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O peixe candiru é conhecido na Amazônia por ser um parasita que se alimenta de sangue e que pode se infiltrar nas genitálias humanas

O candiru é um peixe parasita nativo da bacia Amazônica, que também é encontrado nas regiões da Prata, São Francisco e bacia do Leste. Seu nome científico é Vandellia cirrhosa, mas ele costuma ser chamado de peixe-vampiro ou canero. 

Isso se explica pelo fato do candiru ser um peixe hematófago, ou seja, ele se alimenta de sangue. Para conseguir consumir seu alimento, o candiru se infiltra dentro das guelras de outros peixes maiores. Afinal, é nessa parte do corpo do peixe que o sangue circula devido à respiração.

Uma vez dentro do aparelho respiratório de seus hospedeiros, o candiru se prende na região usando a coroa de espinhos que cercam sua cabeça. Para se alimentar do sangue do outro animal, o candiru pode morder a presa e retirar todo o alimento que precisa. A maioria dos peixes que são atacados por candirus não sobrevive depois, seja pela perda de sangue ou graças a uma infecção causada pelo parasita. 

O habitat natural do candiru é o fundo dos rios, ou seja, águas turvas com fundos arenosos e lamacentos. Isso significa que ele não consegue enxergar muito bem, e acaba se guiando pelo cheiro de ureia e amônia liberado por outros animais. Devido ao seu corpo esguio, que chega a medir entre dois a 18 cm, a espécie não encontra dificuldades em se infiltrar em orifícios pequenos. 

Qual a importância do candiru? 

A espécie do candiru é responsável por livrar os rios de resíduos orgânicos. Isso significa que além de se alimentarem de peixes vivos, eles também aproveitam os restos de animais aquáticos que morreram.  Ou seja, o candiru tem um papel equivalente ao da ave urubu

O candiru pode entrar em um ser humano? 

Populações tradicionais, como ribeirinhos e indígenas, têm um medo em comum: ir tomar banho no rio e acabar com um candiru preso dentro do reto ou da uretra

Pode parecer assustador e algo tirado de um filme de terror. No entanto, existem alguns relatos que afirmam que o candiru já protagonizou diversos ataques a humanos, entrando no ânus, na vagina e até mesmo no pênis de seres humanos. Por esse motivo, muitos moradores de regiões da Amazônia aconselham seus turistas a não urinar  ou defecar na água.

Afinal, segundo essas comunidades, isso poderia atrair o peixe. Uma vez dentro do corpo humano, a retirada do candiru só pode ser feita com cirurgia. Isso porque quando o candiru está se alimentando do sangue de seu hospedeiro, ele abre a coroa de espinhos e se prende no interior do animal.

Além disso, é muito difícil localizar o animal quando ele consegue adentrar o orifício do hospedeiro por completo. Outro método usado para retirar o animal de dentro de suas vítimas humanas é preparando um chá de jenipapo, que deve ser introduzido na uretra, no ânus, ou no pênis da vítima, com intuito de dissolver o candiru.

Ataque do candiru: mito ou verdade? 

Ainda se debate muito sobre a veracidade dos ataques de candiru a seres humanos. Existem diversos relatos de pessoas que afirmam terem sido atacadas, e relatos de profissionais de saúde que já tiveram que operar procedimentos em vítimas deste tipo de peixe. 

No entanto, estudiosos apontam que este tipo de relato pode não ser a verdade completa. Para alguns pesquisadores, algumas histórias soam repetidas, ou simplesmente não batem com a realidade. De acordo com esses cientistas, não teria como um peixe com candiru sobreviver por tanto tempo dentro do interior de um ser humano.

Ou seja, para a ciência, é possível que esses ataques de candiru contra seres humanos sejam bem menores do que se acredita. E que na verdade, eles podem acontecer só se a pessoa estiver descuidada, sem nenhum tipo de roupa de banho, passando por um período menstrual ou simplesmente defecando na água. 

Em 2021, um grupo de pesquisadores documentou um ataque de candiru açu — uma espécie maior e mais agressiva do peixe — a um ser humano, que não envolvia lesões de uretra.  Durante o ataque, a vítima foi mordida pelo peixe, que deixou uma ferida de tamanho considerável. 

Essa espécie costuma crescer até 30 cm de comprimento e é encontrada devorando restos de animais mortos. 

Como se proteger do candiru? 

Se você ainda estiver com medo de sofrer um ataque de candiru, saiba que existem maneiras de evitar o pior. Tudo que você precisa fazer é usar roupas de banho adequadas ao seu corpo, não nadar em lugares desconhecidos, evitar entrar na água durante o período menstrual ou com algum machucado aberto.

Também é ideal que você não faça necessidades no local. Em caso do peixe adentrar o seu corpo, não puxe ele para fora, pois os dentes podem rasgar sua uretra. Ao entrar em contato com esse animal, se dirija para o hospital mais próximo.