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Os recifes de corais são estruturas rígidas formadas por organismos aquáticos que possuem esqueleto calcário, como os corais e as algas coralinas

Os recifes de corais são estruturas rígidas formadas por organismos aquáticos que possuem esqueleto calcário, como os corais e as algas coralinas. Eles apresentam grande biodiversidade e servem de abrigo e local de reprodução para várias espécies. Além disso, os recifes de corais possuem uma farta disponibilidade de alimento para os animais que vivem nesse ambiente.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, uma em cada quatro espécies marinhas vive nos recifes de corais, incluindo 65% das espécies de peixe. Apesar de toda sua importância, estima-se que aproximadamente 30% dos recifes do nosso planeta estejam muito danificados em virtude das atividades humanas.

Geralmente, esses locais servem de ponto turístico para a realização de mergulhos, apresentam espécies que podem ser utilizadas como alimento e fornecem matéria-prima para a indústria farmacêutica. Entre os fatores que destroem os recifes, destacam-se:

Colônia

Os recifes de corais são um exemplo de colônia. Na biologia, colônia é um tipo de cooperação intraespecífica em que indivíduos da mesma espécie vivem agrupados, interagindo de forma mutuamente vantajosa. Entre os componentes de uma colônia há sempre divisão de trabalho, cujo grau varia de acordo com a espécie. 

Em uma colônia, os indivíduos encontram-se unidos anatomicamente, de modo que parecem ser um único ser. Os organismos trabalham de maneira cooperativa, proporcionando a sobrevivência de todos. 

 Em uma colônia de corais, cada indivíduo é chamado de pólipo.

Classificação dos recifes de corais

Os recifes de corais podem ser classificados em três tipos diferentes: franjas, barreiras e atóis. Os recifes em franja são aqueles que se formam perto da costa, separando-se dela por lagoas rasas. Já os recifes em barreira são aqueles que se formam paralelamente à costa e apresentam lagoas profundas. Os atóis, por sua vez, apresentam-se como anéis no meio do oceano e surgem em decorrência do afundamento de ilhas. 

Onde ocorrem

Recife de corais
Imagem de Hiroko Yoshii no Unsplash

Os recifes de corais ocorrem em regiões com águas permanentemente quentes, claras e rasas, mas nas últimas décadas também foram vistos em águas profundas. 

No Brasil, os recifes de corais se distribuem por cerca de três mil km de costa, do Maranhão ao Sul da Bahia, representando as únicas formações recifais do Atlântico Sul. 

Recifes de corais e zooxantelas

Nos recifes de corais de águas rasas, observa-se a relação simbiótica entre corais e zooxantelas, algas unicelulares. Essa relação é benéfica para ambos, já que os corais fornecem abrigo, gás carbônico e nutrientes inorgânicos para as zooxantelas, enquanto elas disponibilizam os produtos de seu processo de fotossíntese, ou seja, componentes orgânicos que servem de alimento para os corais. Além disso, as algas zooxantelas ajudam no aumento da taxa de calcificação desses animais. Essa relação, apesar de importante, é facilmente destruída em situações de estresse ambiental.

Branqueamento dos corais

O branqueamento dos corais é um problema ecológico em que se observa a perda da cor desses organismos. O fenômeno, que tem relação direta com o aumento da temperatura da água e, consequentemente, com o processo de aquecimento global, acontece em decorrência da expulsão ou da perda do pigmento de algas que vivem em associação mutualística com os corais.

Com isso, eles se tornam translúcidos, sendo possível verificar seus esqueletos de carbonato de cálcio. Vale ressaltar que esse branqueamento pode ser um evento transitório ou fatal.

De acordo com um estudo, as várias espécies de corais reagem de maneira diferente aos fatores de estresse.

Como o branqueamento afeta os corais?

O evento de branqueamento dos corais é causado principalmente pelo aumento da temperatura da água, seja por eventos sazonais ou pelo aquecimento global. No entanto, esse processo também pode ser resultado de outros fatores, como grande incidência de luz ultravioleta, sedimentação excessiva, poluição e salinidade.

Como ressaltado anteriormente, o branqueamento dos corais é extremamente prejudicial para os corais e para as algas zooxantelas. Dependendo da duração do branqueamento ou da intensidade da alteração ambiental que causou o problema, os corais podem morrer.

O processo de branqueamento também torna os corais mais suscetíveis a doenças, o que afeta a estabilidade do ecossistema. Além disso, a falta de algas resulta em uma redução na taxa de calcificação do recife. Assim, todas essas mudanças nos corais prejudicam diretamente os recifes, podendo provocar perda de biodiversidade nesses locais.

Branqueamento dos corais e aquecimento global

Quando se analisa o branqueamento dos corais ao redor do mundo, percebe-se que há uma associação direta entre esse processo e o aumento da temperatura dos oceanos. Muitas vezes, esse branqueamento acontece em virtude de alterações da temperatura da água que ocorrem de maneira sazonal. Nesse caso, é observado o retorno da coloração normal nos meses em que a temperatura da água diminui.

Entretanto, tem-se observado um aumento não sazonal da temperatura da água do oceano causado pelo aquecimento global. Como resultado desse processo, acontece o branqueamento dos corais e a diminuição das taxas de crescimento desses organismos. O branqueamento está relacionado com o aumento de doenças nos corais, o que pode levá-los à morte. Como os corais formam os recifes, danos a esses organismos podem prejudicar diretamente esse importante ecossistema.

Além disso, o aquecimento global também está sendo responsável pelo fenômeno de acidificação dos oceanos. Esse processo ocorre em decorrência da grande quantidade de CO2 atmosférico, que se dissolve na água e forma ácido carbônico. Por ser um composto muito instável, ele sofre dissociação e libera grande quantidade de íons H + na água, que a torna mais ácida. A acidificação dos oceanos impacta diretamente a formação das estruturas dos corais, que ficam mais frágeis e sujeitas a serem diluídas.

Como evitar o branqueamento dos corais?

O branqueamento dos corais está ligado ao aquecimento global. Para contê-lo, é necessário que haja conscientização e mudanças de atitude por parte da sociedade. Assim, evitar o uso de automóveis, realizar a compostagem e substituir os combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis e limpas são exemplos de ações que podem frear o aquecimento global.

O branqueamento ainda tem relações com outros fatores, como a variação de salinidade e a poluição. Dessa maneira, é essencial garantir que os resíduos das atividades humanas tenham destinação correta, evitando que ocorra um agravamento do branqueamento dos corais.