Entenda o que é uma pandemia

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Pandemia é a disseminação mundial de uma doença. Entenda o cenário e conheça os principais exemplos

Pandemia é a disseminação mundial de uma doença. O termo é utilizado quando uma epidemia - um grande surto que afeta uma região - se espalha por diferentes continentes, com transmissão sustentada entre as pessoas. Isso ocorre quando a disseminação do patógeno se dá ao mesmo tempo por meio de fontes não identificadas e que não estiveram no exterior. Esse tipo de transmissão resulta no aumento drástico do número de casos de contágio e dificulta o combate de uma pandemia, já que os casos têm origem desconhecida e acontecem de forma indiscriminada.

Países de todos os continentes precisam ter casos confirmados de uma doença para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declare a existência de uma pandemia. Atualmente, as pandemias podem ocorrer com mais facilidade, já que a grande circulação de pessoas entre os países favorece a disseminação de doenças. Conheça as principais pandemias que atingiram o planeta.

Gripe espanhola

A gripe espanhola foi uma violenta pandemia que atingiu o mundo entre 1918 e 1919, provocando milhões de mortes, especialmente entre os setores jovens da população. Considerada a mais severa pandemia da história da humanidade, foi causada pela virulência incomum de uma linhagem do vírus Influenza A, do subtipo H1N1.

A gripe espanhola recebeu esse nome devido ao fato de muitas das informações a respeito da doença terem sido transmitidas pela imprensa da Espanha. Os jornais desse país, que se manteve neutro durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), não sofriam censura quanto às notícias sobre a epidemia, o que não era o caso da imprensa dos países que estavam na guerra. Por isso, assim que a gripe chegava a algum país, era chamada de “espanhola”.

Apesar de sua origem desconhecida, calcula-se que a pandemia afetou, direta ou indiretamente, cerca de 50% da população mundial, tendo matado algo entre 20 e 40 milhões de pessoas – mais do que a própria Primeira Guerra (que deixou cerca de 15 milhões de vítimas). Por isso, a gripe espanhola foi qualificada como o mais grave conflito epidêmico de todos os tempos.

Aids

A Aids, causada pelo vírus HIV, é outra pandemia muito conhecida na atualidade. Esse vírus ataca as células do sangue que comandam o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo. Uma vez infectadas, essas células perdem a capacidade de proteger o corpo humano, que passa a contrair doenças que não afetariam uma pessoa sadia.

  • Saiba mais sobre o modo de reprodução desse vírus na matéria “O que são vírus?”

O vírus HIV pode ser transmitido das seguintes formas:

Relação sexual

O vírus da Aids pode ser transmitido em toda e qualquer relação sexual – anal, oral e vaginal – com penetração desprotegida. O preservativo é necessário do começo ao fim do ato sexual.

Transfusão de sangue

O HIV pode ser transmitido por meio de transfusão de sangue contaminado. Se precisar de uma transfusão, é importante exigir sangue com certificado de teste de HIV.

Materiais que perfuram ou cortam a pele

O compartilhamento de seringas, agulhas e outros materiais que perfuram ou cortam a pele é um comportamento de risco para infecção pelo HIV. Se o sangue de uma pessoa contaminada fica no material, o vírus passa para quem usá-lo. É recomendado utilizar sempre materiais descartáveis ou devidamente esterilizados.

Gravidez e amamentação

A transmissão vertical do vírus HIV pode ocorrer da mãe para o filho no período de gestação, durante o parto ou na amamentação do bebê. Nessas fases, o contato com fluidos contaminados, tanto no líquido amniótico quanto no leite materno, pode levar a criança a desenvolver a doença antes mesmo dos primeiros anos de vida. O exame de sangue e o controle pré-natal desde o começo da gravidez são importantes para proteger o bebê.

Os principais sintomas de Aids são tosse e respiração ofegante, dificuldade de engolir, diarreia, febre, perda de visão, confusões mentais, cólicas abdominais e vômito. A prevenção contra essa doença consiste na utilização de preservativos e na testagem do sangue antes de eventuais transfusões.

H1N1

A gripe H1N1, ou Influenza A, é uma doença provocada pelo vírus H1N1, um subtipo do Influenza A. Esse vírus surgiu a partir da combinação de segmentos genéticos de três outros vírus: o da gripe humana, o da gripe aviária e o da gripe suína (nome pelo qual a H1N1 ficou conhecida inicialmente). Isso aconteceu quando esses três vírus infectaram porcos simultaneamente e acabaram se misturando, dando origem ao H1N1.

O período de incubação do vírus varia de três a cinco dias. A transmissão, que pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas, se dá pelo contato direto com animais ou com objetos contaminados, e de pessoa para pessoa por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias. Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar febre acima de 38 graus; e dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações.

Para proteger-se contra a infecção ou evitar a transmissão do vírus, o Centro de Controle de Doenças norte-americano (CDC) recomenda:

  • Lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão ou desinfetá-las com produtos à base de álcool;
  • Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar;
  • Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes;
  • Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo;
  • Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;
  • Suspender, na medida do possível, as viagens para os lugares onde haja casos da doença;
  • Procurar assistência médica se o doente pertence a um grupo de risco e se surgirem sintomas que possam ser confundidos com os da infecção pelo vírus H1N1 da influenza tipo A. Nos outros casos, permanecer em repouso e tomar bastante líquido para garantir a boa hidratação.

Covid-19

A Covid-19 é uma doença respiratória causada pelo SARS-CoV-2, um novo vírus pertencente à família dos coronavírus. Nessa família estão presentes vírus que podem causar infecções, como diversos tipos de resfriado, em animais e seres humanos. Em geral, a Covid-19 tem início com um quadro semelhante ao da gripe e de resfriados, mas os sintomas podem se agravar para quadros respiratórios graves e levar a óbito.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maioria dos pacientes com Covid-19 (cerca de 80%) podem ser assintomáticos e os outros 20% podem precisar de atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória. Desses casos mais graves, aproximadamente 5% podem necessitar de suporte ventilatório para o tratamento de insuficiência respiratória.

Os primeiros casos surgiram na China, no final de 2019. Em seguida, a doença se espalhou para diversos outros países, o que levou a Organização Mundial de Saúde a decretar estado de pandemia no dia 11 de março de 2020.

A principal forma de disseminação do novo coronavírus ocorre de pessoa para pessoa. O indivíduo pode ser contaminado através do ar ou pelo contato pessoal com gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro ou até mesmo levando a mão às vias respiratórias após o toque ou aperto de mão com a pessoa infectada. Além disso, também é importante ficar atento para o contato com objetos ou superfícies contaminados, seguido de contado com a boca, nariz ou olhos. Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.

A Covid-19 apresenta um período de incubação de cerca de 14 dias. Os principais sintomas da doença são febre, tosse seca e dificuldade respiratória. Além disso, alguns pacientes podem apresentar dores no corpo, coriza, fadiga, dor de garganta, diarreia, perda de paladar e de olfato.

Geralmente, os sintomas surgem de forma leve e gradual, e muitos doentes podem se curar sem a necessidade de tratamento especial. Porém, algumas pessoas podem apresentar agravamento da doença, desenvolvendo dificuldade respiratória e outros sintomas capazes de levar a óbito. As pessoas idosas e indivíduos que apresentam problemas de saúde prévios, como pressão alta, problemas cardíacos e diabetes, estão mais propensas ao agravamento da doença.

Dentre as medidas para prevenir o contágio e evitar a disseminação da doença, podemos citar a importância de se higienizar a mão frequentemente com água e sabão ou álcool em gel 70%, além de evitar aglomerações.

Prevenção

A principal forma dos países se prevenirem contra os efeitos de uma pandemia é ter sistemas de vigilância que detectem rapidamente os casos, laboratórios equipados para identificar as causas de novas doenças, dispor de uma equipe habilitada para conter o surto, evitando novos casos, e ter sistemas de gerenciamento de crise, para coordenar a resposta. Além disso, a restrição de viagens e de comércio e estabelecimento de quarentena, são medidas tomadas pelas autoridades para conter a disseminação de pandemias.

Por fim, há estudos que comprovam que as doenças transmitidas de animais para seres humanos estão em ascensão e pioram à medida que habitats selvagens são destruídos pela atividade humana. Cientistas sugerem que habitats degradados podem incitar e diversificar doenças, já que os patógenos se espalham facilmente para rebanhos e seres humanos. Isso aumenta a necessidade de preparo para futuras pandemias e levanta o alerta com relação ao comportamento predatório da humanidade para com o restante do planeta.



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