Chumbo: aplicações, riscos e prevenção

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Conhecido desde a antiguidade, o chumbo é o quinto metal mais utilizado na indústria

Chumbo
Imagem de stux por Pixabay

O chumbo é um elemento químico de número atômico 82, massa atômica 207,2 e pertencente ao grupo 14 da tabela periódica. Ele caracteriza-se por ser um metal pesado, tóxico e maleável. Em temperatura ambiente, o chumbo é encontrado no estado sólido, com coloração branco-azulada e, em contato com ar torna-se acinzentado. Em sua forma elementar, o chumbo raramente é encontrado na natureza. Assim, é mais comum encontrá-lo em minerais como galena, anglesita e cerusita.

Além disso, o chumbo apresenta características como:

  • Cor branca-azulada, acinzentada quando exposto ao ar;
  • Ponto de fusão em 327,4 °C e ponto de ebulição em 1.749 °C;
  • Alta densidade e durabilidade;
  • Resistência ao desgaste pelo ar e pela água;
  • Média resistência à corrosão em ambientes ácidos;
  • Baixa resistência à corrosão em ambientes básicos;
  • Facilidade de se fundir e formar ligas com outros elementos químicos.

História do chumbo

O termo chumbo deriva da palavra latina plumbum, que significa pesado. Esse elemento químico foi descoberto na Antiguidade e é mencionado no livro de Êxodo: "Ao sopro de vosso hálito o mar os sepultou; submergiram como chumbo na vastidão das águas".

Uma estatueta encontrada no templo de Osíris, no Egito, é considerada o fragmento de chumbo mais antigo, com data de criação em 3.800 a.C.. O processo de fundição desse metal, provavelmente, foi iniciado na China em aproximadamente 3.000 a.C..

Posteriormente, os fenícios começaram a produzir o metal em 2.000 a.C.. No Império Romano, foram construídos encanamentos com chumbo e que ainda permanecem no local. A partir de 700 a.C., os germânicos iniciaram a exploração desse elemento. No início do século XVII foi a vez da Grã-Bretanha fundir o chumbo.

Aplicações do chumbo

Em seu estado puro, o chumbo raramente é encontrado na natureza, já que existe uma quantidade pequena desse elemento na crosta terrestre. Quando encontrado, geralmente está na forma de composto mineral. O chumbo apresenta diversos tipos de utilidades, sendo encontrado em inúmeros produtos, tais como:

  • Diversos equipamentos e utensílios em indústrias e na construção civil;
  • Munições;
  • Cosméticos e pigmentos, especialmente batons e tinturas de cabelo. Por conta da sua toxicidade, alguns países já baniram a sua presença em cosméticos;
  • Ligas metálicas;
  • Aditivo de combustíveis. Em 1992, o Brasil baniu o uso do chumbo na gasolina, já que esse elemento era fonte de contaminação ambiental;
  • Mantas de blindagem contra a radiação;
  • Produção de soldas.

Intoxicação por chumbo

O chumbo ocorre naturalmente, contudo as atividades humanas podem causar um desequilíbrio nas concentrações desse metal no meio ambiente. Quando inalado ou ingerido, o chumbo pode causar intoxicação. Os principais efeitos desse metal no organismo são:

  • Alterações na produção da hemoglobina e desenvolvimento de anemia;
  • Desregulação hormonal;
  • Fadiga, dor muscular e nas articulações;
  • Perturbações gastrointestinais (náuseas, vômitos e dor abdominal);
  • Abortos espontâneos;
  • Distúrbios neurológicos (dor de cabeça, irritabilidade e letargia);
  • Problemas de fertilidade masculina;
  • Diminuição da aprendizagem em crianças;
  • Interrupção no crescimento em crianças.

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) classificou os compostos de chumbo inorgânicos como provavelmente cancerígenos para os seres humanos.

É importante ressaltar que o chumbo não se decompõe com o tempo e nem é degradado pelo efeito do calor. Ele possui a capacidade de se acumular no organismo, especialmente nos rins, fígado, cérebro e ossos. Além disso, grávidas e crianças são mais suscetíveis à intoxicação por chumbo.

Impactos ambientais causados pelo chumbo

Desde a década de 70, o consumo de chumbo aumentou significativamente nos países em desenvolvimento. Um dos efeitos desse alto consumo é a poluição e contaminação das águas, do solo e do ar.

O chumbo está presente na poluição atmosférica graças à queima de combustíveis fósseis e às indústrias que empregam a fusão de chumbo em seus processos de fabricação. Até os anos 90, a adição de chumbo tetraetila (CTE) para aumentar a octanagem da gasolina era comum em vários países, de modo que os automóveis eram considerados a maior fonte de poluição do ar por chumbo. No Brasil, o CTE foi banido da gasolina em 1989. No entanto, grande parte da contaminação de solos por chumbo ainda pode ser atribuída a seus usos no passado.

A contaminação do meio ambiente com chumbo pode decorrer, ainda, de acidentes e da destinação inadequada de resíduos. Essa substância é capaz de persistir no solo e no fundo de rios durante várias décadas. Como consequência disso, há acumulação de chumbo ao longo das cadeias alimentares: os animais do topo da cadeia acumulam altos teores de chumbo à medida que se alimentam de seres contaminados, podendo desenvolver problemas de saúde.

Como evitar o contato com o chumbo

Algumas medidas podem ser tomadas para evitar o contato com o chumbo. Quando for comprar um produto cosmético, como batons, esmaltes ou tintas para o cabelo, certifique-se que não haja chumbo na composição do produto e busque marcas reconhecidamente confiáveis.

Na hora de pintar a casa, procure se informar se a tinta possui algum traço de chumbo no seu processo de fabricação. Nunca utilize soldas a base de chumbo, já que o elemento pode ser lixiviado pela água e acabar sendo ingerido futuramente. Mantenha-se sempre informado sobre os perigos do uso do chumbo e de outras substâncias nocivas à saúde e ao meio ambiente.


Fonte: UNIMEP

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