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Espécie guarda-chuva é aquela que requer uma grande área conservada para sua sobrevivência

Imagem de Ian Lindsay por Pixabay

Espécie guarda-chuva” (umbrella species, em inglês) é um termo utilizado para se referir às espécies que requerem uma grande área conservada para sobreviver. Elas podem servir como espécies bioindicadoras no planejamento e monitoramento da conservação, já que pretendem proteger espécies e ecossistemas inteiros. Assim, outras espécies que vivem na mesma área que as espécies guarda-chuva também são beneficiadas.

Biologia da Conservação

Biologia da Conservação pode ser definida como uma área interdisciplinar que possui a função de proteger espécies, seus habitats e ecossistemas das excessivas taxas de extinção e de erosão das interações entre os seres vivos. Sendo assim, ela surgiu como resposta à crise atual da biodiversidade para entender os efeitos das atividades humanas sobre as espécies, comunidades e ecossistemas e, assim, desenvolver abordagens práticas que previnam a extinção de espécies.

No entanto, em termos econômicos e de gestão, é inviável desenvolver projetos de conservação para cada espécie em particular ali existente. Por isso, existem estratégias utilizadas que permitem conservar as espécies de uma determinada área de forma indireta, como a seleção de espécies guarda-chuva ou de espécies-bandeira, de modo que a conservação destas possa beneficiar os outros seres do mesmo ecossistema.

Espécie-bandeira ou guarda-chuva?

Espécies-bandeira também podem funcionar como espécies guarda-chuva. Embora estejam relacionados, os conceitos de espécies-bandeira e guarda-chuva são distintos e não devem ser confundidos. Em resumo, as espécies-bandeira servem para atrair a atenção da população, enquanto as espécies guarda-chuva pretendem proteger espécies e ecossistemas inteiros, já que requerem áreas bastante extensas.

Onça-pintada como espécie guarda-chuva

A onça-pintada é um exemplo de espécie importante para as ações de conservação de fitofisionomias brasileiras como o Cerrado, Mata Atlântica, Floresta Amazônica e Pantanal. Ela se localiza no topo da cadeia alimentar e necessita de extensas áreas preservadas para sobreviver, sendo considerada um bioindicador de qualidade ambiental.

A ocorrência de onça-pintada em uma região indica que esta área oferece condições que permitam a sobrevivência do felino e de outras espécies. Isso porque a onça-pintada é considerada uma espécie guarda-chuva, já que suas exigências ecológicas englobam todas as exigências das demais espécies que ocorrem no seu ambiente.

Existem registros da presença de onças desde o sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina, mas atualmente a onça-pintada está extinta nesses territórios. A espécie ainda pode ser encontrada na América Latina, incluindo o Brasil, em florestas Amazônica e na Mata Atlântica e em ambientes abertos como o Pantanal e o Cerrado.

As crescentes alterações ambientais provocadas pelo ser humano, como o desmatamento e a caça de presas silvestres e das próprias onças, são as principais causas da diminuição da população de onças-pintadas no Brasil. Reduzir a ameaça de extinção é fundamental para garantir sua sobrevivência e a integridade dos ecossistemas. Além disso, por auxiliar no equilíbrio das populações de outros animais, a onça-pintada desempenha uma função ecológica importante.

Portanto, a conservação espécie-habitat garante que todos os outros organismos contidos em sua abrangente escala territorial também sejam beneficiados. A preservação das diversas outras espécies que ficam sob a mesma proteção da espécie guarda-chuva pode garantir que os serviços ecossistêmicos sejam mantidos.



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