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Erva-de-são-joão tem diversas propriedades medicinais, mas consumo também exige cautela

Imagem de WikimediaImages no Pixabay

A erva-de-são-joão ou hipérico leva o nome científico Hypericum perforatum e pertence à família Hypericaceae. Foi batizada em razão de suas flores amarelas e brilhantes, que florescem na época da festa de São João Batista, em 24 de junho, na América do Norte e na Europa. É encontrada também na América do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Ásia Oriental. A planta cresce em áreas ensolaradas e chega a ter de 50 a 100 centímetros de altura.

Embora seja mais conhecida por tratar a depressão leve e moderada, a erva-de-são-joão tem sido largamente utilizada também no tratamento de dor de cabeça, gastrite, hemorroidas, tétano, doenças mentais e outros. Como tem propriedades antifúngicas, antioxidantes e antibacterianas, a erva-de-são-joão é usada ainda para diversos outros fins, como laxante, diuréticos, antitérmico, cicatrizante, nevralgias, insônias e dores.

A erva-de-são-joão pode causar sérias interações com alguns medicamentos. Por isso, a França proibiu o uso de erva-de-são-joão em produtos. Vários outros países, incluindo Japão, Reino Unido e Canadá, estão em processo de atualização dos rótulos de advertência dos produtos feitos com a erva-de-são-joão. Por isso, é preciso ficar atento ao consumo de produtos à base dessa planta se estiver tomando outros medicamentos.

Além disso, deve ser utilizada com cautela, porque apresenta alguns efeitos colaterais, entre eles irritação gastrointestinal, agitação, cansaço ou reações alérgicas. Anticoncepcionais, por exemplo, podem ter eficácia reduzida se ingeridos concomitantemente com algum produto à base da erva-de-são-joão.

Para tratar a depressão, a erva-de-são-joão já se mostrou eficaz em diversos estudos, especialmente a leve a moderada. Pode ser usada também para aliviar condições que acompanham a depressão, como fadiga, perda ou excesso de apetite, distúrbios do sono e ansiedade.

Tratamento da depressão leve e moderada

Um dos estudos mais abrangentes sobre os efeitos da erva-de-são-joão sobre a depressão foi conduzido por pesquisadores nos Estados Unidos e publicado no Cochrane Database of Systematic Reviews. Os pesquisadores analisaram 29 ensaios clínicos publicados anteriormente (com um total de 5.489 participantes) que compararam os efeitos da erva-de-são-joão com um placebo ou um medicamento antidepressivo tradicional de quatro a doze semanas.

Os resultados indicaram que os extratos da erva eram mais eficazes que o placebo e que eram tão eficazes quanto os antidepressivos alopatas, sem apresentar tantos efeitos colaterais.

Mais benefícios da erva-de-são-joão

Algumas pessoas tomam um óleo feito com erva-de-são-joão, por via oral, para tratar indigestão. O óleo também pode ser aplicado na pele para aliviar hematomas e arranhões, inflamações e dores musculares, escamação e coceira (psoríase), queimaduras de primeiro grau, feridas, picadas de insetos e outros problemas. No entanto, não é recomendado aplicar a erva-de-são-joão diretamente na pele, pois pode causar séria sensibilidade à luz solar.

Outros usos da erva incluem bem-estar geral, alívio de palpitações cardíacas, de mau humor e de outros sintomas da menopausa, tratamento de transtornos mentais que apresentam sintomas físicos, síndrome pré-menstrual (TPM), transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), fobia social, infecções virais e tabagismo.

Possíveis efeitos colaterais

Pessoas que consomem suplementos orais à base de erva-de-são-joão por um curto período de tempo podem sentir efeitos adversos, como:

  • Dor de estômago leve
  • Diarreia
  • Boca seca
  • Dor de cabeça
  • Cansaço
  • Tontura
  • Ansiedade
  • Inquietação
  • Formigamento
  • Reações alérgicas na pele
  • Disfunção sexual ou erétil
  • Sonhos vívidos
  • Lesão hepática
  • Psicose (raro)

A erva-de-são-joão pode causar erupções cutâneas e aumentar a sensibilidade da pele e dos olhos à luz solar. Se você tem lúpus ou está tomando medicamentos que podem causar fotossensibilidade (como alguns medicamentos para acne), consulte profissionais da área médica antes de iniciar o tratamento.

Contraindicações

Grávidas, lactantes e mulheres que fazem uso regular de anticoncepcionais devem consultar profissionais da área médica antes de iniciar o tratamento com a erva-de-são-joão. Outras condições que pedem cautela são:

  • Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)
  • Transtorno bipolar (pode desencadear o estágio de mania)
  • Depressão grave
  • Esquizofrenia (pode aumentar o risco de psicose)
  • Doença de Alzheimer
  • Interações medicamentosas
  • Antibióticos
  • Antidepressivos
  • Contraceptivos orais
  • Imunossupressores
  • Anticoagulantes, como varfarina
  • Sedativos e medicamentos usados ​​para tratar a ansiedade
  • Medicamentos usados ​​para tratar câncer, doenças cardíacas e HIV
  • Medicamentos que não exigem receita médica (contra insônia, tosse e resfriado)

Além disso, consumir a erva-de-são-joão junto com antidepressivos ou qualquer substância que eleve os níveis de serotonina pode causar a síndrome da serotonina, uma condição potencialmente perigosa resultante de um excesso da substância. Os sintomas incluem confusão, febre, alucinações, náuseas, perda de coordenação muscular, sudorese e tremores.



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