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Compostar lixo orgânico evita que quase metade do resíduo doméstico seja enviado para aterros e lixões; empresa carioca, Casca, oferece solução de coleta e compostagem para quem não possui composteira

No Brasil, quem realiza a compostagem dos próprios resíduos orgânicos gera benefícios significativos para o meio ambiente. Além de reduzir o envio de quase metade (em peso) dos resíduos domésticos que seriam enviados para aterros, a compostagem evita a emissão de gases-estufa para a atmosfera. Porém, o país ainda não tem uma infraestrutura adequada para realizar a compostagem em grande escala, o que faz com que essa prática dependa da iniciativa de cada consumidor. 

É possível realizar a compostagem caseira dos resíduos orgânicos até mesmo em apartamentos, com o uso de composteiras. Entretanto, por questões pessoais, há quem não possa instalar composteiras em casa. Mas, a empresa carioca Casca já tem a solução para esse problema: ela oferece serviços de coleta e compostagem de resíduos orgânicos de casas e restaurantes. Entenda: 

Imagem: Divulgação

O problema do lixo orgânico no Brasil

No Brasil, a maior parte do lixo orgânico produzido não é reciclada. Esse tipo de resíduo poderia ser compostado e transformado em adubo orgânico, o que reduziria a emissão de gases-estufa. Entretanto, ele vai parar em aterros e lixões, e acaba emitindo gases do efeito estufa durante seu transporte e decomposição, além de contaminar o solo e, em alguns casos, o lençol freático

Para se ter uma ideia, de acordo com dados do Panorama de Resíduos Sólidos do Brasil 2020, 40,5% de todo lixo coletado no território nacional tem destinação inadequada (dados de 2019). Em números absolutos, isso significa que, das 32,9 milhões de toneladas de resíduos orgânicos produzidos em 2019, 13,3 milhões foram destinados para ambientes inapropriados (aterros controlados e lixões), gerando contaminação ambiental. O mesmo relatório ainda aponta que a tendência é que este número aumente nos próximos anos.

Cada pessoa produz 170 kg de lixo orgânico por ano

Uma pessoa produz, em média, 170 quilos de matéria orgânica por ano. Essa quantidade representa 45,3% de todo o lixo (em peso) produzido por pessoa no País. Dessa forma, ao todo, são 35,82 milhões de toneladas de lixo orgânico produzido por ano, que poderia ser reciclado por meio da compostagem. 

Esse cenário revela que ainda estamos longe de cumprir as metas estabelecidas na Política Nacional de Recursos Sólidos, e do respectivo seu Marco Legal, que tem por objetivo universalizar o acesso aos serviços de saneamento básico e dar fim aos aterros controlados e lixões (destinos inadequados e que geram contaminação ambiental). Por outro lado, compostar os resíduos domésticos reduz a emissão de gases do efeito estufa como CO2 e metano, evita que os resíduos contaminem o meio ambiente e ainda produz um rico adubo orgânico que pode ser utilizado para fertilizar plantas ornamentais e cultivar alimentos. 

Ao ser utilizado para plantar, o adubo proveniente da compostagem ajuda a capturar CO2 da atmosfera. O que seria descartado e impactaria negativamente o ambiente (o lixo orgânico), é reciclado e gera impactos positivos, contribuindo para a economia circular, um modelo econômico que propõe o fim da geração de resíduos.

O que é compostagem?

A compostagem é o processo biológico de valorização da matéria orgânica, seja ela de origem urbana, doméstica, industrial, agrícola ou florestal, e pode ser considerada como um tipo de reciclagem do lixo orgânico. Ela pode ser feita em casa ou em usinas de compostagem, por meio da contratação de serviços. O processo envolve a degradação da matéria orgânica realizada por micro-organismos e em alguns casos, animais, como as minhocas, que retornam os nutrientes da matéria orgânica para o ambiente na forma de húmus, um rico adubo orgânico. 

Benefícios de compostar o lixo orgânico

A compostagem é significativamente benéfica para o meio ambiente, seja aplicada no ambiente urbano (domésticos ou industriais) ou rural. Sua maior vantagem se dá no processo de decomposição, no qual ocorre somente a formação de dióxido de carbono ou gás carbônico (CO2), água (H2O) e biomassa (húmus).

Por se tratar de um processo de fermentação que ocorre na presença de oxigênio (aeróbio), a compostagem permite que não ocorra a formação de gás metano (CH4), um gás comumente gerado em aterros por ocasião da decomposição de resíduos. O metano é altamente nocivo ao meio ambiente e muito mais agressivo, pois é um gás de efeito estufa cerca de 21 vezes mais potente que o gás carbônico.

Ao reciclar o lixo que seria destinado aos aterros por meio da compostagem, há, por consequência, uma economia nos custos de transporte e de uso do próprio aterro, ocasionando o aumento de sua vida útil. 

Até mesmo em ambientes urbanos (e em apartamentos) é possível instalar composteiras domésticas para a reciclagem do lixo. Mas, para casos em que isso não é possível, é possível contratar o serviço de coleta e compostagem, como o oferecido pela empresa carioca Casca.

Casca, uma empresa que coleta e composta seu lixo orgânico

A Casca é uma empresa que faz a coleta e compostagem de resíduos orgânicos no Rio de Janeiro. Criada por amigos que gostavam de compostar, o negócio de impacto cresceu e também passou a promover o comércio local, com um e-commerce que oferece brindes e cashback para quem contratar o serviço de coleta e compostagem dos resíduos orgânicos.

Hoje, localizada na zona sul do Rio de Janeiro, a Casca oferece os serviços de coleta e compostagem de resíduos orgânicos em casas e restaurantes. Com um triciclo, um colaborador da Casca deixa um balde de 18 litros na casa do assinante. Então, o cliente pode utilizá-lo para descartar seu lixo orgânico compostável como cascas de vegetais, frutas, borra de café, guardanapo, palito de dente, folhas secas, podas, carnes, papel, filtro de café, casca de ovo, entre outros. 

Mas é importante evitar colocar no balde resíduos como óleos, vidros e alumínio para não comprometer a compostagem. Porém, não é necessário se preocupar com quantidade, pois é possível contratar o serviço de coleta uma ou duas vezes por semana ou a cada 15 dias, dependendo do tamanho da família e do consumo. 

A cada coleta, o assinante recebe um novo balde limpo para recomeçar o descarte correto de seus resíduos orgânicos, que são coletados e levados para empresas especializadas em compostagem, parceiras da Casca. Atualmente, 85% das viagens para a coleta e entrega dos baldes não emitem carbono, pois são realizadas de triciclo. Porém, a meta dos sócios é que esse número chegue a 100%.

Além de reduzir o envio de quase metade (em peso) dos resíduos domésticos que seriam enviados para aterros, os serviços da Casca impactam a sociedade positivamente promovendo o comércio local. Os assinantes do serviço de compostagem recebem um cashback no e-commerce com uma curadoria de produtos veganos e sustentáveis totalmente livres de frete, que são entregues toda sexta-feira. Além disso, é possível utilizar o cashback recebido e obter gratuitamente o adubo produzido, que fica disponível na loja on-line. Se você mora no Rio de Janeiro e está procurando reduzir a pegada ambiental do seu consumo praticando compostagem, fale com o pessoal da Casca e mude seu impacto no mundo!

Avatar do autor Stella Legnaioli
Escrito por:

Stella Legnaioli

Gestora ambiental formada pela Universidade de São Paulo e jornalista pelo Portal eCycle. Vegana e livre de glúten, nasci na Avenida Paulista, mas aceito convites para morar em uma ecovila!