Embalagens sustentáveis: o que são, exemplos e vantagens

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Embalagens sustentáveis causam menos danos ao meio ambiente e à saúde, mas também possuem desvantagens. Entenda

embalagens sustentáveis

Embalagens sustentáveis são uma forma de reduzir os danos causados pelos descartes. São consideradas embalagens sustentáveis principalmente as feitas de material orgânico e/ou recicláveis, que não demandam muita energia e recursos naturais em sua produção e que, após o seu descarte, tenham impactos ambientais reduzidos, podendo ser medidos por meio da Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) de produtos.

Esse é o caso, por exemplo, das embalagens biodegradáveis de fibra de coco, de papel reciclado, entre outras. Esses tipos de embalagem são alternativas ao plástico convencional. Mas o mercado também lançou embalagens de plástico oxibiodegradável que disputam a categoria de "embalagem sustentável". Veja a seguir exemplos de embalagens sustentáveis e conheça as vantagens e desvantagens de cada uma.

Embalagens sustentáveis

Embalagem de vidro

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Por essa você não estava esperando? Pois saiba que as embalagens de vidro são consideradas sustentáveis! Apesar de utilizarem areia em sua produção, elas podem ser facilmente reutilizadas (até mesmo em casa), não liberam substâncias tóxicas e podem ser recicladas diversas vezes (quando descartadas corretamente).

A vantagem do vidro em relação às embalagens biodegradáveis (que utilizam matérias-primas vegetais) é que a sua produção não compete espaço com a produção de alimentos.

Embalagem de alumínio

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Apesar de dependerem da atividade mineradora, as embalagens de alumínio pode ser consideradas sustentáveis, pois são infinitamente recicláveis! Além disso, o alumínio não é tóxico para o organismo (mas é preciso tomar cuidado com o bisfenol, um tipo de plástico que reveste latas de alimentos e age como um disruptor endócrino).

Embalagem de cogumelo

As embalagens de cogumelo são feitas a partir de raízes de cogumelos crescidas em folhas mortas, húmus e uma variedade de substâncias, que levam a materiais de diferentes texturas, flexibilidade e durabilidade. Além de biodegradável, o material é comestível (mas não é aconselhável ingeri-lo).

As desvantagens da embalagem biodegradável de cogumelos são seu elevado custo e o fato de ser potencialmente competitiva com recursos que poderiam ser utilizados para produzir alimentos.

Embalagem de papel reciclado

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As embalagens de papel reciclado também são embalagens sustentáveis. Elas são desenvolvidas principalmente para exercer a função de proteção de utensílios que precisam ser carregados. Os principais benefícios das embalagens de papel reciclado são a potencialização do tempo de vida do produto e a maximização do valor extraído das matérias-primas. Outra vantagem é a energia economizada. Porém, a cada nova reciclagem, o papel perde a qualidade e possibilidade de ser reciclado.

Embalagem de fécula de mandioca

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As embalagens de fécula de mandioca também fazem parte da categoria de embalagens sustentáveis. Elas são compostáveis, biocompatíveis e recicláveis. No entanto, o custo é mais que o dobro do que se paga pelo isopor. E elas só podem ser utilizadas para alimentos secos ou de consumo imediato. Do contrário, em contato com umidade por muito tempo, se desmancham.

Embalagem de bagaço de cana-de-açúcar

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Uma jovem curitibana criou embalagens biodegradáveis para substituir o isopor. Sayuri Magnabosco, de apenas 16 anos, utilizou bagaço de cana-de-açúcar para fazer um material que se decompõe em apenas um mês.

Seus custos e potencialidade de ser implementada em larga escala, no entanto, não foram contabilizados.

Embalagem de plástico PLA

O plástico PLA, ou melhor dizendo, plástico de poliácido láctico, é um plástico biodegradável que pode ser utilizado como embalagem alimentícia, cosmética, na produção de sacolas, garrafas, canetas, vidros, tampas, talheres, entre outros.

No processo de produção do plástico PLA, as bactérias produzem o ácido lático por meio do processo de fermentação de vegetais ricos em amido, como a beterraba, o milho e a mandioca.

Além de biodegradáveis, as embalagens feitas de plástico PLA são recicláveis mecânica e quimicamente, biocompatíveis e bioabsorvíveis. Elas são obtidas de fontes renováveis (vegetais) e, quando descartadas corretamente, transformam-se em substâncias inofensivas porque são facilmente degradadas pela água.

A desvantagem do plástico PLA é que, para ocorrer a degradação adequada, é preciso que os descartes de plástico PLA sejam feitos em usinas de compostagem, onde há condições adequadas de luz, umidade, temperatura e quantidade correta de micro-organismos e, infelizmente, a maior parte do resíduo brasileiro acaba indo parar em aterros e lixões, onde não há garantias de que o material se biodegrade 100%. E pior, normalmente as condições dos lixões e aterros fazem com que a degradação seja anaeróbia, ou seja, com baixa concentração de oxigênio, fazendo com que haja liberação de gás metano, um dos gases mais problemáticos para o desequilíbrio do efeito estufa.

Outra inviabilidade é que o custo de produção de embalagem biodegradável de PLA ainda é elevado, o que torna o produto um pouco mais caro que os convencionais.

E as normas brasileira, européia e estadunidense permitem a mistura do PLA com outros plásticos não biodegradáveis para melhorar suas características e, ainda assim, se enquadrarem como biodegradáveis.

Para saber mais sobre esse tema dê uma olhada na matéria: "PLA: o plástico biodegradável e compostável".

Embalagem de plástico de milho e bactérias

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Esse tipo de embalagem é um plástico feito por meio da biossíntese de carboidratos da cana-de-açúcar, do milho, ou de óleos vegetais de soja e palma.

Assim como as embalagens biodegradáveis de PLA, as embalagens feitas a partir do milho e da biossíntese pela bactérias são biocompatíveis (não promovem reações tóxicas e imunológicas) e biodegradáveis. Entretanto, esse tipo de plástico não pode ser utilizado em embalagens de prateleira, pois podem contaminar alimentos, a não ser que seja para servir comida na hora. Outra desvantagem desse tipo de embalagem é que ela é, em média, 40% mais cara do que as embalagens convencionais. Para saber mais sobre esse tema dê uma olhada na matéria: "Bactérias + milho = plástico".

Embalagem de fibra de coco

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As embalagens sustentáveis de fibra de coco foram desenvolvidas principalmente para embalar alimentos. Diferente de alguns tipos de plástico - como os que possuem bisfenóis, por exemplo - as embalagens de fibra de coco não são nocivas ao organismo humano. São embalagens sustentáveis pois não demandam muita tecnologia para serem desenvolvidas, são feitas a partir de matéria-prima nacional, podem voltar para a fábrica para serem recicladas e podem ser biodegradadas se colocadas no solo.

Embalagem oxibiodegradável

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As embalagens oxibiodegradáveis são feitas a partir de plástico derivado do petróleo com aditivos pró-degradantes, que aceleram a fragmentação do material com ajuda da ação do oxigênio, da luz, da temperatura e da umidade. A biodegradabilidade do material, entretanto, gera controvérsia, pois o tempo de biodegradação (pelos micro-organismos) do plástico fragmentado, ou microplástico, após a degradação química, será o mesmo que o do plástico convencional. Por isso ainda está em aberto se as embalagens de plástico oxibiodegradável podem ser consideradas embalagens sustentáveis.

Sustentabilidade de verdade

As embalagens são uma necessidade cada vez maior por conta da corrida vida moderna e acabam sendo muito úteis. Mas vale sempre lembrar que o melhor jeito de evitar os danos causados por elas é não usá-las. Principalmente as de plástico, que, quando descartadas incorretamente ou quando escapam de aterros por meio do vento e da chuva, por demorarem muito tempo para se decompor, têm seus riscos - como sufocamento de animais, entrada na cadeia alimentar, contaminação por disruptores endócrinos, entre outros - aumentados.

Além do mais, a biodegradabilidade das embalagens não pode servir de desculpa para o descarte incorreto. Ela é apenas uma forma de mitigar os impactos ambientais dos descartes errados ou que escapam por meio do vento e da chuva para o meio ambiente.

Muitas embalagens sustentáveis não possuem viabilidade econômica ainda e, por isso, devemos pensar na sustentabilidade também para as de plástico convencional. E a reciclagem é uma ótima alternativa para elas (as que são recicláveis), pois estende a vida do produto e a economia do gasto de energia. Por esse ponto de vista, as embalagens de alumínio e de vidro também são opções sustentáveis, pois podem ser recicladas diversas vezes e ainda não apresentam o mesmo risco que o plástico para os organismos.

Para saber como reduzir seu consumo de embalagens e de resíduos orgânicos dê uma olhada nas matérias: "Como reduzir o lixo plástico no mundo? Confira dicas indispensáveis" e "Guia de como reduzir o lixo doméstico".

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