O que é tripofobia?

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A tripofobia surge quando a pessoa vê um objeto ou superfície com pequenos furos agrupados ou formas que se assemelham a furos

tripofobia Imagem editada e redimensionada de Caleb Woods, está disponível no Unsplash

A tripofobia é um medo ou nojo extremo de buracos agrupados. As pessoas com tripofobia sentem nojo quando olham para superfícies que têm pequenos orifícios reunidos. Um exemplo emblemático que causa tripofobia é a vagem de sementes da flor-de-lótus.

Outros gatilhos que podem causar tripofobia costumam ser:

  • Favos de mel
  • Corais
  • Escumadeira com furos
  • Romãs
  • Bolhas agrupadas na pele (como as de herpes)
  • Pingos de água
  • Olho composto de inseto
  • Desenhos circulares na pele
  • Texturas
  • Manchas na pele de pessoas e insetos

Sintomas da tripofobia

A tripofobia surge quando a pessoa vê um objeto com pequenos furos agrupados ou formas que se assemelham a furos. Mas se essas texturas e formatos estiverem na pele humana, a tripofobia é amplificada.

Ao ver um grupo de buracos, as pessoas com tripofobia reagem com nojo ou medo. Entretanto, o que é um gatilho para um tripofóbico, pode não ser para outro. Alguns dos sintomas incluem:

  • Arrepios
  • Repulsa
  • Desconforto
  • Angústia
  • Coceira
  • Suor
  • Náusea
  • Aceleração dos batimentos cardíacos
  • Ansiedade
  • Ataque de pânico

O que a ciência e a psicanálise dizem a respeito?

Um dos primeiros estudos sobre a tripofobia, publicado em 2013, sugeriu que esse tipo de medo pode ser uma herança genética. Os pesquisadores descobriram que a tripofobia foi desencadeada por cores de alto contraste em um determinado arranjo gráfico. Eles argumentaram que as pessoas afetadas pela tripofobia estavam subconscientemente associando itens inofensivos, como vagens de sementes de flor-de-lótus, a animais perigosos, como o polvo de anéis azuis.

Um estudo publicado pela revista Psychological Science afirma que a tripofobia é desencadeada pelo estímulo a uma porção primitiva do cérebro que associa os buracos a algo perigoso.

Outro estudo publicado em abril de 2017 mostrou que, quando crianças eram expostas às imagens de animais peçonhentos com texturas de pele desencadeadoras de tripofobia, elas sentiam repulsa; e quando expostas aos mesmos animais peçonhentos sem os padrões em formatos de buracos, a repulsa desaparecia.

Entretanto, a American Psychiatric Association do “ Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM-5) não reconhece a tripofobia como uma fobia oficial.

Para alguns estudiosos da psicanálise, por outro lado, há uma óbvia relação que as imagens de buracos aparentemente inorgânicos, que não deveriam estar lá, possuem com a negação da castração (conceito na psicanálise freudiana) e o horror ao vazio e à falta.

Fatores de risco

Não se sabe muito sobre os fatores de risco ligados à tripofobia. Mas um estudo de 2017 descobriu uma possível ligação entre a tripofobia, o transtorno depressivo maior e o transtorno de ansiedade generalizada (TAG). De acordo com os pesquisadores, as pessoas com tripofobia eram mais propensas a também experimentar transtorno depressivo maior ou TAG. Outro estudo publicado em 2016 também observou uma ligação entre a ansiedade social e a tripofobia.

Imagens que causam tripofobia

Neste artigo evitamos colocar imagens que causam tripofobia para evitar possíveis mal-estares. Mas se você ficou curiosa ou curioso a respeito, dê uma olhada no site: trypophobia.com.


Veja também:


 

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