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Descubra o que é capitalismo consciente, seus pilares e sua prática nas empresas

Imagem de DarkmoonArt_de no Pixabay

O capitalismo consciente é uma filosofia de negócios desenvolvida por John Mackey, cofundador e CEO da Whole Foods Market, e Raj Sisodia, especialista em gestão e professor da Babson College. Juntos, eles fundaram o Instituto Conscious Capitalism, em 2010. Três anos mais tarde, publicaram em coautoria o livro Conscious capitalism: liberating the heroic spirit of business (“Capitalismo consciente: como liberar o espírito heroico dos negócios”). A organização define o capitalismo consciente como uma “maneira de pensar sobre o capitalismo e os negócios que reflita sobre onde estamos na jornada humana, o estado de nosso mundo hoje e o potencial inato dos negócios para causar um impacto positivo no mundo”.

A ideia do capitalismo consciente é trazer resultados positivos para a empresa e para a sociedade como um todo. Por isso, é cada vez maior o número de empresas que acreditam que fazer negócios é mais do que apenas ganhar dinheiro. Essas empresas tornaram-se mais atentas aos problemas sociais, ambientais e econômicos que afetam a sociedade, focando menos o lucro e mais o coletivo. Assim, surgiu o capitalismo consciente, com o princípio de que o capitalismo, como sistema estabelecido, precisa ser reavaliado e reconstruído de forma mais humana.

O capitalismo consciente envolve a preocupação com a degradação ambiental e a pobreza extrema, bem como a consciência de que a solução para esses problemas só será possível com a participação ativa do mundo empresarial. O capitalismo consciente encara o capitalismo como um sistema capaz de gerar mudanças sociais positivas, se for usado de forma consciente.

Os quatro pilares do capitalismo consciente

O capitalismo consciente inclui quatro pilares que se interligam, sugerindo que as empresas conscientes se comprometam com cada um desses princípios.

1. Propósito maior

Embora os lucros sejam essenciais para um negócio vital e sustentável, o capitalismo consciente se concentra em um propósito maior, que vá além do lucro. O objetivo estabelece um significado mais profundo, que por sua vez inspira e envolve funcionários, clientes e outras partes interessadas.

2. Integração de stakeholders

Empresas que adotam o conceito de capitalismo consciente concentram-se na ideia de que todas as partes têm o mesmo valor: clientes, funcionários, fornecedores, investidores, acionistas, financiadores, comunidades e meio ambiente. Cabe aos líderes cultivar uma cultura consciente e promover propósitos e valores dentro do negócio, para alcançar transformações positivas e agregar valor ao trabalho.

3. Liderança consciente

Com a mentalidade “nós” em vez de “eu”, os líderes conscientes abraçam o propósito da empresa, criam valor para todas as partes interessadas (stakeholders) e inspiram ações que contribuem para uma cultura consciente.

4. Cultura consciente

O capitalismo consciente contribui para uma cultura de confiança, cuidado e cooperação entre os funcionários da empresa e todos os outros stakeholders.

Benefícios do capitalismo consciente

Um estudo liderado por Raj Sisodia e publicado na segunda edição de seu livro Firms of endearment: how world-class companies profit from passion and purpose (“Empresas humanizadas: pessoas, propósito, performance”, 2014) mostra os resultados práticos do capitalismo consciente nas empresas. Com base em critérios como propósitos, remuneração e benefícios aos funcionários, qualidade nos serviços e investimentos na comunidade e no meio ambiente, a pesquisa comprovou que as empresas consideradas conscientes vêm apresentando desempenho superior ao das demais. Ações de 18 empresas que praticam o capitalismo consciente, por exemplo, tiveram um desempenho 10,5 vezes superior do que o índice S&P 500 (que representa o comportamento das 500 principais empresas da economia americana na Bolsa de Valores), entre 1996 e 2011.

Outros benefícios do capitalismo consciente são:

  • Mais harmonia entre empregadores e funcionários
  • Maior satisfação do funcionário e do cliente
  • Mais lealdade das partes interessadas
  • Maior envolvimento da comunidade
  • Melhorias nas comunidades e no meio ambiente

Exemplos de empresas que adotam o capitalismo consciente

Cada vez mais marcas e empresas já adotam os princípios do capitalismo consciente, incluindo Whole Foods Market, Starbucks, Trader Joe’s e The Container Store. A Southwest Airlines é outro exemplo, com sua abordagem de resultado financeiro triplo, que atribui igual valor às pessoas, ao planeta e aos lucros.

Por que precisamos de um capitalismo consciente

O próprio site do Instituto Capitalismo Consciente responde a essa pergunta:

“O capitalismo funciona. Ponto-final. Seu poder de mudar vidas positivamente é incomparável. No entanto, o mau uso do poder do capitalismo por alguns levou a estereótipos negativos como ganância, má conduta e exclusão. Essa forma imprecisa de pensar sobre negócios parecia destinada a ser uma narrativa inabalável – até agora. Existe uma maneira melhor de ser capitalista. Uma forma que criará um mundo melhor para todos. Um caminho para que a humanidade libere o espírito heroico dos negócios e a criatividade empreendedora coletiva, a fim de que sejamos livres para resolver os muitos desafios que enfrentamos. O capitalismo consciente fornece esse caminho.”



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