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A silvicultura urbana é a atividade econômica que apresenta maior potencial de contribuição para a construção de uma Economia Verde

A silvicultura urbana é a “ciência que estuda o conjunto da vegetação de porte arbóreo que reveste uma cidade, em área pública e privada, com finalidades ecológica, social e econômica”, de acordo com a Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa). Em outras palavras, o objetivo da silvicultura urbana é o cultivo e o manejo de árvores para a contribuição atual e potencial ao bem-estar fisiológico, social e econômico da sociedade urbana.

De acordo com a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, a silvicultura é a atividade econômica que apresenta maior potencial de contribuição para a construção de uma Economia Verde, já que é realizada dentro dos conceitos desta, e produz insumos para outras atividades alcançarem o caminho da sustentabilidade.

A natureza urbana tem sido cada vez mais encarada como uma necessidade para manter a saúde mental e o bem-estar das pessoas. Diante do crescimento acelerado das cidades, onde há o predomínio de espaços construídos e escassez de áreas verdes, cientistas, ambientalistas e pesquisadores reafirmam a importância de doses diárias de natureza urbana nos espaços públicos.

Atividades básicas da silvicultura urbana

De modo geral, as atividades básicas da silvicultura incluem:

  • Acompanhamento da precipitação pluviométrica (regime de chuvas);
  • Determinação de espécies mais adequadas;
  • Planejamento da produção e cultivo;
  • Preparo de solo;
  • Manejo e tratamento da cultura;
  • Planejamento das coletas e cortes;
  • Logística dos produtos.

Benefícios da natureza urbana

O mundo está vivenciando um expressivo crescimento da população urbana, ano após ano. Mais da metade das pessoas em todo o mundo já vive em cidades. E, embora a natureza possa parecer distante do ambiente urbano, mostram cada vez mais que ela desempenha um papel crítico na vida dos moradores das cidades, auxiliando no enfrentamento de desafios ambientais urbanos, como gestão de águas pluviais, redução da poluição e resiliência climática.

Além de aumentar o senso de conexão das pessoas com a natureza, doses diárias de natureza urbana proporcionam os benefícios de um melhor bem-estar físico, mental e social. Uma crescente série de estudos revela que a exposição à natureza, especialmente em ambientes urbanos, pode levar a moradores mais saudáveis ​​e felizes.

Um estudo publicado na revista Nature em 2019 mostra como a presença de espaços verdes pode beneficiar a saúde mental das pessoas. Segundo os pesquisadores, duas horas por semana de contato com a natureza são suficientes para promover um significativo aumento na sensação de bem-estar, melhorar o humor e aliviar os sintomas de depressão, ansiedade e estresse.

Além da poluição visual presente nos espaços urbanos, a má qualidade do ar e os ruídos frequentes, oriundos do tráfego de veículos e da movimentação do comércio, por exemplo, são estressores ambientais que podem prejudicar muito a saúde mental das pessoas.

Como a silvicultura urbana pode ajudar a combater a desigualdade climática?

Em uma entrevista à World Changing Ideas, a empresária americana Maisie Hughes conta que aprecia as árvores desde a sua infância. No entanto, relata que sempre sentiu que a natureza é algo reservado somente para os ricos. Diante disso, Hughes se dedicou à silvicultura urbana para tentar fazer com que as árvores estejam disponíveis para todos em uma cidade, não apenas para brancos e ricos. 

As árvores são vitais porque trazem benefícios para a saúde física e mental dos residentes da cidade e fornecem sombra e resfriamento à medida que a ameaça de calor extremo aumenta. Mas em todo o país, bairros com maioria de pessoas de cor têm 33% menos copa das árvores do que os de maioria branca; e os bairros mais ricos têm 65% mais cobertura do que os menos ricos. “Pessoas de cor são desconsideradas, desrespeitadas e ignoradas no design de suas próprias cidades”, diz Hughes. Isso é cada vez mais preocupante, pois as minorias e os indivíduos de baixa renda são os mais afetados pelas mudanças climáticas.

Não é suficiente simplesmente ter árvores; elas precisam estar nos lugares certos. A equipe de Hughes escolhe estrategicamente onde as árvores devem ser plantadas, com base em onde vivem os mais vulneráveis, onde seu efeito de resfriamento é mais necessário e onde há escassez. Todos esses dados agora estão ao vivo e acessíveis em um mapa online desenvolvido pela American Forests, chamado Tree Equity Score

Não é suficiente apenas plantar árvores, diz Hughes, apesar de várias empresas hoje em dia se gabarem de esquemas de plantio de árvores. “Plantar árvores é agradável, especialmente se você estiver nas redes sociais”, diz ela. “Mas, o difícil é ter certeza de que aquela árvore que você plantou vive. Não queremos que você perca seu tempo plantando uma árvore que não sobrevive. ”