse.

Os cães são alguns dos animais de estimação mais populares em todo o mundo, e isso não é à toa. Eles costumam ser amigos leais, amorosos e uma fonte constante de afeto ilimitado, além de uma boa diversão.

No entanto, assim como os humanos, os amigos caninos também podem enfrentar problemas como estresse e ansiedade.

Estresse canino: reflexo do dono?

Vários estudos já demonstraram que os cães e seus donos podem experimentar emoções sincronizadas, incluindo altos níveis de estresse.

Uma pesquisa de 2019, por exemplo, acompanhou a rotina de cachorros e seus tutores ao longo de alguns meses para verificar como os hormônios do estresse em animais e humanos mudariam com o tempo.

Os resultados se alinham com anteriores, sugerindo que os cães podem ser bastante sensíveis ao estresse humano.

Segundo a autora do estudo, Lina Roth, professora da Universidade Linkoping na Suécia, quando o dono está estressado, o cão provavelmente espelhará esse estresse.

Mais de 70% dos cães sofrem de ansiedade, segundo estudo

Um estudo, desenvolvido na Finlândia e publicado na revista Scientific Reports em 2020, revelou que os cachorros são propensos ao desenvolvimento da ansiedade.

Os pesquisadores pediram aos donos dos cães que preenchessem questionários avaliando comportamentos relacionados a sete traços relacionados à ansiedade: sensibilidade ao ruído, medo geral, medo de superfícies, impulsividade ou falta de atenção, comportamentos compulsivos, agressão e comportamentos relacionados à ansiedade de separação.

Ao analisarem os dados, os pesquisadores descobriram que 72,5% dos cães expressaram comportamentos semelhantes à ansiedade, de acordo com seus donos.

Do total de cães, 32% apresentaram sensibilidade ao ruído, o que significa que tiveram medo de pelo menos um ruído.

Entre os cães sensíveis ao ruído, o medo mais comum era o de sons associados a fogos de artifício, com “prevalência de 26%”, segundo os pesquisadores.

O medo geral afetou 29% dos cães no estudo. Especificamente, 17% dos cães mostraram medo de outros cães, 15% medo de estranhos e 11% medo de novas situações.

Os comportamentos ansiosos menos comuns, de acordo com as pesquisas, foram comportamentos relacionados à separação, que afetaram 5% dos cães, e agressão, que os tutores relataram em 14% dos cães.

Idade e raça

Alguns comportamentos semelhantes à ansiedade, os pesquisadores também descobriram, parecem se tornar mais pronunciados à medida que os cães envelhecem.

Isso inclui sensibilidade ao ruído, como trovões, bem como medo de altura e ansiedade ao caminhar em certos tipos de superfícies, como grades de metal.

No entanto, a julgar pelos relatos dos humanos, os cachorros mais jovens eram mais propensos a ter comportamentos problemáticos relacionados à ansiedade de separação, como urinar no chão ou danificar a mobília.

Os cães mais jovens também parecem ser mais propensos do que os cães mais velhos a serem impulsivos.

Raças grandes e raças pequenas também diferiam em termos de comportamentos semelhantes à ansiedade.

Por exemplo, entre os schnauzers miniatura neste estudo, 10,6% mostraram agressão a estranhos, em comparação com apenas 0,4% dos labradores.

Mas por que esses comportamentos ansiosos são tão comuns em cães? Os pesquisadores não podem dizer com certeza, mas levantam a hipótese de que a composição genética dos cães pode ter algo a ver com sua predisposição a diferentes tipos de ansiedade.

“O comportamento tem um importante componente genético”, diz o estudo, acrescentando que “algumas áreas genômicas e locais estão associadas a comportamento problemático, incluindo compulsão, medo e sensibilidade ao ruído”.

Ainda assim, eles observam que os fatores ambientais, como o treinamento que os cães recebem, provavelmente interagem com as predisposições genéticas, levando a ou suprimindo certos comportamentos.

“Como a ansiedade pode prejudicar o bem-estar e o comportamento problemático pode ser uma indicação de bem-estar precário, esforços devem ser feitos para diminuir a prevalência dessas ansiedades caninas”, apontam os pesquisadores.

Eles sugerem que as políticas de criação podem ajudar a melhorar o bem-estar dos cães, assim como mudanças no ambiente de vida.

Sinais de que seu cachorro está sofrendo de “estresse canino”

O estresse é mais comum em cães do que você pode imaginar. E, para piorar, pode afetar negativamente a saúde do seu cachorro. Aqui estão cinco sinais comuns de estresse e ansiedade canina que merecem atenção.

1. Diarreia, constipação ou outro problema digestivo

Embora sejam mais comumente atribuídos a doenças ou intolerância alimentar, problemas gastrointestinais, como diarreia e constipação, também podem ser causados ​​pela ansiedade.

Fale com o seu veterinário se a diarreia, constipação ou outro problema digestivo for anormalmente grave, especialmente se durar mais de 24 horas ou se a diarreia for sanguinolenta.

Sangue no vômito e/ou nas fezes pode ser um indicador de uma doença de origem alimentar.

2. Diminuição do apetite

Os cães não fazem jejuns ou dietas como nós, por isso é importante consultar um veterinário se o seu animal de estimação perder de repente o interesse pela comida ou parar de comer. Pode ser devido ao estresse ou a uma condição de saúde subjacente, incluindo anorexia canina!

3. Isolamento

Alguns cães apreciam passar algum tempo sozinhos de vez em quando. No entanto, um cachorro que está constantemente se isolando de outros animais de estimação ou pessoas pode estar sofrendo de ansiedade ou outras doenças. Seu veterinário pode ajudá-lo a identificar a causa desse comportamento estranho.

4. Aumento do sono

Agora você já deve estar acostumado com o horário de sono do seu cão. Fale com o seu veterinário se o seu cão estiver dormindo mais do que o normal ou parecer excessivamente letárgico.

A letargia costuma ser o primeiro sintoma de que um cão está doente, ferido ou traumatizado. Também pode ser um sintoma de condições como diabetes, problemas cardíacos e hepáticos, tumores, diarréia e desidratação grave, hipotireoidismo, anemia e envenenamento, entre outros.

5. Comportamento agressivo

Ações agressivas em relação a animais ou pessoas podem ser um sinal de um cão estressado ou doente. Consulte o seu veterinário ou um especialista em comportamento veterinário antes que o problema piore. Muitos sinais de agressividade são acompanhados por uma postura corporal e expressão facial de medo e por um comportamento submisso.

Outros possíveis sinais de que seu cachorro está estressado são:

  • Urinar ou defecar em casa
  • Babar
  • Respiração ofegante
  • Comportamento destrutivo
  • Tristeza
  • Latidos excessivos
  • Inquietação
  • Comportamentos repetitivos ou compulsivos

Como tratar o estresse canino?

Se o comportamento de seu cão mudar repentinamente de alguma forma, marque uma consulta com seu veterinário, para descartar quaisquer problemas médicos subjacentes, bem como fazer recomendações para ajudar a reduzir o nível de estresse do seu cão.

Aqui estão algumas dicas para ajudar a aliviar a ansiedade em seu cão:

Brinque e faça exercícios regularmente com seu amigo canino

Atividades físicas como um jogo de busca ou uma caminhada ao redor do quarteirão são um ótimo redutor de estresse para cães.

Crie uma zona segura para seu cachorro

Separe uma área em sua casa para o seu cão escapar de eventos de alto estresse, como tempestades e festas. Dê a seu cachorro um “mimo” favorito, como um brinquedo, e passe o maior tempo que puder com ele. Se possível, fique com ele até que o evento de alto estresse passe.

Ofereça alimentação de alta qualidade

A dieta do seu cão é parte integrante de sua saúde e bem-estar.

Fornecer a seu cão uma dieta que não seja adequadamente balanceada para a idade e o estilo de vida dele pode causar repercussões imprevistas que podem levar à ansiedade e ao estresse.

Fale com seu veterinário e, se possível, adote alimentação natural e balanceada para evitar a falta de nutrientes e vitaminas. Exames também podem ser necessários.

Medicamentos para reduzir o estresse e a ansiedade do seu cão 

Se o seu cão desenvolver um transtorno de ansiedade grave, o veterinário pode recomendar medicamentos ou terapias naturais. ISRSs e antidepressivos são ocasionalmente prescritos para cães com ansiedade, incluindo fluoxetina e clomipramina.

Para eventos previsíveis que produzem ansiedade, como tempestades, fogos de artifício ou passeios de carro, podem ser prescritos medicamentos como benzodiazepina, em conjunto com um antidepressivo para ajudar seu cão a lidar com o estresse.

Terapias e produtos naturais, como florais e algumas ervas, podem ajudar os cães com ansiedade.

Alguns produtos funcionam melhor em conjunto com outros medicamentos, enquanto outros podem ser usados ​​sozinhos, dependendo do caso do seu cão.

Os produtos naturais podem também utilizar feromônios e aromaterapia para reduzir o estresse. Converse com seu veterinário sobre os produtos naturais mais adequados para seu cão.

Alguns tutores de cães relataram sucesso no uso de óleo de canabidiol (CDB) para tratar a ansiedade canina.

O CBD é um composto encontrado na cannabis e no cânhamo que os donos de cães, assim como os humanos, consideram útil no tratamento de uma variedade de problemas de saúde.

No entanto, é obrigatório buscar orientação veterinária antes de administrar qualquer medicamento para o seu cachorro, mesmo os naturais.