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MP2.5, conhecido como material particulado, pode trazer problemas para a saúde e o meio ambiente, como câncer de pulmão e chuvas ácidas, respectivamente

O MP2.5 é um material particulado fino que está presente em alguns aerossóis. Esse tipo de partícula possui tamanho microscópico, e, por isso, quando liberado no ar, pode entrar facilmente nas vias respiratórias, causando problemas como asma, pneumonia e câncer de pulmão. Além disso, o MP2.5, emitido pela queima de combustíveis fósseis e de matéria orgânica, pode contribuir para o aquecimento global e para as chuvas ácidas.

O que são os materiais particulados e qual a sua composição?

Materiais particulados são compostos químicos em suspensão na atmosfera que podem ser encontrados em estado líquido ou sólido. Essas partículas são formadas a partir da queima de combustíveis fósseis liberados por automóveis e atividades industriais, como os carros e as usinas de energia; e por atividades agrícolas, como a queima da palha da cana-de-açúcar.

Os materiais particulados podem ser classificados em: 

  • Grossos: diâmetro entre 2,5 e 10 μm; 
  • Finos: de 0,1 até 2,5 μm; 
  • Ultrafinos: de 0,01 até 0,1 μm e; 
  • Nanopartículas: inferior a 0,01μm. 

A composição dos materiais particulados pode variar de acordo com o tamanho da partícula e das atividades poluidoras que a originaram. O MP2.5, que abrange partículas de 0,1 até 2,5 μm, pode conter substâncias perigosas para a saúde como cobre (Cu), chumbo (Pb), cádmio (Cb) e manganês (Mn).

Problemas de saúde causados pelo MP2.5 

 Imagem de Anastasia Gepp em Pixabay

A poluição atmosférica é um problema recorrente em áreas urbanas e rurais. Um estudo publicado pela Science Direct avaliou que a poluição do ar é um fator determinante para o aumento de doenças respiratórias e pela morte precoce no mundo todo. 

O agravante dos materiais particulados é que, quanto menor o seu tamanho, maior o risco de contaminação. Essa característica microscópica faz com que o MP2.5 entre com facilidade no sistema respiratório e se acumule no organismo de seres humanos. Ele pode causar doenças respiratórias, problemas cardiovasculares, câncer de pulmão e disfunções no sistema reprodutivo, diminuindo a expectativa de vida, principalmente em países em desenvolvimento. 

Problemas para o meio ambiente

O MP2.5 pode ser encontrado sob a forma de carbono negro e compostos químicos, como SO42 e SO42. Esses materiais são resultado da queima de combustíveis fósseis e matéria orgânica, sendo os dois últimos um dos principais responsáveis pela  chuva ácida. Já o primeiro, o carbono negro, contribui para o aquecimento global e é resultado de queimadas em áreas de vegetação. 

Como evitar a emissão e contaminação por material particulado

Algumas mudanças de hábitos podem ajudar a evitar a emissão de MP2.5 no ambiente e melhorar a qualidade do ar. Substituir o uso de automóveis movidos a combustível fóssil por bicicletas é uma possível alternativa.

A bicicleta, além de ser uma ferramenta que possibilita a prática de exercício físico, é uma opção de meio de transporte sustentável, pois não emite  materiais particulados na atmosfera. Se esta opção não for viável para você, procure utilizar outros modais que não sejam movidos a combustíveis fósseis, como metrô e trem. Outra alternativa é combinar o uso de bicicleta e transporte público quando for possível. 

Se você é fumante, outra forma de poupar a emissão de MP2.5 para a atmosfera é descartar suas bitucas de cigarro corretamente. Esse item pode ser responsável por incêndios significativos em áreas verdes, sendo um contribuidor da emissão de MP2.5. Para evitar incêndios em áreas verdes, como florestas, evite acender fogueiras ou jogar bitucas perto de vegetações densas.

Saiba mais sobre esse tema na matéria: “Bituca de cigarro: uma grande vilã ambiental” e no vídeo a seguir: