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Infecção viral é um termo utilizado para caracterizar doenças provocadas por vírus patogênicos

Infecção viral é um termo utilizado para caracterizar doenças provocadas por vírus patogênicos. No geral, ela ocorre principalmente por meio do contato com secreções ou pela água, alimentos e objetos contaminados.

As principais infecções transmitidas por vírus são gripe, herpes, catapora, sarampo e hepatite. Normalmente, a prevenção de infecções virais é feita por meio da vacinação e da adoção de medidas gerais de higiene, como lavar as mãos frequentemente.

O que são vírus?

Extremamente pequenos e simples, os vírus estão situados no limite entre vivo e não vivo. Eles diferem dos outros seres vivos porque não possuem estrutura celular nem metabolismo próprio. Quase todos os tipos de vírus medem menos de 200 nm de diâmetro, de modo que só podem ser observados com o auxílio de um microscópio.

Os vírus são constituídos principalmente por duas classes de substâncias químicas: proteínas e ácidos nucleicos. As moléculas de proteínas virais formam um envoltório – o capsídeo – que protege o ácido nucleico, o qual pode ser formado por DNA ou RNA.

Essa simplicidade bioquímica dos vírus faz com que alguns cientistas se questionem se esses micro-organismos são realmente seres vivos. Apesar da diversidade de opiniões a esse respeito, mesmo os cientistas que não incluem os vírus entre os seres vivos concordam que eles são sistemas biológicos, uma vez que possuem material genético.

Reprodução e infecção viral

Os vírus são considerados parasitas intracelulares obrigatórios, pois só se reproduzem no interior de um hospedeiro. A reprodução dos vírus envolve dois processos: a duplicação do material genético viral e a síntese de proteínas.

A penetração e a subsequente multiplicação de um vírus na célula hospedeira é chamada de infecção viral. Uma vez dentro da célula, o ácido nucleico do vírus (DNA ou RNA) se duplica e comanda a síntese das proteínas virais. A reunião dos dois componentes – ácido nucleico e proteínas – origina novos vírus, que saem da célula onde se formaram e vão infectar novos hospedeiros.

A maior parte dos vírus são altamente específicos em relação ao seu hospedeiro, isto é, geralmente um vírus só é capaz de atacar um ou poucos tipos de células. O vírus da poliomielite, por exemplo, infecta apenas células nervosas, intestinais e da mucosa da garganta. O vírus da gripe, por outro lado, é bastante versátil e pode infectar diversos tipos de células humanas.

Exemplos de infecções virais

Entre as diversas infecções virais, estão:

  • Gripe e resfriado;
  • HIV;
  • HPV;
  • Herpes;
  • COVID-19;
  • Catapora;
  • Sarampo;
  • Hepatite viral;
  • Poliomielite;
  • Dengue;
  • Rubéola.

HIV

O HIV, vírus causador da Aids, apresenta um ciclo de reprodução diferente dos outros vírus. Ele é formado por proteínas, duas moléculas idênticas de RNA e algumas moléculas da enzima transcriptase reversa. Essa enzima permite produzir moléculas de DNA a partir das moléculas de RNA, exatamente o contrário do que costuma acontecer nas células.

Ao entrar na célula hospedeira, o envoltório do HIV funde-se com a membrana celular, liberando seu RNA e a transcriptase reversa. A partir do RNA viral, essa enzima produz uma molécula de DNA que penetra no núcleo da célula atacada e se integra ao material genético da célula hospedeira. Uma vez integrado a ele, o DNA viral passa a produzir moléculas de RNA. Algumas delas irão constituir o material genético dos novos vírus, enquanto outras comandarão a produção das proteínas e da transcriptase reversa. A união das proteínas, das enzimas e do RNA viral origina novos vírus.

O HIV ataca principalmente determinadas células do sangue que comandam todo o sistema de defesa do corpo humano contra infecções. Atacadas pelo vírus, essas células perdem a capacidade de defender o corpo, que fica vulnerável a infecções que não afetariam uma pessoa sadia.

Os principais sintomas de HIV são tosse e respiração ofegante, dificuldade de engolir, diarreia, febre, perda de visão, confusões mentais, cólicas abdominais e vômito. A prevenção contra essa doença consiste na utilização de preservativos e na testagem do sangue antes de se fazer transfusões.

Sintomas de infecções virais

Cada infecção viral apresenta um conjunto de sintomas, que dependem diretamente do órgão onde o vírus fica alojado. De modo geral, os sintomas incluem febre, tosse, coriza, dor de cabeça, dor no corpo, mal-estar e perda de apetite. 

Prevenção de infecções virais

Vacinas

Infecção viral
Imagem de  Ivan Diaz no Unsplash

A vacina é uma tecnologia médica desenvolvida para prevenir doenças. É um método de enfraquecimento de micro-organismos patogênicos que consiste em “ensinar” o organismo a reconhecê-los e eliminá-los, caso venha a ser infectado no futuro. Historicamente, a vacinação mostrou resultados positivos para a humanidade, tendo sido responsável por controlar doenças como o sarampo, poliomielite, tétano e coqueluche.

A vacina ensina o corpo a reconhecer novas doenças. Ela estimula o organismo a produzir anticorpos contra antígenos de patógenos. Também estimula as células imunológicas a lembrar os tipos de antígenos que causam a infecção. 

Isso permite uma resposta mais rápida à doença no futuro. Quando o corpo responde à vacina, ele cria uma resposta imune adaptativa. Isso ajuda a equipar o organismo para combater uma infecção real.

Medidas gerais de higiene

Medidas gerais de higiene podem ajudar a impedir a disseminação de vírus patogênicos. Entre elas, estão:

  • Lavar as mãos frequentemente;
  • Consumir água e alimentos que tenham sido preparados ou tratados adequadamente;
  • Evitar contato com pessoas infectadas e superfícies contaminadas;
  • Espirrar e tossir em lenços (que devem ser descartados) ou no braço, cobrindo completamente a boca e o nariz;
  • Usar práticas de sexo seguro.