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Novas pesquisas exploram os poderes das algas marinhas dentro do serviço sanitário

O uso de algas marinhas para serviços sanitários pode economizar até 74 milhões de dólares por ano no sistema de saúde global, aponta pesquisa. O estudo, que foi realizado por especialistas da Universidade de Palermo, na Itália, observou as propriedades de redução de patógenos das algas com o objetivo de analisar a capacidade sanitária desses organismos. 

Inspirado por uma pesquisa publicada em 2017, que discutia a concentração de patógenos Enterococcus no oceano, Fortunato Ascioti, um ecologista da Universidade de Palermo, iniciou sua análise do potencial das algas para serviços sanitários. De acordo com o ecologista, o investimento dessa descoberta seria capaz de reduzir em até 24 milhões os casos de gastroenterite por ano. 

A gastroenterite e outras doenças similares são resultantes do patógeno Enterococcus, que é mais comum em partes do oceano onde não há campos de algas. Essas doenças são responsáveis pela morte de milhões de pessoas por ano, e poderiam ser evitadas pela plantação de algas marinhas. 

Contudo, os dados divulgados por Ascioti são apenas uma estimativa, uma vez que diferentes algas podem combater diferentes tipos de patógenos e doenças, e não apenas a gastroenterite. 

Novas pesquisas deverão ser feitas para analisar a eficácia das algas marinhas no controle de patógenos. Ainda não se sabe, por exemplo, se algas diferentes possuem possíveis papéis complementares entre si ou se apenas uma espécie específica pode fazer esse trabalho. 

Contudo, essa não foi a primeira vez que o poder purificador das algas foi estudado. Afinal, essas plantas marinhas são conhecidas como filtros naturais, capazes de aprisionar sedimentos de poluição e outros agentes que podem interferir com a claridade de água. Desse modo, essas plantas são responsáveis por parte da limpeza aquática do local em que habitam. 

Por outro lado, uma pesquisa realizada em conjunto com cientistas brasileiros e holandeses que foi financiada pela FAPESP analisou a capacidade das algas em despoluir o esgoto e produzir adubo.

Nessas descobertas, especialistas acreditam que as algas podem ajudar a despoluir a água negra do esgoto — que é composta majoritariamente por fezes e urina —, e, ao mesmo tempo, criar um tipo de biomassa que seria usada como adubo. 

Entre a despoluição, clareamento e absorção de patógenos da água, as algas marinhas possuem diversos benefícios para a saúde das águas do planeta e, consequentemente, para a saúde humana. Investir em fazendas de algas, independentemente dos resultados da pesquisa realizada na Universidade de Palermo, pode fazer a diferença para a vida marinha, e para todo o planeta, uma vez que essas plantas também são responsáveis pelo sequestro de carbono