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Quando contamina plantações de forma não intencional, dicamba pode causar prejuízos ambientais e econômicos

Dicamba é um tipo de herbicida — químicos usados para controlar o crescimento de ervas daninhas — majoritariamente usado em plantações de milho, soja e algodão. Ela pode ser encontrada tanto na agricultura como em uso caseiro. 

Ela age como um hormônio natural das plantas, a auxina, que auxilia no seu crescimento. Quando a planta recebe dicamba, ela cresce e as ervas daninhas e outras espécies invasoras morrem.

Ameaças

Um dos maiores problemas da dicamba é a sua contaminação não intencional. O herbicida não fica em um lugar específico quando espirrado, ele viaja pelo ar, evaporando, e pode contaminar outras plantações. 

Em 2020 seu uso foi proibido durante quatro meses nos Estados Unidos. 

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) relatou que cerca de 3,6 milhões de hectares de plantações foram negativamente impactados por dicamba em 2017. Um ano depois, mais de 4 mil reclamações de fazendeiros foram registradas pelo dano de mais de 4,7 milhões de hectares da plantação de grãos de soja, quando outras fazendas fizeram seu uso em plantações de algodão e soja geneticamente modificadas.

Esse impacto pode ser irreparável na vida dos fazendeiros, comprometendo suas fazendas e suas fontes de renda. 

Imagem de Jed Owen no Unsplash

Plantas resistentes

A dicamba pode ser letal nas plantas, não sendo limitada pelo seu uso em ervas daninhas. Porém, algumas espécies criaram tolerância ao herbicida, como o cânhamo.

Cânhamo é uma planta da mesma família da maconha, porém com outros usos. Em 2021, a Universidade de Illinois apresentou o primeiro tipo de cânhamo resistente à dicamba. A tolerância é relativamente baixa — 65% no campo e redução de cinco a dez vezes na eficácia do herbicida. Porém, as plantas nunca tinham sido expostas ao químico antes.

É comum que mais plantas comecem a criar tolerância a certos herbicidas. Isso acontece por causa de suas resistências metabólicas — as ervas daninhas ativam genes de desintoxicação antes que os químicos façam efeito.

Em 2016 a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos autorizou um novo uso da dicamba com algumas limitações. Era possível usar o herbicida em plantas geneticamente modificadas para tolerar o químico, como alguns tipos de soja. 

Saúde

Afinal, a dicamba faz mal à saúde? O contato com o herbicida pode causar algumas reações. 

Quando inalado, seu nível de toxicidade é baixo, podendo causar tontura e irritação no nariz que resulta em tosse. Quando ingerida em pequena quantidade, pode causar vômito, perda de apetite e espasmos musculares. Em grandes quantidades, sua ingestão pode resultar em diarreia e dor abdominal. No contato direto com a pele, pode causar irritação. 

Porém, a dicamba não fica muito tempo dentro do organismo, sendo excretada quase imediatamente pela urina.