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Entenda o que causa a falta de metionina, seus possíveis riscos e a importância desse aminoácido

A metionina é um aminoácido essencial responsável pela produção de moléculas importantes para o funcionamento das células. Como não é produzido pelo corpo, deve ser ingerido por alimentos. Ele é encontrado em carnes, peixes e laticínios, mas também pode ser consumido em forma de suplementos alimentares. 

Além de auxiliar na produção de proteínas, a metionina também é essencial por sua conversão em importantes moléculas contendo enxofre. Essas moléculas são responsáveis pela proteção dos tecidos, modificação do DNA e por manter o funcionamento saudável das células. 

Um aminoácido contendo enxofre também é importante na melhora do tom e da flexibilidade da pele, cabelo e fortalecimento das unhas. Eles estão presentes, também, em diversos processos desintoxicantes, protegendo as células contra a ação de poluentes, retardando o envelhecimento celular e é essencial para absorção e biodisponibilidade de selênio e zinco.

A metionina também possui um papel crítico no processo de produção de novas proteínas dentro das células. O processo ocorre naturalmente após a quebra dessas proteínas que pode ser derivada de exercícios físicos. 

Ela é comumente ingerida durante tratamentos de distúrbios hepáticos e infecções virais, porém, pode apresentar alguns efeitos adversos. 

Onde encontrar 

Como já mencionado, a metionina pode ser encontrada em diversas fontes de proteína animal, incluindo: 

  • Ovos
  • Peixes
  • Carnes
  • Aves
  • Laticínios

Por conta de sua presença ser maior em alimentos animais, pesquisas indicam que veganos e vegetarianos possuem pouco conteúdo do aminoácido em suas dietas. Entretanto, um estudo mostrou que vegetarianos possuem uma maior concentração de metionina no sangue do que pessoas que consomem peixe. 

Imagem de Waldemar Brandt no Unsplash

Dietas com baixo teor de metionina

Embora a sua importância, como retratada nos tópicos anteriores, alguns estudos comprovam que dietas baixas em metionina podem ser benéficas. 

Um exemplo disso foi observado em uma pesquisa publicada em 2012, que comprovou que algumas células cancerígenas dependem da metionina dietética para crescer. Desse modo, limitar o consumo do aminoácido pode ser benéfico para evitar a proliferação da doença. Por proteínas vegetais conterem menos metionina que as animais, especialistas recomendam dietas plant-based durante o tratamento de alguns tipos de câncer

Além disso, diversas pesquisas em animais comprovaram que reduzir o consumo do aminoácido pode aumentar a vida útil e melhorar a saúde (Confira aqui 1, 2 e 3). Em ratos, por exemplo, uma dieta baixa em metionina aumentou a vida útil desses mamíferos em até 40%. 

Deficiência de metionina 

Uma pesquisa feita na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP) indicou que a deficiência de metionina pode interferir na expressão de genes relacionados ao metabolismo de gorduras no fígado. De acordo com a pesquisa, dietas com quantidades inadequadas desse aminoácido podem causar a desregulação de vários microRNAs que desempenham papéis significativos na homeostase hepática. 

Em testes com ratos de laboratório, especialistas comprovaram que a acumulação de gordura no fígado só ocorre pela deficiência de metionina. Esse acúmulo cria uma predisposição para o desenvolvimento de cirrose, câncer e outras doenças. 

Ingestão recomendada 

A ingestão recomendada de metionina é de 19 mg/kg por dia para adultos. Porém, como toda e qualquer outra suplementação, deve ser acompanhada e recomendada por profissionais da saúde, como médicos ou nutricionistas. 

Efeitos colaterais

Na maioria dos casos, a ingestão de metionina é segura para humanos se é recomendada por um profissional de saúde. Contudo, ela também pode oferecer alguns efeitos colaterais, como dor de cabeça, azia, náusea, diarreia e tontura.