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Tojo é uma planta nativa da europa ocidental que tem grandes quantidades de proteína em sua composição

Tojo é uma planta pertencente à família Fabaceae de nome científico Ulex europaeus L. Além de ser uma planta nativa da Europa, o tojo é arbustivo e perene, e chega a atingir cerca de 3 metros de altura. Apesar de ser usado na alimentação de animais e no preparo de camas para gado, o tojo também apresenta potencial proteico para alimentação humana. 

Estrutura do tojo

O tojo tem muitos espinhos, ramos eretos, rígidos, muito densos e perenes. Os espinhos da planta se espalham de forma linear e alternada pelo caule, assim como os ramos, que têm uma aparência estriada. Quando na fase adulta, as folhas do tojo têm um aspecto de escama triangular pequena de cor verde ou parda.

Além disso, elas também são afiadas e rígidas, com seis a 30 mm de comprimento e 1,5 mm de largura. Os espinhos e as folhas têm um revestimento ceroso que termina em um ponto amarelo. As cores das flores de tojo são amarelo claro de 15 a 25 mm de diâmetro e possuem uma fragrância única que se assemelha a do coco. 

O fruto da flor de tojo é uma vagem comprida e densa, com 10 a 20 mm de comprimento e 6 mm de profundidade. Quando a planta chega em sua fase madura, o fruto vai se transformando em uma cor castanha escura. Cada uma das vagens contêm de duas a seis sementes. É comum que o tojo floresça no inverno e na primavera. 

Habitat e origem do tojo

O tojo é originário da região da europa ocidental, tendo como habitat preferido locais de clima temperado. Por isso, é encontrado comumente na costa atlântica, também aparecendo de forma espontânea em algumas regiões mediterrânicas. 

Quando o tojo é introduzido a uma nova região desconhecida, ele se torna uma planta invasiva. Foi o que aconteceu em locais como Estados Unidos e Austrália. Seu gosto por climas temperados se dá pela sua necessidade de um ambiente úmido 

Outro fato importante é que o tojo se adapta bem com espaços abertos, com bastante Sol e solos pobres e secos. Ela apenas não tolera solos calcários. Por isso, é resistente a incêndios e é uma das primeiras plantas a crescer depois de uma queimada. 

Ciclo de vida do tojo

O tojo se reproduz por meio de sementes, e como elas são duras precisam de algum tipo de dano ou alguma escoriação para que possa germinar. Isso pode acontecer pelo calor do fogo, perturbações e alterações na umidade do solo, insetos, inundações ou consumo feito por animais.

As sementes de tojo podem ser plantadas, ou espalhadas, por meio de projeção, transporte de solo, areia ou cascalho, pássaros, formigas e água. É comum que essas sementes caiam um pouco ao lado da planta. No entanto, quando o tempo está muito quente, a vagem pode explodir e liberá-las em até 5 metros de distância. 

A produção de sementes do tojo é prolífera, o que significa que suas sementes continuam viáveis até 30 a 50 anos depois de serem liberadas no solo. Comumente, a disseminação de tojo se dá ao longo de estradas, margens de riacho, áreas marginalizadas e florestas. 

Impacto econômico 

Quando o tojo invade uma plantação, a longo prazo, ele pode fazer com que as outras plantas se tornem mais ácidas e percam nutrientes. Outro fator é que o tojo diminui a capacidade de pastoreio, e exclui plantas ao redor de maior acesso ao estoque de água no solo. 

O gado bovino e as ovelhas se beneficiam do consumo de tojo, porém eles ingerem apenas as plantas maduras. No caso dos cavalos, eles só se alimentam do tojo ainda em crescimento. Além disso, o tojo também é ideal para coelhos, raposas, gatos selvagens e ratos. 

Usos do tojo

Um estudo realizado pela University of Aberdeen, na Escócia, mostrou que o tojo pode ter proteínas o suficiente para alimentar todo o país.  A pesquisa foi realizada em plantas invasivas que têm aparecido em grande quantidade na Escócia. Ela revelou que cerca de 17% da composição do tojo é de proteína.

Esses dados não só reforçam que o consumo de tojo por animais é essencial, como também abre a possibilidade para que a planta seja adotada na alimentação humana. Isso porque muitas vezes a falta de proteína assombra as refeições dos seres humanos. Como em pessoas veganas, que precisam substituir a proteína da carne por algum tipo de suplemento. 

Se retirada de maneira segura e correta, a proteína encontrada no tojo pode ser uma substituta plant-based para a proteína da carne animal. Segundo o estudo, a produção de carne animal no mundo produz apenas 18% de proteína, e afeta negativamente o efeito estufa e o meio ambiente.

A proteína do tojo é uma opção otimista para que as pessoas diminuam o consumo de carne. Logo, com mais opções plant-based, será possível reduzir cada vez mais a produção e o consumo de carne animal. Podendo assim, melhorar a vida de muitos animais e a situação do planeta em relação às mudanças climáticas