Obesidade: quais as causas? Como tratar e evitar?

De acordo com o Ministério da Saúde, 48,5% dos brasileiros estão acima do peso. Veja o que levou esse número a ficar tão elevado e como reverter esse quadro

obesidade

Muito se fala sobre os riscos à saúde que ela apresenta, mas afinal, o que é obesidade?

Obesidade é o acúmulo de gordura no corpo, que pode ter diversas causas, mas ocorre principalmente pelo consumo excessivo de calorias e pela falta de atividades que possam queimá-las. Geralmente o diagnóstico é feito com base no índice de massa corporal (IMC) - o ideal é entre 18,5 e 24,9; até 29,9 é sobrepeso,;quando ultrapassa 40 é considerado obesidade mórbida, segundo o Ministério da Saúde. É uma das principais causas de mortes evitáveis e é considerada um dos problemas mais graves de saúde pública do século XXI.

Tipos

Sobrepeso

Quando o IMC está apenas um pouco acima do recomendável nem sempre alterações na rotina são feitas e, quando são, é recomendado que a pessoa adote uma dieta mais saudável e mantenha seus exames em dia caso a situação se agrave e a saúde acabe sendo comprometida.

Obesidade

É quando o acúmulo de gordura no corpo está muito acima do recomendável, seja por fatores genéticos, metabólicos, psicológicos ou endócrinos.

Obesidade mórbida

Quando a obesidade chega ao extremo e a pessoa já desenvolveu outros problemas de saúde relacionados a isso.

Obesidade infantil

Tem as mesmas características da obesidade convencional, porém é quando afeta crianças de até 12 anos (veja mais aqui).

Causas

Na maioria das vezes, as causas da obesidade podem ser atribuídas a uma combinação de vários fatores. Dentre eles, os principais são: alimentação inadequada, sedentarismo, fatores genéticos, nível socioeconômico, fatores psicológicos, fatores demográficos, nível de escolaridade, desmame precoce, estresse, fumo e uso abusivo de álcool.

A faixa etária de 55 a 64 anos é a mais atingida pelo excesso de peso, pois é nessa idade que as pessoas menos fazem exercícios físicos e o metabolismo fica mais lento (mesmo mantendo o padrão alimentar, o peso costuma aumentar); no caso de mulheres, a menopausa também pode influenciar. O modo de vida contemporâneo faz com que precisemos cada vez menos nos movimentar para fazermos o que queremos e a exposição excessiva a propagandas de alimentos pouco saudáveis tem sua parcela de culpa.

É possível observar que estresse e ansiedade podem causar o aumento de peso, pois pessoas que estão sob essas circunstâncias muitas vezes apresentam um comportamento compulsivo em relação à comida. Problemas hormonais também são capazes de levar ao aumento do peso, como no caso do hipotireoidismo.

A obesidade também está ligada a fatores hereditários. Um estudo aponta que uma criança filha de pais não obesos tem 10% de chance de se tornar obesa; se um dos pais for obeso a chance sobe para 40% e se ambos os pais forem, a chance é de 80%. Muito disso em consequência da cultura do big food.

Consequências

O excesso de peso pode acarretar outros diversos problemas de saúde, como insuficiência cardíaca, diabetes, disfunções pulmonares, doenças cardiovasculares, pressão alta, dificuldades respiratórias, apneia do sono e até alguns tipos de câncer.

Quanto às consequências psicológicas, ainda não é claro se a obesidade ocorre por conta dos problemas psicológicos ou ao contrário, mas observa-se uma relação entre esses dois tipos de problemas. Ansiedade, depressão, transtorno bipolar, distimia e, principalmente, baixa autoestima devido à pressão social que a pessoa sofre.

Tratamento

Como a principal causa da obesidade é o consumo excessivo de calorias combinado com o gasto menor que o necessário, o tratamento mais usado e recomendável é a adoção de um estilo de vida mais saudável, que junte uma dieta balanceada com uma rotina de exercícios. Se seguido de forma correta, essa mudança não apenas te ajuda a perder peso como garante que o quadro seja revertido e se estabilize mais facilmente.

Se for mais grave, como em boa parte dos casos de obesidade mórbida, o uso de medicamentos também passa a fazer parte do tratamento - mas sempre em conjunto com a reeducação alimentar e com exercícios físicos. O medicamento jamais deve ser usado sem prescrição, pois além de não ser eficaz sozinho, pode causar sintomas adversos como insônia, aumento da pressão, depressão, ansiedade e até dependência.

A gastroplastia, popularmente conhecida como cirurgia bariátrica, vem se tornando mais comum e eficaz no tratamento da obesidade mórbida, em casos em que o paciente não obteve sucesso por meio de outros tratamentos e já sofre com outros problemas relacionados a obesidade, como hipertensão, apneia do sono, diabetes, etc.

Como é um processo cirúrgico, cada caso deve ser avaliado individualmente e todos os pacientes devem se submeter a alguns exames e até a uma avaliação psicológica antes de fazerem a cirurgia. Esse tipo de processo é muito complexo e está sujeito a complicações; a intervenção exige uma mudança nos hábitos alimentares. Para isso, os pacientes devem ter acompanhamento de um nutricionista por um longo tempo após a cirurgia, mesmo porque ela pode resultar na deficiência de algumas vitaminas.

Como evitar

A forma mais eficaz de se evitar a obesidade é mantendo uma alimentação rica em fibras, dando preferências a frutas, vegetais e carnes magras (frango e peixe) e maneirando na carne vermelha e em carnes processadas. Evitar bebidas alcoólicas, comidas muito ricas em carboidratos simples, gordura trans, glúten e açúcar também são medidas essenciais.

Outro aspecto fundamental é a prática regular de exercícios físicos, mas é sempre recomendado procurar um profissional antes que possa te indicar quais atividades são mais recomendadas para você. Fazer exercícios físicos faz bem para sua saúde física e mental, já que melhora o humor, melhora a disposição e reduz seu apetite.

Assista ao vídeo do Dr. Drauzio Varella sobre obesidade.


Fontes: Ministério da Saúde, SBEM


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