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Por Nações Unidas Brasil em Nações Unidas Brasil No Dia Mundial da Conscientização sobre o Tsunami, marcado em 5 de novembro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu à comunidade internacional para aumentar a compreensão sobre esta ameaça mortal e compartilhar abordagens inovadoras para reduzir os riscos de desastres.

Apesar de raros, os tsunamis costumam ser extremamente mortais. Nos últimos 100 anos, 58 deles ceifaram mais de 260 mil vidas, ou uma média de 4.600 por desastre – mais do que qualquer outro desastre natural. Nas últimas duas décadas, eles também foram responsáveis ​​por quase 10% das perdas econômicas em desastres.

Atualmente 700 milhões de pessoas vivem em áreas costeiras expostas a inundações, tempestades e tsunamis. Com a emergência climática e a elevação do nível dos oceanos, e estima-se que, até 2030, cerca de 50% da população mundial viverá em áreas de risco.

Uma menina do lado de fora de sua casa, que desabou quando um tsunami atingiu Java e Sumatra
Legenda: Uma menina do lado de fora de sua casa, que desabou quando um tsunami atingiu Java e Sumatra, as duas ilhas mais populosas da IndonésiaFoto: © Arimacs Wilander/UNICEF

Até o ano 2030, cerca de 50% da população mundial viverá em áreas costeiras expostas a inundações, tempestades e tsunamis. É por isso que as Nações Unidas escolheram cooperação internacional para os países em desenvolvimento como tema deste ano do Dia Mundial da Conscientização sobre o Tsunami, marcado em 5 de novembro. 

Em uma mensagem para a data, o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou a todos os países, organismos internacionais e sociedade civil para aumentar a compreensão da ameaça mortal e compartilhar abordagens inovadoras para reduzir os riscos.

“Podemos construir sobre os progressos alcançados – desde um melhor alcance às comunidades expostas ao tsunami em todo o mundo, à inclusão de um Programa de Tsunami na Década das Nações Unidas da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável”, disse Guterres.

Ele advertiu, no entanto, que os riscos “continuam imensos”.“O aumento do nível do mar causado pela emergência climática agravará ainda mais o poder destrutivo dos tsunamis”, alertou. “Devemos limitar o aquecimento a 1,5ºC acima das médias pré-industriais e investir em escala na resiliência das comunidades costeiras.”

A ONU revelou que mais de 700 milhões de pessoas vivem atualmente em áreas costeiras baixas e em pequenos Estados insulares em desenvolvimento que estão expostos a eventos extremos ao nível do mar, incluindo tsunamis.

A rápida urbanização e o crescimento do turismo em regiões sujeitas a tsunamis também estão colocando ainda mais pessoas em perigo.

Esforço comum – Para Guterres, ciência, cooperação internacional, preparação e alerta precoce devem estar no centro de todos os esforços para manter as pessoas e comunidades mais seguras. “Diante de crises globais cada vez mais complexas, precisamos estar mais bem preparados”, argumentou.

Em 2021, o Dia Mundial da Conscientização sobre o Tsunami  está promovendo a “Campanha Sendai Sete“, cujo objetivo é aprimorar a cooperação internacional com os países em desenvolvimento.

O secretário-geral concluiu sua mensagem com um apelo para cumprir o Marco de Sendai e, juntos, construir resiliência contra todos os desastres. Também conhecido como Quadro de Sendai para Redução do Risco de Desastres, o Marco prevê auxílio adequado e sustentável aos países em desenvolvimento para que completem as ações necessárias para reduzir desastres naturais até 2030.

Raros mas mortais – Tsunamis são eventos raros, mas podem ser extremamente mortais. Nos últimos 100 anos, 58 deles ceifaram mais de 260 mil vidas, ou uma média de 4.600 por desastre – mais do que qualquer outro desastre natural.

O maior número de mortes ocorreu no tsunami do Oceano Índico em dezembro de 2004, que causou cerca de 227 mil mortesem 14 países. Indonésia, Sri Lanka, Índia e Tailândia foram os mais atingidos.

Apenas três semanas após o desastre, a comunidade internacional se reuniu em Kobe, no Japão, e adotou o Quadro de Ação de Hyogo. Com duração de dez anos,  o plano foi o primeiro acordo global abrangente sobre redução de risco de desastres.

O  Sistema de Alerta e Mitigação de Tsunami no Oceano Índico também foi criado na ocasião. Ele  usa estações sismográficas e de monitoramento do nível do mar para enviar alertas aos centros nacionais de informações sobre tsunamis.

Depois que o Quadro de Ação de Hyogo expirou, em 2014, o mundo adotou o Quadro de Sendai para Redução de Risco de Desastres (2015-2030), delineando sete metas claras e quatro prioridades para prevenir e reduzir os riscos de desastres.

Sobre a data – Nas últimas duas décadas, os tsunamis foram responsáveis ​​por quase 10% das perdas econômicas em desastres. A data foi adotada pela Assembleia Geral da ONU para mobilizar os países, organismos internacionais e a sociedade civil a aumentar a consciência sobre os tsunamis e compartilhar abordagens inovadoras para a redução de riscos. 

O Dia Mundial da Conscientização sobre Tsunamis foi proposto pelo Japão devido à sua experiência lidando com este tipo de desastres. O resultado foi a acumulação de grande perícia japonesa em setores como alerta precoce, ação pública e reconstrução para reduzir impactos futuros destes fenômenos.