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O estado de Washington legalizou o uso recreativo da maconha, o que vem provocando o uso inusitado e até polêmico dessa erva

Desde que o estado de Washington, nos EUA, legalizou o uso recreativo da maconha, os produtores da erva se viram diante de um novo problema: o que fazer com o caule, com a raiz e com outros resíduos de suas plantas? Conversando com alguns especialistas, William von Schneidau teve a ideia de adicionar resíduos de cannabis à ração de seus porcos. Ele, então, se associou a Top Shelf Organic, uma das autoridades locais que cultiva maconha, e começou o projeto “porco maconha”: alimentação de porcos com ração que contenha resíduos da “marijuana” (como é conhecida a erva nos EUA).

Susannah Gross é outra pecuriasta dessa região que adotou a prática. Ela conta que, por enquanto, apenas quatro porcos de seu rebanho são alimentados por esse tipo de ração, mas que está gostando do resultado. Gross diz que esses quatro porcos ganharam entre 20 e 30 quilos, pois só dormem. Aliás, no Butão, essa prática também é comum, pois a população local acha que essa erva faz os porcos dormirem mais e, assim, devido à falta de exercícios, eles ficam mais gordos.

Von Schneidau tem uma loja no famoso Pike Place Market, no centro de Seattle, e garante que seus clientes têm elogiado a nova consistência e o novo sabor da carne que vende. Mas ele diz que a carne de porco “aditivada” do seu rancho não produz qualquer efeito que a maconha normalmente pode provocar. “Eu comi e não senti nada de diferente”, afirma ele. No entanto, há poucos estudos referentes a esse assunto. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar relatou, em 2011, que “não existem estudos sobre a tolerância ou sobre os efeitos de níveis de THC (principal responsável pelos efeitos da maconha) em animais produtores de alimentos”. A agência também disse que “não há dados disponíveis sobre a provável transferência de THC […] para os tecidos de animais”.


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