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Utilizado para a eliminação de pragas em culturas agrícolas, o inseticida pode provocar danos no sistema nervoso e desequilíbrio nos ecossistemas

Inseticida é uma substância utilizada para a eliminação de insetos. Ele pode ser de origem natural ou artificial, e é comumente usado em culturas agrícolas. Além disso, existem inseticidas usados dentro de casa, para a eliminação de insetos indesejados, como mosquitos e baratas. 

Impactos

Apesar de contribuir para o aumento da produtividade agrícola, o inseticida pode provocar efeitos negativos no meio ambiente e nas pessoas. O resquício de agrotóxicos presentes em alimentos e água gera prejuízos para a saúde humana. Além disso, muitos trabalhadores rurais não utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para o manuseio dos produtos, aumentando o contato e, consequentemente, os prejuízos à saúde.

Na natureza, o inseticida provoca a contaminação do solo, da água e do ar e danos na saúde ou morte de organismos não-alvo, como polinizadores. Por fim, o uso intensivo de inseticidas pode levar à resistência por parte dos insetos, perdendo o seu efeito. Com isso, tem-se a necessidade de aumentar as doses do produto, intensificando os danos.

Conheça alguns exemplos de inseticidas e seus impactos ambientais e na saúde humana:

Acefato

Acefato é um inseticida sistêmico do grupo dos organofosforados. Ele é utilizado nas culturas de algodão, soja, feijão e tomate, para a eliminação de pragas. Em abelhas, o inseticida pode provocar danos no sistema nervoso, impedindo a sua chegada nas colmeias, além da morte. Isso afeta diretamente a polinização das espécies vegetais realizada por esses insetos.

Quando é degradado, o acefato se transforma em metamidofós, um inseticida com toxicidade superior à do acefato. Outro subproduto é o clorotalonil, um fungicida que pode provocar irritação nos olhos, na pele e no sistema respiratório, vômito, náusea, diarréia, tontura, sonolência, dor de cabeça e depressão. Além disso, em grandes quantidades, o produto pode gerar edema pulmonar, insuficiência renal, intoxicação nos rins e morte. 

Imidacloprido

O imidacloprido é um inseticida sistêmico utilizado para o controle de cupins. O produto é considerado altamente tóxico para minhocas e abelhas, prejudicando o desempenho das minhocas no solo e a polinização das espécies vegetais. Além disso, ele contamina a melada, substância produzida pelos insetos polinizadores e utilizada como fonte de carboidratos para insetos.

Na saúde humana esse inseticida pode provocar danos respiratórios e problemas na tireoide. Se o produto for ingerido, ele pode levar a efeitos colaterais, como tontura, sonolência, tremores e espasmos.  A alta exposição ao imidacloprido pode provocar diarreia, falta de coordenação e perda de peso. Porém, ele não se acumula no organismo, sendo eliminado com facilidade. 

Clorpirifós

Clorpirifós é um inseticida que também atua como formicida e acaricida. Ele é utilizado para o controle de formigas, larvas, baratas e mosquitos. Em humanos, esse inseticida pode provocar dores de cabeça, inconsciência e problemas no sistema nervoso. Além disso, aumenta as chances de leucemia e linfoma não-Hodgkin e podem levar à morte de células no organismo.

No meio ambiente, esse agrotóxico se desloca com facilidade e é altamente tóxico para peixes, algas e crustáceos. Ele também afeta a polinização das plantas, já que pode levar à morte de polinizadores, como as abelhas.

DDT

O DDT é um inseticida altamente tóxico e já foi proibido em diversos países no mundo, inclusive no Brasil. Ele é um poluente orgânico persistente e um inseticida organoclorado que permanece por bastante tempo no ambiente e atua como um disruptor endócrino.

Quando o DDT é degradado, se transforma em DDE e DDD, duas substâncias tóxicas e prejudiciais para o ambiente e que podem causar aborto expontâneo em grávidas. A exposição da população ao DDT se dá pela contaminação na água, solo e alimentos. 

Alternativas

Conhecimentos alternativos à agricultura intensiva carregam soluções não nocivas ao meio ambiente e à saúde humana, um exemplo é a agroecologia. 

Se você tem uma horta em casa, saiba que é possível produzir o seu próprio inseticida natural para fazer o controle de pragas e manter sua horta livre de insetos.

Uma alternativa é o inseticida feito com folhas de tomate. Misture duas xícaras de folhas de tomate picadas e água. Em seguida, deixe a mistura em repouso por uma noite e acrescente dois copos de água. A mistura pronta pode ser aplicada em suas plantas a partir de um pulverizador.

Outra alternativa é o chorume orgânico, que é produzido pela decomposição da matéria orgânica. Ele funciona como fertilizante e inseticida, e a sua produção pode ser feita a partir da compostagem. Para aplicá-lo como inseticida, basta diluir uma parte de chorume em uma parte de água e pulverizar nas plantas quando o Sol não estiver forte.

Para utilizá-lo como fertilizante, você precisa alterar a proporção, diluindo uma parte de chorume em dez partes de água e aplicar no solo em qualquer horário do dia. Ele precisa ser bem diluído para ser usado como fertilizante pois concentra muitos nutrientes e pode desidratar as plantas.