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Terapia animal auxilia no tratamento de diversas doenças, sejam elas físicas ou psicológicas

Terapia animal é um tipo de terapia que se resume a uma interação guiada entre uma pessoa com alguma condição de saúde e um animal treinado. O objetivo da terapia animal é ajudar a pessoa a lidar e se recuperar do problema de saúde que está passando, seja ele físico ou mental.

A terapia animal é formada por uma estrutura de sessões que tem como princípio ajudar a pessoa a alcançar as metas em seu tratamento de saúde. O animal envolvido nesta terapia também pode estar presente para gerar conforto ao paciente e aos familiares. Desta forma, trazendo certa alegria para a rotina monótona do tratamento da doença.

Entre as atividades exercidas pelo animal e pelo paciente estão: 

  • Alimentar o animal;
  • Dar atenção;
  • Dar carinho;
  • Ajudar no banho;
  • Ajudar no passeio;
  • Brincar com o animal ocasionalmente. 

Os animais mais comuns neste tratamento são os cachorros e os gatos. No entanto, a terapia animal também pode ser realizada com porquinhos-da-índia, cavalos, peixes e outros animais que atenderem os critérios do tipo de tratamento.  Para saber qual o melhor animal, é preciso entender as principais metas do plano de tratamento do paciente. 

Como funciona? 

Para realizar a terapia animal é necessário a presença do animal e de seu tutor. Este ficará responsável por levar o animal para cada sessão, e também por cumprir as ordens de um médico sobre como o controlar no tratamento. 

Os tutores são treinados por organizações, e alguns deles trabalham de maneira voluntária. Eles são treinados para lidar com a situação e conseguir ter controle sobre as ações do animal. Depois que um tutor é aprovado, ele e o animal precisam passar por algumas avaliações e certificações. 

O tutor passa por treinamentos instrucionais sobre como interagir com os pacientes e aplicar as terapias adequadas. O animal terá que passar por algumas checagens, como exames de performance física, para saber se ele está saudável. Ele também precisam ter o temperamento testado, para que se comporte na presença do tutor e do paciente. 

Logo, o tutor e seu animal também receberão um treinamento de obediência, para garantir que existe controle sobre o animal e garantir segurança de todos os envolvidos. Depois de todas essas fases, que permitem que um tutor trabalhe com terapia animal, os médicos entram em contato com a organização responsável pelos profissionais. Ela terá a responsabilidade de conectar os dois.

Como escolher o animal?

Existem critérios que precisam ser levados em conta quando se escolhe um animal para a terapia. O médico e a organização irão trabalhar para encontrar o tutor e o animal que se encaixarem melhor no quadro de saúde do paciente. Para realizar a terapia animal, eles vão levar em conta o tamanho, a idade, o tipo, a raça e o comportamento natural da espécie.

Quem determina quais são as atividades que serão realizadas na terapia animal é o profissional de saúde responsável. Ele irá guiar o tutor sobre as atitudes corretas e o tempo da sessão. Algumas vezes as atividades se resumem a ações simples como fazer carinho ou brincar com o animal em questão.

Quem pode se beneficiar?

A terapia animal não está ligada apenas a problemas de saúde física. Na verdade, muitos especialistas da área acreditam que ela tem grande poder no tratamento de depressão, ansiedade e problemas com autoestima. 

Os benefícios variam de acordo com o tipo de diagnóstico que a pessoa tem. Porém, de forma geral é possível observar alguns resultados gerais quando se trata da terapia animal:

  • Provem conforto;
  • Reduz o nível de dor;
  • Ajuda a melhorar os movimentos e as capacidades motoras;
  • Auxilia a capacidade social e comportamento;
  • Aumenta a motivação para atividades como exercício e interação social.

Saúde Mental

De acordo com a organização Pet Partners, a terapia animal tem resultado efetivo nos seguintes problemas de saúde mental:

Os principais resultados da terapia animal em pessoas com saúde mental abalada são:

  • Diminuição do nível de ansiedade e estresse;
  • Reduz a percepção de dor;
  • Reduz o sentimento de preocupação;
  • Aumenta os sentimentos de suporte social;
  • Aumenta a motivação, a estimulação e o foco.

Saúde Física

No caso do tratamento de diagnósticos físicos, a terapia animal pode motivar o paciente a se cuidar. Assim, ele não desiste da terapia e tem uma melhora no seu humor, além de reduzir os sintomas. Por exemplo: um paciente que sofre de dores crônicas pode sentir maior conforto e lidar melhor com o tratamento.

Dependendo da condição física, a terapia animal também consegue auxiliar o indivíduo a se mover corretamente e se exercitar de maneira mais recorrente. Alguns problemas de saúde que podem beneficiar da terapia animal são:

  • Epilepsia;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Câncer
  • Recuperação pós-operatória;
  • Recuperação de AVC.

Quais lugares aceitam terapia animal?

Além do acompanhamento individual ligado ao tratamento, a terapia animal também pode fazer parte da rotina de lugares que cuidam de pessoas com problemas de saúde. Um dos exemplos mais comuns são os hospitais, essas instituições podem oferecer terapia animal para os seus pacientes que costumam passar bastante tempo internados, como os que fazem tratamento para câncer. 

Casas de repouso para pessoas idosas também podem oferecer este tipo de tratamento. Desta maneira, a instituição consegue manter seus pacientes ativos, realizando mais movimentos e tendo mais interações sociais. Além disso, a terapia animal pode ajudar a evitar quadros de depressão e solidão nos idosos.

Estudos realizados nos Estados Unidos também mostraram que o uso de terapia animal, com cachorros, em prisões, também tiveram efeito positivo. Os pesquisadores notaram que as visitas dos animais ajudaram os prisioneiros a lidar com comportamentos antissociais, casos de suicidio, vício em drogas e ainda reduziram a violência no local. 

Existem riscos? 

A terapia animal não é para todos. Nem todas as pessoas vão se dar bem com esse tipo de tratamento. Isso não quer dizer que está tudo perdido. Afinal, a terapia animal é apenas algo complementar aos cuidados principais. Existem diversos outros métodos que podem ser escolhidos, como a fisioterapia

Isso porque, alguns indivíduos apresentam alergias aos animais, ou apenas não se dão muito bem com o método. Às vezes, a pessoa pode se tornar muito próxima ao animal, o que também pode prejudicar o tratamento. É necessário tomar cuidado e não deixar de falar quando algo se tornar incômodo na terapia animal

Como conseguir terapia animal?

Entre em contato com o médico responsável pelo seu tratamento e o questione se ele consegue ajudar. Alguns profissionais da saúde têm conhecimento ou contato de organizações que trabalham com terapia animal. Isso pode ajudar a acelerar o processo na busca da melhor instituição, tutor e animal para o seu cuidado.

Fique atento se o hospital ou clínica que você visita trabalha com isso, e caso não, pergunte se eles podem ajudar a encontrar. Não se esqueça que a opinião médica é muito importante para determinar se a terapia animal vai ser benéfica ao seu tratamento. 

A terapia animal envolve algum tipo de sofrimento animal?

Como já foi mencionado, os animais e seus tutores precisam passar por diversos testes rigorosos antes de iniciarem no mundo da terapia animal. A organização responsável por eles terá que tomar todo cuidado para checar a saúde do animal e avaliar se ele se adequa ao tipo de tratamento que será incluído.

De acordo com o código de ética da terapia animal, tanto o paciente como o animal precisam ser fornecidos com segurança. Ou seja, o animal que faz parte do tratamento deve ter sua saúde checada de forma regular. Caso seja preciso, ele terá de ser afastado para receber os cuidados necessários ao seu bem-estar.

É de responsabilidade do tutor, e do médico, assegurar que o animal irá se sentir seguro durante este processo. Neste caso, se o paciente ou a terapia apresentarem alguma ameaça ao animal, será necessário tomar providências imediatas que garantam sua segurança. 

Desta maneira, a terapia animal não apresenta nenhum tipo de sofrimento animal. Afinal, seus fundamentos prezam pelo bem estar do animal e do ser humano. Sendo assim, apenas aqueles que estiverem com saúde em dia, forem bem tratados e se adequarem ao tratamento serão aprovados como animais de terapia. 

Lembrando que a terapia animal é apenas um acompanhamento guiado, e que o papel do animal é fazer companhia e gerar conforto ao paciente.