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Relação: fome x mudanças climáticas ; elevação do preço dos alimentos e, consequentemente, aumento da fome no mundo.

Quando você entra no seu carro pela manhã e vai dirigir até seu trabalho, há um sistema projetado para te levar com segurança até lá. O carro possui cintos de segurança, airbags, alarmes, etc. Na rua, o sistema de tráfego tem inúmeras regras, como limite de velocidade, placas sinalizadoras, semáforos e entre outros, sempre fiscalizados por radares e/ou policiais. O resultado é a queda de acidentes, apesar do aumento do tráfego. Todo esse esforço para garantir um trânsito seguro te faz pensar que esse conjunto de preocupações não seria diferente com uma tarefa mais básica ainda: garantir alimentos para todos. Bom, você está errado.

A Oxfam, organização internacional que atua na busca de soluções para o combate à pobreza, a injustiças, entre outros assuntos relacionados, publicou um novo relatório no qual prevê que as mudanças climáticas da Terra irão dificultar a agricultura e, consequentemente, elevarão os preços dos alimentos, aumentando a fome no mundo. Tudo bem que essa notícia não é mais uma novidade, mas, o interessante, é que esse relatório tem como objetivo fiscalizar as responsabilidades ambientais das 10 maiores indústrias alimentícias do mundo. O relatório conclui que, em algumas indústrias, a responsabilidade ambiental beira à negligência.

Todas as companhias analisadas têm programas ambientais para reduzir a liberação de gases causadores do efeito estufa, mas nenhum deles é suficiente. É preciso ir mais longe. “Essas empresas tem falado sobre os riscos que as mudanças climáticas trazem de maneira bastante consistente”, disse Heather Coleman, gerente de Mudança Climática da Oxfam America. Mas, se há então essa consciência por parte das indústrias, por que não colocar as ideias em prática, criando acordos empresariais consistentes sobre neutralização de carbono, por exemplo?

Bem, é como o momento em que te fazem uma pergunta em meio a um grande público. Você sabe a resposta, mas fica em silêncio para não correr o risco de errar ou parecer arrogante. As indústrias fazem algo parecido: ao invés de tomarem a frente e assumirem suas posições políticas ambientais, preferem continuar aonde estão. A Oxfam faz o papel incentivador e fiscalizador por uma ação urgente não só das indústrias, mas também dos governos e do nível individual. É uma tarefa difícil, mas não há mais alternativa. Se não agirmos agora, as mudanças climáticas serão cada vez mais fortes e com proporções terríveis.

Faz algum tempo já que estão ocorrendo eventos climáticos recordes em todo o mundo. Aqui no Brasil também. Em 2013, tivemos a pior seca dos últimos 50 anos na região nordeste, segundo o relatório da Organização Meteorológica Mundial (WMO, sigla em inglês). A colheita de café foi bastante prejudicada, elevando o preço da saca em até 50%.

Algumas poucas indústrias estão começando a levantar a bandeira e modificar seus hábitos ambientais, como por exemplo a Unilever, aponta Coleman. Mas, ao menos que as indústrias comecem a neutralizar carbono significativamente, esses esforços serão meramente simbólicos.

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