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Descubra se o pernilongo representa algum perigo à sua saúde e confira curiosidades sobre este incômodo mosquito

pernilongoImagem de WikiImages em Pixabay

O pernilongo (Culex Quinquefasciatus) é um mosquito do gênero Culex, que possui mais de 300 espécies. Conhecido pelo zumbido irritante que emite e a picada dolorida, que pode causar coceira intensa e ulcerações na pele em pessoas alérgicas, o inseto tem hábitos noturnos e, durante o dia, se abriga em lugares úmidos, protegidos do vento.

Conhecido por ser relativamente inofensivo, o pernilongo prefere ambientes pouco higiênicos para abrigar seus ovos, com alta carga de matéria orgânica, como esgotos e água parada. A responsável pela picada é a fêmea, que se alimenta de sangue e costuma atacar seus alvos após o pôr do sol. Já os machos se alimentam de néctar e frutas.

Típicos de regiões tropicais e muito comum no Brasil, os pernilongos costumam infestar as casas principalmente nos meses mais quentes do ano. A fêmea adulta vive em média um mês, em boas condições alimentares e mantida a uma temperatura constante por volta dos 28 graus.

Além disso, em temperaturas elevadas, os ovos eclodem mais rápido. A longevidade desses mosquitos diminui drasticamente em baixas temperaturas – e é por isso que os pernilongos costumam dar uma folga durante o inverno. 

O pernilongo causa doenças?

Embora ainda não haja comprovação científica de que os pernilongos possam causar doenças mais graves, como dengue, chikungunha e febre amarela, o pernilongo é considerado uma questão de saúde pública, porque é o principal vetor da doença incapacitante filariose linfática, mais conhecida como elefantíase, e pode transmitir diversas aboviroses, como febre do Nilo Ocidental, febre de Mayaro e encefalite de Saint Louis.

O aumento da urbanização, a redução do saneamento e o uso generalizado de inseticidas são fatores adicionais que favorecem a disseminação geográfica desse mosquito peridoméstico; a urbanização e a diminuição do saneamento levam a aumentos no habitat das larvas, enquanto o uso de inseticidas limita a competição de espécies mais suscetíveis.

Além disso, existem estudos em andamento sobre a possibilidade de que o pernilongo seja vetor de de algumas doenças, como a zika. Por isso, para se prevenir, instale barreiras físicas, como telas de proteção nas janelas, e evite manter frestas abertas durante o verão, quando a atividade dos pernilongos é mais comum, após as 18 horas. Além disso, utilize repelente e elimine depósitos de água suja e parada na sua casa.

Por que a picada de pernilongo coça?

Pessoas que apresentam alergia à picada do pernilongo podem exibir sinais que vão de vermelhidão, inchaço, dor, coceira intensa e presença de líquido no local afetado. Esses sintomas representam uma reação do organismo a um componente intruso, como a saliva do mosquito.

Isso acontece porque a saliva do pernilongo contém anticoagulantes, anestésicos e outras substâncias que nosso corpo entende como invasoras. Em resposta, as células sentinelas do sistema imunológico, chamadas de mastócitos, liberam histamina e outros agentes de defesa do organismo para combater a invasão. Na maior parte dos casos, essa reação pode levar a sintomas leves, como coceira e inchaço.

No entanto, algumas pessoas podem apresentar uma reação exagerada à picada de pernilongo. O choque anafilático ocorre quando há sensação de desmaio, tontura, confusão mental, inchaços em várias partes do corpo, dificuldade para respirar, queda de pressão, náuseas, hiperidrose e taquicardia. Se você apresentar esses sintomas, é importante procurar orientação médica imediatamente, pois há risco de morte por asfixia.


Fontes: CABI.org, Frontiers in Microbiology, University of Florida e Scielo


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