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Entenda quais os motivos que fazem do sabonete tipo antibacteriano um risco

Imagem redimensionada de rawpixel, está disponível no Unsplash

A realização de hábitos de higiene pessoal é prazerosa após um dia extenuante, pois além da sensação refrescante e relaxante, passamos a nos sentir limpos. Aproveitando essa necessidade, a indústria farmacêutica fabrica e comercializa toneladas de produtos de higiene pessoal. De todos, talvez o mais popular seja o sabonete antibacteriano (saiba mais na matéria “O que constitui os sabonetes?“). Utilizado para a higienização do corpo e das mãos, é um dos produtos cosméticos mais comuns em todo o mundo.

No Brasil, o hábito de lavar as mãos com sabonete antibacteriano é muito popular, a ponto de sermos considerados o país onde os habitantes mais lavam as mãos em todo o mundo – grande porcentagem dos brasileiros lava as mãos mais de cinco vezes ao dia. Esse fato auxilia na baixa ocorrência de gripes e diarreias causadas por micro-organismos.

Porém, a partir dessa atitude saudável, um produto tem se mostrado forte no mercado e pode ser perigoso. Trata-se do sabonete antibacteriano, que contém triclosan, EDTA dissódico, ácido etidrônico, álcool etílico, entre outras substâncias.

Qual o problema do sabonete antibacteriano?

As propagandas mostram o sabonete antibacteriano como extremamente eficiente, mas ele não é livre de riscos. Como os produtos bactericidas não discriminam quais os tipos de bactérias serão eliminadas, eles acabam com todos os tipos de bactérias da pele – as nocivas e as benéficas. Quando as bactérias benéficas e não patológicas são eliminadas quase totalmente, nosso corpo reduz a capacidade de diferenciar bactérias nocivas e não nocivas – desse modo, qualquer micro-organismo que entra em contato com a pele demandará esforço redobrado do corpo no combate, e sob o efeito do uso indiscriminado (e muitas vezes sem a necessidade) de sabonete antibacteriano, bactérias nocivas podem se tornar mais resistentes (devido à rápida seleção natural).

Quando usados com frequência durante a infância, o sabonete antibacteriano pode gerar problemas de saúde. Segundo a teoria da higiene, a falta de contato com agentes patogênicos durante a infância é relacionada ao desenvolvimento de doenças alérgicas. A falta de convivência com micro-organismos pouco agressivos nas primeiras fases do desenvolvimento acarreta em desequilíbrio no sistema imune, gerando respostas imunológicas exageradas a substâncias estranhas ao longo da vida.

Como as bactérias possuem um ciclo de reprodução muito rápido, é possível que algumas delas resistam aos efeitos bactericidas e se reproduzam já com as novas características – inutilizando o efeito de medicamentos antibióticos e desenvolvendo doenças mais difíceis de serem curadas. Isso porque grande parte dos sabonetes que são antibacterianos contém a substância triclosan (veja mais na matéria “Triclosan: onipresença indesejável“).

Solução

Para a higienização das mãos, o uso de sabonete comum já se mostra muito eficaz no dia a dia de todas as pessoas. Esse hábito simples permite a prevenção de muitas doenças e males cotidianos.


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