Alimentos afrodisíacos: mito ou verdade?

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Comidas gostosas, criatividade e sexo: uma combinação e tanto, mas seria tudo isso afrodisíaco?

afrodisiaco

Afrodite é a deusa grega do amor, da beleza e da sensualidade. Foi do nome dela que veio a palavra “afrodisíaco”, que é definida como "aquilo que desperta o desejo por outra pessoa". Muitos se perguntam se alimentos afrodisíacos funcionam mesmo. Alguns acreditam que certos alimentos podem ser afrodisíacos, embora alguns cientistas digam que na verdade, o que funciona é a pessoa acreditar que aquele alimento vai deixá-la mais vigorosa, assim ela fica mais confiante e com mais imaginação. Além disso, certos nutrientes ou substâncias presentes nos alimentos causam efeitos no organismo que podem, de fato, melhorar o seu desempenho, apresentando efeitos afrodisíacos.

Conheça agora alimentos que muitas pessoas acreditam que tenham poderes de despertar a nossa libido, atuando como afrodisíacos.

Alcachofra

Não se sabe por que é considerada afrodisíaca, mas a potência do vegetal é conhecida há tanto tempo, que ele já foi proibido para mulheres na França no século XVI. Dizem que Catarina de Médici, a esposa do rei da França Henrique II, adorava alcachofras e tinha vários amantes, por isso a proibição. Os comerciantes franceses costumavam dizer que a alcachofra aquece o corpo, o espírito e também a genitália. Antes disso, na Idade Média, a alcachofra também foi proibida para mulheres porque despertava sentimentos que não seriam “apropriados” para uma boa esposa;

Aipo

Contém uma substância chamada androsterona, que atua como um feromônio masculino (deixa os homens mais atraentes);

Chocolate

O doce mais apreciado do mundo contém várias substâncias que justificam sua fama: o triptofano, que é o precursor da serotonina (o hormônio do prazer); a feniletilalanina, que desperta o sentimento de atração, de paixão à primeira vista; e a teobromina, que estimula o sistema nervoso e nos deixa mais ativos. O chocolate branco pode não ter os mesmos efeitos porque não é feito a partir das sementes de cacau, e sim da manteiga de cacau, que não tem as mesmas propriedades;

Vinho tinto

Aumenta os níveis de estrogênio, fazendo com que as mulheres tenham mais libido. Além disso, o vinho é rico em polifenóis, que aumentam a circulação sanguínea, aumentando nossa disposição e resistência física;

Pimenta

A expressão “apimentar a relação” tem bons motivos: a sensação de ardência aquece o corpo, aumenta a circulação do sangue e acelera o metabolismo. A endorfina contida na pimenta é responsável por uma sensação de bem-estar e ânimo;

Morangos

Além do estímulo visual por sua bela aparência e cor vermelha, é rico em vitamina C, que ajuda na formação e liberação dos hormônios sexuais e aumenta a lubrificação vaginal;

Maca peruana

Tem propriedades capazes de aumentar a quantidade de testosterona (encontre na Loja eCycle). Para saber mais, confira a matéria "Maca peruana: conheça seus benefícios para a saúde"

Sementes oleaginosas (castanhas e amêndoas)

São ricas em arginina - que aumenta a circulação sanguínea, e zinco - que aumenta a produção de testosterona. As amêndoas são muito usadas na culinária árabe por suas propriedades afrodisíacas. Os amendoins são as oleaginosas mais populares por serem mais baratos e muito saborosos.

Esses e muitos outros alimentos dão força à crença em afrodisíacos. O filósofo francês Jean François Revel (1924 - 2006) já disse que “assim como acontece com a sexualidade, também uma boa mesa é inseparável da imaginação”. A literatura romântica também é rica em alusões ao amor como alimento e ao alimento como amor. E claro, não podemos deixar de citar o famoso “bolo pega-marido”, que tem até uma lenda no nordeste brasileiro: "uma moça tinha um marido muito magrinho, então fazia sempre esse bolo para ele. De tanto comer o bolo, o moço ficou maior, mais atraente e mais amoroso".

Cuidado: existem também alguns afrodisíacos “do mal”: muitas culturas consomem pó de chifres de rinocerontes e pênis de tigres para aumentar a libido, mas consumidores conscientes sabem que não existe necessidade de matar animais ameaçados de extinção, ainda menos por prazer.


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