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Surto é o quadro inicial de disseminação de uma doença

Imagem de Brian McGowan em Unsplash

O quadro de disseminação de uma doença é classificado como surto quando ocorre um aumento inesperado do número de infectados em uma região específica. Ou seja, o termo “surto” é usado para indicar o crescimento na quantidade de casos da doença em locais específicos, geralmente bairros ou cidades.

O termo epidemia, por sua vez, é usado quando existe a ocorrência de surtos em várias regiões. Uma epidemia municipal ocorre quando diversos bairros apresentam certa doença, por exemplo. Se forem diversas cidades, trata-se de uma epidemia estadual e também há epidemias nacionais, aquelas em que há casos de uma mesma doença em diferentes regiões do país.

A dengue é um exemplo de doença que já atingiu a classificação de epidemia em mais de uma ocasião, se espalhando por diversas regiões do Brasil.

Exemplos de doenças que começaram sendo surtos

Em 2017, o aumento repentino no número de casos de febre amarela em Minas Gerais foi considerado como surto. O boletim divulgado pelo estado em 2018 confirmou 61 mortes entre os 164 casos registrados no ano anterior. Evitar a aglomeração de pessoas em épocas de surtos de doenças transmissíveis pelo contato físico e reforçar a vacinação (quando existente) são formas de prevenir o contágio e a disseminação.

O surto é o quadro inicial da disseminação de uma doença. A Covid-19, por exemplo, foi descrita inicialmente como surto. Após sua expansão para várias cidades da China, passou a ser considerada uma epidemia e, quando atingiu níveis mundiais, foi classificada como pandemia.

Como identificar um surto?

A ocorrência de um surto pode ser identificada de diversas maneiras. Entre elas, destacam-se:

  • Informação procedente da imprensa;
  • Informação procedente da comunidade;
  • Notificação por profissionais de saúde que percebem em sua rotina uma elevação do número de casos de certas doenças ou de sua gravidade;
  • Análise de rotina de dados de vigilância epidemiológica. Tais dados podem ser obtidos de diversas formas, incluindo a notificação compulsória de doenças, inquéritos ou busca ativa em uma investigação, assim como a detecção laboratorial.

A detecção de surtos exige a adoção de medidas oportunas para o seu controle e prevenção da ocorrência de novos casos. A maior parte dos surtos é de etiologia infecciosa e transmissível e muitas vezes representam razões para a realização de investigação sistemática com vistas à identificação da fonte de infecção e adoção das medidas de controle.

Segundo o Ministério da Saúde, a correta descrição do problema, considerando a delimitação da extensão geográfica e o entendimento sobre a população afetada, pode auxiliar na conclusão sobre as possíveis fontes ou causas do agravo, fornecendo mais subsídios para as tomadas de decisão da área médica e científica.

Como prevenir um surto?

A principal forma de prevenção contra os efeitos de um surto é ter sistemas de vigilância que detectem rapidamente os casos, laboratórios equipados para identificar as causas de novas doenças, dispor de uma equipe habilitada para conter o surto, evitando novos casos, e ter sistemas de gerenciamento de crise, para coordenar a resposta.

Por fim, há estudos que comprovam que as doenças transmitidas de animais para seres humanos estão em ascensão e pioram à medida que habitats selvagens são destruídos pela atividade humana. Cientistas sugerem que habitats degradados podem incitar e diversificar doenças, já que os patógenos se espalham facilmente para rebanhos e seres humanos. Isso aumenta a necessidade de preparo para futuros surtos e levanta o alerta com relação ao comportamento predatório da humanidade para com o restante do planeta.


Fontes: Guia para Investigações de Surtos ou Epidemias e Guia Prático de Investigação Epidemiológica de Surtos de Doenças Transmissíveis


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