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Descubra para que servem os medicamentos betabloqueadores e seus possíveis efeitos adversos

Imagem de Myriams-Fotos em Pixabay

Os betabloqueadores são medicamentos capazes de diminuir o estresse no coração e nos vasos sanguíneos. Eles também podem ajudar a controlar a enxaqueca, a ansiedade, o tremor e outras condições. Outros nomes para betabloqueadores incluem beta-antagonistas, agentes bloqueadores beta-adrenérgicos e antagonistas beta-adrenérgicos.

Os betabloqueadores atuam bloqueando a ação de certos hormônios do sistema nervoso, como a epinefrina, também conhecida como adrenalina. Ao fazer isso, eles ajudam a prevenir a ativação da resposta ao estresse de “lutar ou fugir”. A adrenalina e a noradrenalina são hormônios que preparam os músculos do corpo para o esforço. Esta é uma parte crucial da resposta ao perigo.

Quando o corpo libera altos níveis de adrenalina, o indivíduo pode apresentar batimento cardíaco acelerado, pressão alta, hiperidrose, ansiedade e palpitações cardíacas. O bloqueio da liberação desses hormônios diminui o estresse no coração e reduz a força das contrações do músculo cardíaco. Por sua vez, também retira a pressão dos vasos sanguíneos do coração, do cérebro e do resto do corpo.

Esses medicamentos fazem com que o coração bata mais devagar e com menos força, o que reduz a pressão arterial. Além disso, os betabloqueadores também são indicados para abrir as veias e artérias para melhorar o fluxo sanguíneo. Os betabloqueadores também obstruem a produção de angiotensina II, um hormônio produzido pelos rins. Isso relaxa e alarga os vasos sanguíneos, facilitando o fluxo de sangue através deles.

Uso dos betabloqueadores e efeitos adversos

O principal uso dos betabloqueadores é o controle dos sintomas cardiovasculares. Eles podem ser utilizados na prevenção, no tratamento e na melhora dos sintomas de insuficiência cardíaca congestiva; hipertensão arterial ou pressão alta; doença coronariana; arritmia cardíaca (ritmo cardíaco irregular); taquicardia; insuficiência cardíaca; dor no peito (angina); infarto do miocárdio ou ataque cardíaco; enxaqueca e certos tipos de tremor.

Entre os efeitos colaterais, destacam-se mãos e pés frios, fadiga, ganho de peso, depressão, falta de ar e distúrbios do sono (dificuldade para dormir ou insônia). Outros efeitos colaterais incluem:

  • Batimento cardíaco lento ou bradicardia
  • Pressão sanguínea baixa
  • Náuseas e vômitos
  • Fraqueza e tontura
  • Desconforto abdominal
  • Constipação
  • Disfunção erétil
  • Perda de memória
  • Confusão
  • Retenção de líquido

Os betabloqueadores geralmente não são usados ​​em pessoas com problemas respiratórios, uma vez que este tipo de medicamento pode desencadear ataques graves de asma.

Em diabéticos, os betabloqueadores podem bloquear os sinais de baixo nível de açúcar no sangue, como taquicardia. É importante verificar o açúcar no sangue regularmente se você tem diabetes e está tomando um medicamento betabloqueador.

Os bloqueadores beta também podem afetar seus níveis de colesterol e triglicerídeos. Eles podem causar um ligeiro aumento nos triglicerídeos, um tipo de gordura no sangue, e uma redução modesta no colesterol “bom”, ou colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL). Essas mudanças geralmente são temporárias.

Aqueles que têm problemas cardíacos ou dores no peito e histórico de uso de cocaína devem conversar com seu médico antes de usar betabloqueadores, porque o uso pode não ser seguro. Alguns tipos de betabloqueadores podem ser seguros para uso durante a gravidez, sob supervisão médica.

A interrupção abrupta de medicamentos betabloqueadores pode ser extremamente perigosa, elevando o risco de ataque cardíaco ou outros problemas cardíacos.

Tipos de betabloqueadores administrados por via oral

Acebutolol (Sectral)

O acebutolol é um antiarrítimico e anti-hipertensivo.

Atenolol (Tenormin)

O atenolol é um betabloqueador indicado para o tratamento de hipertensão, arritmias e prevenção da angina.

Bisoprolol (Zebeta)

O bisoprolol é utilizado para tratar hipertensão, insuficiência cardíaca crônica e angina pectoris.

Metoprolol (Lopressor, Toprol XL)

O metoprolol é indicado para tratar hipertensão arterial, redução da pressão arterial, da morbidade e do risco de mortalidade de origem cardiovascular.

Nadolol (Corgard)

O nadolol é um beta-bloqueador não seletivo usado no tratamento da hipertensão, enxaqueca e angina pectoris.

Nebivolol (Bystolic)

O nebivolol é um betabloqueador seletivo e vasodilatador usado no tratamento de hipertensão arterial e na proteção do coração.

Propranolol (Inderal, InnoPran XL)

O propranolol é indicado para controle de hipertensão, controle de angina pectoris e controle das arritmias cardíacas.

Betabloqueadores podem reparar vasos sanguíneos malformados no cérebro

O propranolol, um dos betabloqueadores mais conhecidos, pode ser usado para tratar malformações cavernosas cerebrais, uma condição caracterizada por vasos sanguíneos com deformações no cérebro e em outras regiões do corpo. Essa é a conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Uppsala, publicado na revista científica Stroke.

As malformações cavernosas cerebrais (CCMs, também chamadas de angiomas cavernosos ou cavernomas) são lesões vasculares nos vasos sanguíneos do cérebro e em outros lugares, causadas por alterações genéticas que podem ser hereditárias ou surgir espontaneamente.

A operação para remover essas lesões é, ainda, o único tratamento possível. No entanto, as intervenções cirúrgicas no cérebro são altamente arriscadas. Uma vez que as malformações vasculares reaparecem na forma hereditária da doença, um tratamento medicamentoso para CCMs é necessário, segundo os pesquisadores.

Os usos do propranolol, um betabloqueador, incluem o tratamento de doenças e condições cardiovasculares, como hipertensão. Mas também pode ser usado para tratar hemangioma, uma malformação comum dos vasos sanguíneos em crianças. Existem algumas indicações de que a preparação pode funcionar contra os CCMs também.

Os pesquisadores examinaram ratos com malformações vasculares no cérebro que correspondiam à forma hereditária da doença em humanos. Após o tratamento feito com propranolol, a equipe observou que os cavernomas estavam se tornando cada vez menores. Além disso, os vasos sanguíneos passaram a funcionar melhor, com menos vazamentos e melhores contatos entre as células.

A dose de propranolol administrada aos animais foi equivalente à dose usada para tratar doenças em humanos. Usando um microscópio eletrônico, os pesquisadores puderam estudar em detalhes como a droga afetava os cavernomas. Os resultados mostram que o propranolol pode ser usado para reduzir e estabilizar lesões vasculares e pode ser um medicamento potencial para o tratamento de CCMs.



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