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Aprenda como fazer descarte de lixo em condomínios e contribua para um ambiente mais saudável

O descarte de lixo em condomínio feito corretamente pode evitar danos significativos às pessoas e ao ambiente; economizar energia, matéria-prima, água e espaço de aterros e lixões, e ainda gerar renda. 

É preciso fazer a separação e a higienização para que, dependendo do tipo de resíduo, seja feita a destinação para reciclagem ou aterramento. Medicamentos, lâmpadas, pilhas e baterias, por exemplo, são considerados perigosos e exigem cuidado especial. Entenda:

Antes de descartar, reduza a geração de resíduos

Antes de pensar em fazer o descarte de lixo em condomínio, é preciso levar em conta a necessidade de reduzir a produção desses resíduos. Para isso, você pode repensar o consumo, aderindo a um estilo de vida mais sustentável.

Procure evitar o desperdício e embalagens não recicláveis ou não biodegradáveis, e conscientize outros moradores e o síndico do seu condomínio sobre o tema.

Separe

Fazer a separação de lixo corretamente é essencial para o transporte e disposição adequada dos resíduos. 

Poucos minutos de dedicação para a separação de lixo doméstico gerado no condomínio podem evitar danos significativos às pessoas e ao ambiente; economizar energia, matérias-primas, água e espaço de aterros e lixões, além de gerar renda.

A separação de lixo em condomínio é essencial para a sua destinação correta. É preciso ficar atento aos tipos de materiais, que se dividem primeiramente entre úmidos e secos, para evitar contaminação dos recicláveis. 

Apesar de convencionalmente usar-se o termo “lixo”, basicamente, os descartes são divididos entre resíduos e rejeitos. O primeiro grupo se refere aos materiais que podem ser reciclados, e, o segundo, diz respeito a aquilo que ainda não tem solução viável e precisa ser aterrado. A partir daí, os resíduos e rejeitos são divididos em orgânicos, recicláveis não perigosos, não recicláveis não perigosos e perigosos. 

Orgânicos

Os orgânicos podem ser reciclados por meio da compostagem doméstica ou, se você preferir,  embalados em sacolas biodegradáveis ou recicladas e encaminhados para aterros, mas é importante que eles não se misturem com outros tipos de recicláveis, pois a contaminação por orgânicos pode dificultar a reciclagem. 

O lixo orgânico é todo resto de alimento, como cascas de legumes, papel toalha, borra, filtro de café, frutas, raízes, vegetais e folhas. 

Você pode instalar uma composteira dentro do seu apartamento ou conversar com o síndico e os outros moradores sobre a implementação de composteiras coletivas no seu condomínio

Para descartes como óleo de cozinha, você pode dar um novo uso fazendo sabão caseiro. Mas, se não for possível, nunca despeje na pia ou privada. O óleo contamina a água, o que dificulta seu tratamento. Para economizar viagem, você e outros moradores do condomínio podem guardar o óleo de cozinha e, em determinado período, revezarem a entrega a postos de coleta.

Recicláveis não perigosos

O lixo reciclável não perigoso é composto principalmente pelo papel, papelão, vidro, alguns tipos de plástico e alumínio.

Por exemplo, deve-se fazer a separação de alumínio com alumínio, vidro com vidro, plástico PET com plástico PET, entre outros tipos de plástico, de acordo com as cores da coleta seletiva.

O primeiro passo para a separação consiste em higienizar o lixo para evitar que ele se transforme em local de reprodução de vetores de doenças e venha a causar desconforto aos trabalhadores da cadeia da coleta seletiva.

Latas de molho de tomate e embalagens longa vida, por exemplo, podem ser um ambiente de proliferação de bactérias e fungos que geram mau odor, o que pode causar mal-estar aos trabalhadores que recolhem e manuseiam esse tipo de material.

Para evitar essa situação, é indicado higienizar esses recipientes, economizando o máximo de água possível. Para isso, você pode deixar essa embalagem dentro da pia durante o dia, para que a água utilizada para lavar as mãos e a louça caia sobre ela, atuando como uma água reutilizada. Assim, ao final do dia, a embalagem estará limpa.

Após essa lavagem com água de reúso, o lixo reciclável deve secar e ser embalado em sacos de lixo não biodegradáveis, reciclados ou recicláveis.

No caso do papel, o ideal é não amassá-lo, já que quanto mais intacto, maior seu valor para a reciclagem — ao amassar uma folha, você afeta as fibras de celulose, prejudicando seu valor comercial para reciclagem. Se houver vidro quebrado ou outro tipo de material que apresente risco à saúde dos trabalhadores da cadeia de resíduos sólidos, embale-os de maneira segura e identifique-os.

Para saber como embalar vidro quebrado, dê uma olhada na matéria: “Como descartar vidro quebrado?“. Mas antes confira quais tipos de vidro são recicláveis na matéria: “Todos os tipos de vidros são recicláveis?“.

Não reciclável e não perigoso

A reciclabilidade de um material é relativa. O lixo não reciclável hoje pode ser reciclável amanhã. Isso depende da viabilidade econômica do momento, das tecnologias disponíveis ou do tipo de material. 

Muitos materiais jogados no lixo ainda são de difícil reciclabilidade, como papéis parafinados ou plastificados, adesivos, etiquetas, fita crepe, papel carbono, fotografias, espelhos e esponjas de lavar louça de poliuretano

Nesses casos, para evitar enviar resíduos a aterros, é indicado consumir com parcimônia ou optar por algo semelhante, mas que seja biodegradável ou reciclável. 

Quando não for possível deixar de consumir materiais não recicláveis, procure optar pela reutilização e, só em último caso, descartar. 

Perigosos

O descarte correto de lixo perigoso em condomínio é essencial. Isso porque o lixo classificado como perigoso é aquele que apresenta riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Esse tipo de material pode ser inflamável, corrosivo e/ou reativo quimicamente, e por isso precisa de tratamento e disposição especiais. 

Neste grupo estão restos de tinta, medicamentos, eletrônicos, produtos químicos, lâmpadas, pilhas e baterias.

O lixo perigoso não pode simplesmente ser colocado em sacos de lixo e destinado para o lixo comum, pois uma vez descartados em aterros e lixões, junto com a água da torneira (no caso de tintas látex, por exemplo) ou no solo, o lixo perigoso pode contaminar o solo e a água e causar danos irreversíveis aos animais e pessoas.  

Nesse caso, a separação e descarte corretos em condomínio variam de acordo com cada tipo de material. É preciso tomar muito cuidado com o lixo perigoso. No caso dos eletroeletrônicos, você pode contatar a empresa fabricante, pois a Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que esta ofereça logística reversa aos consumidores. 

Cuidado especial com lâmpadas

Um item comum nas residências brasileiras é a lâmpada. Esse objeto não deve ser destinado para o aterro comum, pois é um resíduo considerado perigoso. As fluorescentes, por exemplo, contêm mercúrio, um metal pesado tóxico que forma aerossóis no ambiente, sendo facilmente inalado se a lâmpada se quebrar. 

A inalação de altas concentrações de vapor de mercúrio pode causar dano aos pulmões, e a inalação crônica proporciona distúrbios neurológicos, problemas de memória, erupções cutâneas e insuficiência renal. 

No ambiente, o mercúrio contamina solo, corpos hídricos e ar, entrando facilmente na cadeia alimentar e prejudicando os animais. 

Para destinar corretamente as lâmpadas, você pode, junto com outros moradores do seu condomínio, guardar todas as lâmpadas usadas ao longo do ano e entrar em contato com a Reciclus

A Reciclus oferece a coleta gratuita de lâmpadas usadas em condomínios nas principais cidades do Brasil. Você pode entrar em contato pelo WhatsApp: (11) 98469-1113. A organização também disponibiliza coletores em locais de fácil acesso pelo País. Você pode conferir se tem algum próximo de você.

Você também pode utilizar gratuitamente um material educativo (disponível no botão a seguir) nas principais áreas de acesso do condomínio para sensibilizar os moradores sobre a importância do tema.

Lâmpadas fluorescentes quebradas

Se a lâmpada fluorescente quebrar, é preciso estar atento a alguns cuidados. Antes de limpar a área, a primeira coisa a fazer é retirar do local as crianças e os animais, além de não deixar que ninguém toque o material.

Ventilar o ambiente também é importante. Por isso, janelas e portas precisam ser abertas o mais rápido possível. Para retirar os cacos, espere a poeira baixar (literalmente), use luvas e máscara, e os coloque em um recipiente que possa ser lacrado para limpar os pequenos pedaços em pó. Use fitas adesivas e papel toalha umedecido para limpar os últimos resíduos que podem passar despercebidos.

Se a lâmpada fluorescente quebrou em cima de roupas de cama ou qualquer outro tipo de material que tenha contato direto com o corpo, o material não deve mais ser usado, nem colocado na máquina de lavar. No caso de corte, procure assistência médica o mais rápido possível.

Todos os materiais contaminados devem ser descartados da mesma forma que as lâmpadas fluorescentes não quebradas, mas bem embalados e, de preferência, com aviso explicando que o material é uma lâmpada quebrada e um resíduo perigoso.