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Metais pesados que compõem aparelhos eletrônicos podem impactar negativamente a saúde e o meio ambiente

Imagem: Hafidh Satyanto on Unsplash

Sabe o que computadores, impressoras, scanners, telefones e celulares têm em comum? Além de serem úteis para a sociedade, todos esses aparelhos possuem metais pesados em sua composição. Elementos como mercúrio, cádmio e chumbo podem causar diversos impactos ambientais e para a saúde humana se o descarte de equipamentos eletrônicos for feito de forma incorreta.

O mercúrio, metal pesado que deteriora o sistema nervoso, causa perturbações motoras e sensitivas, tremores e demência, está presente em televisores de tubo, monitores, pilhas e baterias, lâmpadas e no computador. O chumbo, que compõe celulares, monitores, televisores e computadores, causa alterações genéticas, ataca o sistema nervoso, a medula óssea e os rins, além de causar câncer. O cádmio, presente nos mesmos aparelhos que o chumbo, causa câncer de pulmão e de próstata, anemia e osteoporose.

O berílio é um metal pesado componente de celulares e computadores e causa câncer de pulmão. “Tudo que tem bateria, placa eletrônica e fio possui algum material contaminante”, afirma a especialista em gestão ambiental do Cedir (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática), pertencente ao CCE (Centro de Computação Eletrônica) da Universidade de São Paulo (USP), Neuci Bicov, lembrando que esse tipo de material é acumulativo – quanto mais contato se tem com ele, pior para a saúde.

A geração de lixo eletrônico cresce cada vez mais e a maior parte desses resíduos poderia ser utilizada novamente ou ser reciclada, mas o destino acaba sendo o pior possível: os aterros sanitários e lixões – ou pior: o meio ambiente. “Os materiais eletrônicos, como placas de computador e monitores CRT, não soltam os contaminantes quando estão em um ambiente fechado. Mas em aterros a temperatura é mais alta e o contato com a chuva, que costuma ser bem ácida nas metrópoles, faz com que os metais pesados sejam liberados diretamente no solo”, explica a especialista do Cedir. Esse processo também pode contaminar as águas de lençóis freáticos, dependendo da região do aterro ou lixão.

Em um computador, 68% do produto é feito com ferro, enquanto 31% da composição de um notebook é plástico. No geral, 98% de um PC é reciclável. “Mas na prática esse número se reduz para cerca de 80%. A mistura de componentes plásticos e metálicos com os metais pesados torna difícil a separação”, explica Neuci.

Depósito do Cedir, na USP
Depósito do Cedir/USP. Imagem: Facebook Cedir/Reprodução

Indústria estimula o consumo sem pensar no descarte

A velocidade com que a indústria lança as novidades eletrônicas no mercado faz com que a reutilização seja desvalorizada. “Aqui no Cedir nós recebemos tanta coisa que há alguns anos eram pagas com muita dificuldade e até à prestação, como bips, pagers, gravadores, e agora são lixo”, conta a gestora ambiental, que relata algo parecido quando o assunto é computador. “Muitas vezes a pessoa instala tantos programas no computador e após um tempo pensa que ele ficou defasado. Então ela compra um novo e a velocidade de navegação na internet continua a mesma, porque o problema é o serviço de internet”.

A lei de resíduos sólidos brasileira, sancionada em 2010, estabelece que desde 2014 o lixo eletrônico não pode mais ser descartado em aterros e lixões. Os fabricantes são os responsáveis por dar o destino correto aos materiais que eles mesmos produzirem. Mas a real destinação correta depende da cobrança da população.

Agora que você já sabe o quão perigoso o seu computador ou celular pode ser, encontre a melhor destinação para evitar que os metais pesados presentes nos seus eletrônicos antigos causem impactos ambientais. Consulte a seção Postos de Reciclagem do Portal eCycle.


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