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As algas marinhas fornecem boa parte do oxigênio do planeta, entre outros benefícios

As algas marinhas são organismos fotossintetizantes, vivem predominantemente em ambiente aquático (oceanos) e contribuem significativamente para a produção de oxigênio disponível. Elas também servem como abrigo para inúmeros animais marinhos, tendo assim um grande papel nos ecossistemas. As algas foram um dos primeiros seres a habitar o planeta e hoje são usadas para diversos fins.

Elas são a base da vida marinha, e tanto as macroalgas como as microalgas são essenciais para a manutenção dos serviços ecossistêmicos. As algas marinhas também têm grande importância econômica.

São famosas por serem parte de um dos mais reconhecidos ícones da culinária japonesa, o sushi. Mas as algas têm um valor inestimável para a humanidade. Ao contrário do que diz o senso comum, as florestas não são os pulmões do mundo, mas sim as algas, que produzem cerca de 55% de todo o oxigênio do planeta. Mas os benefícios das algas marinhas não param por aí.

Elas também ajudam na prevenção do câncer e nos tratamentos de doenças de pele e capilar. As algas marinhas são ricas em vitaminas e minerais, nutrientes, como iodo, cálcio, fósforo, magnésio e ferro; além disso, as algas marinhas também contêm vitamina K, que é anti-hemorrágica e melhora a saúde do sistema gastrointestinal. Como alimento, as algas também contêm propriedades anti-inflamatórias.

Duas substâncias encontradas em várias espécies de algas marinhas têm características antioxidantes e fotoprotetoras. São os carotenoides (pigmentos orgânicos) e as micosporinas (um tipo de aminoácido). Dessa forma, com essas substâncias provenientes das algas, seria possível até produzir filtros solares e antioxidantes naturais (que servem para combater radicais livres que podem causar diversos problemas à saúde).

Principais tipos de algas comestíveis:

Nori

Nori na culinária japonesa. Imagem de Mittmac por Pixabay 

A nori, meio arroxeada e que fica verde quando se seca, é uma das algas marinhas mais conhecidas, já que é usada para enrolar sushis e temakis.

Kelp

Kelp. Imagem editada e redimensionada de Linking Tourism & Conservation, em Flickr sob a licença CC BY 2.0

A kelp é uma das algas encontradas no mercado em formato de flocos, com o pigmento castanho claro a verde escuro.

Hijiki

Hijiki. Imagem de 아름 김 por Pixabay 

A hijiki é a que tem o sabor mais intenso de todas as algas.

Kombu

Kombu. Imagem de freddy an por Pixabay 

A kombu é uma das algas mais usada em sopas, vendida em tiras e pequenas folhas.

Arame

Alga arame na culinária japonesa. Imagem de josebesteiro, em Flickr

A arame, como diz o próprio nome, tem forma de arame e um gosto mais doce e ameno que a grande maioria das algas.

Ágar-ágar

Ágar-ágar. Imagem de Photographed by Eric Moody por Emoody26 está licenciada sob CC-BY-3.0

Por fim, existem as algas vermelhas, chamadas de ágar-ágar, que são muito usadas em gelatinas.

Algas podem ser usadas para despoluir esgoto e em outros serviços sanitários

Um estudo realizado na Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo mostrou que as algas podem ser usadas para despoluir esgoto. Ao crescer, as algas unicelulares do gênero Chlorella ajudam a despoluir o líquido e, ao mesmo tempo, produzem quantidades apreciáveis de biomassa. Essa biomassa pode ser usada in natura, processada como adubo ou utilizada para a produção de biocombustíveis.

O uso de algas marinhas para serviços sanitários pode economizar até 74 milhões de dólares por ano no sistema de saúde global, aponta pesquisa. O estudo, que foi realizado por especialistas da Universidade de Palermo, na Itália, observou as propriedades de redução de patógenos apresentadas pelas algas com o objetivo de analisar a capacidade sanitária desses organismos. 

Novas pesquisas deverão ser feitas para analisar a eficácia das algas marinhas no controle de patógenos. Contudo, de acordo com a pesquisa, o investimento dessa descoberta seria capaz de reduzir em até 24 milhões os casos de gastroenterite por ano.

Algas e agricultura

Na agricultura também é possível notar os benefícios das algas marinhas. Elas aumentam a resistência de estresse das plantas como pimentões, tomates, maçãs, pêssegos, laranja-lima, cravo-amarelo, trigo, milho, feijão e cevada. Além disso, os extratos de algas contribuem para a formação de sistema de raízes, aumento no conteúdo da clorofila, resistência ao estresse e diminuição do envelhecimento das células vegetais. Assim, as algas marinhas podem ser utilizadas como fertilizantes e na correção do pH do solo.

Algas podem ajudar na segurança alimentar

Pesquisadores da Universidade de Edimburgo procuraram melhorar o crescimento das plantas usando uma abordagem de manipulação genética para melhorar a eficiência da fotossíntese. A equipe utilizou algas que, na pesquisa, desenvolveram uma estrutura fotossintética especial.

Os resultados são promissores. Com a utilização das proteínas das algas, seria possível aumentar o rendimento de safras vitais como a do arroz, trigo e soja, aumentando a produtividade em 60% e tornando-as mais resistentes aos impactos das mudanças climáticas. Isso ajudará a alimentar a crescente população do planeta e garantir segurança alimentar.

Portanto, seja produzindo o nosso oxigênio ou fortalecendo a dieta, as algas marinhas são bastante benéficas.