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Empresa norte-americana Plant-Ag planeja oferecer um serviço de rastreio completo de alimentos aos consumidores

Imagem de Adolfo Félix em Unsplash

Você já pensou como seria incrível poder rastrear sua comida do campo até o prato? Graças à Plant-Ag, uma recém-lançada start-up norte-americana, em breve isso seria possível. Em entrevista à revista Fast Company, Karim Giscombe, fundador e CEO da Plant-Ag, conta que teve o insight responsável pelo início da empresa quando percebeu que os consumidores têm mais informações sobre um motorista do Uber do que sobre o que comem.

Foi então que, quatro anos atrás, Giscombe tem investido em uma nova aposta para revolucionar o sistema alimentar. Agora, ele está levantando bilhões de dólares para construir o que chama de primeiro campo totalmente transparente para cadeia de suprimentos, em que consumidores podem rastrear toda a jornada de um vegetal – desde onde ele brotou, como uma semente, até a prateleira do supermercado.

Plant-Ag: de onde surgiu a ideia?

O funcionamento do sistema alimentar vigente tem permitido que doenças transmitidas por alimentos se transformem em verdadeiras crises de saúde. Atualmente, acredita-se que a comida adoece um em cada seis americanos por ano. E, segundo a reportagem da Fast Company, regras mais rígidas não estão obtendo o impacto pretendido.

Giscombe e sua equipe acreditam que os grandes jogadores da indústria têm medo de recomeçar tudo do zero e apontam que as start-ups de tecnologia de alimentos parecem estar invadindo pequenas partes do problema isoladamente, com ações como sequenciamento de DNA de última geração e novas embalagens “inteligentes” que, muitas vezes, não conseguem o resultado pretendido.

Em vez disso, a Plant-Ag está tentando consertar o sistema quebrado de uma só vez: apreendendo blockchain, adotando a agricultura com efeito de estufa, construindo uma plataforma para analisar bilhões de gigabytes de dados, criando uma rede de confiança agtech, tornando tudo open source e lançando o que parece ser o maior projeto de infraestrutura alimentar do mundo.

Como você deve imaginar, é um empreendimento excepcionalmente caro. Para financiá-lo, a Plant-Ag está levantando 800 milhões de dólares de investidores institucionais, além de mais de 8 bilhões em títulos de parceria público-privada, trazidos ao mercado pela JPMorgan e pelo banco de investimento Ziegler, com sede em Chicago.

A Plant-Ag está usando esse dinheiro para construir uma rede de estufas de alta tecnologia em abril, e a primeira instalação deve fornecer uma variedade de produtos identificados como de alto risco pela Food and Drug Administration (FDA) — como alface, tomates, berinjela, mirtilo, morango, couve e manjericão –  para o sudeste dos EUA no outono de 2022. Em quatro anos, a empresa espera ser capaz de alimentar um terço da América com produtos frescos que cresciam apenas 72 horas antes.

A primeira estufa Plant-Ag, apelidada de Distributed Network Production Site 001, está estrategicamente situada na Interestadual 10, nos arredores de Jacksonville, Flórida, nos Estados Unidos. Num raio de seis a oito horas estão Flórida, Geórgia, Carolina do Sul e partes do Alabama, Mississippi, Carolina do Norte e Tennessee.

A primeira fase do projeto colocará instalações em mais sete mercados importantes, como Delaware e Texas, para abastecer o centro-sul dos EUA e a costa leste até 2025. O plano é estar no Reino Unido também nessa época, para uma pegada de 3.000 hectares de agricultura em ambiente controlado. A fase dois aborda a Costa Oeste depois disso.

Rastreando ponto a ponto

Giscombe brinca que eles criaram um sistema de AaaS – agricultura como serviço –, uma plataforma de nuvem que liga os nós da cadeia de suprimentos. A novidade do modelo são os dados que possui ao longo da cadeia, de ponta a ponta. Uma caixa de mirtilos ou tomates pode ser seguida desde a germinação até o destino final, que pode ser uma lanchonete de fast-food, o caixa do supermercado ou um pedido delivery.

A solução de front-end da Plant-Ag é simples etiquetagem móvel em embalagens. Ao descrevê-lo, Giscombe foi enfático que “isso não vai ser um código QR”, pois ele acha que todos estão cansados ​​de ver isso. Seja qual for o design real, os clientes poderão escanear a embalagem com seus telefones e detalhes sobre a jornada do item ficarão disponíveis. O cliente também poderá realizar um tour virtual em 3-D, para ver onde aquele produto cresceu dentro da estufa.


Fontes: Plant-Ag e Fast Company


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